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Grupo Matizes vai realizar ato em frente ao Hemocentro do Piauí

O ato tem o objetivo de defender o direito de gays e bissexuais doarem sangue

O Matizes realiza amanhã (26), no horário de 10 às 14h, um ato no Hemocentro do Piauí – HEMOPI. Na oportunidade haverá protesto contra a portaria da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que proíbe gays e homens bissexuais de doarem sangue.

Também a convite do Matizes várias pessoas, parceiros e familiares de LGBT, irão ao HEMOPI, nesta segunda-feira, exercer o gesto solidário de doar sangue.

Essa ação faz parte da Campanha "Nosso sangue pela igualdade", que defende o direito de gays e homens bissexuais doarem sangue. O ato acontece um dia após o Dia Nacional do Doador de Sangue, comemorado hoje em todo o Brasil.

Pelas redes sociais, formadores de opinião tem manifestado apoio ao pleito do Matizes. Personalidades como a jornalista Viviane Bandeira, a profª Drª Barbara Ramos (Presidente da FAPEPI) e a advogada Audrey Magalhães já vestiram a camisa da Campanha "Nosso sangue pela igualdade" e postaram em seus perfis na internet.

Imagem: DivulgaçãoNosso sangue pela igualdade(Imagem:Divulgação)Nosso sangue pela igualdade

Para Herbert Medeiros, 2º coordenador geral do Matizes, é lamentável que, por preconceito, gays e bissexuais sejam impedidos de exercerem o gesto solidário de doar sangue. "Sabemos que, no Brasil, o percentual de doares voluntários é muito abaixo do considerado ideal pela Organização Mundial de Saúde. Por isso, é inadmissível que se criem obstáculos e empecilhos para quem quer doar", afirma o militante.

ENTENDA O CASO

A luta do Matizes para revogar a Portaria que proíbe gays e bissexuais de doarem sangue começou em 2006, quando o Grupo protocolou representação junto ao Ministério Público Federal, solicitando adoção de medidas necessárias, visando cessar o caráter discriminatório da Resolução 153/2004, da ANVISA.

Em 2006, o Ministério Público Federal ajuizou Ação Civil Publica (2006.40.00.001761-6 - 2ª Vara Federal), solicitando fossem cessados os efeitos discriminatórios da Resolução da ANVISA. Em abril de 2007, o Juiz da 2ª Vara Federal proferiu decisão liminar, deferindo o pedido do Ministério Público. Posteriormente, a liminar foi cassada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Atualmente, o processo encontra-se naquele Tribunal, para decisão.

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