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Sinpolpi divulga pesquisa que mostra dados sobre a violência no estado do Piauí no mês de outubro

Nada menos do que 52 pessoas foram assassinadas em todo o Piauí no mês passado

O mês de outubro bateu todos os recordes de violência no Estado em 2012 em se tratando de homicídios dolosos. Nada menos do que 52 pessoas foram assassinadas em todo o Piauí no mês passado. Os números se tornam preocupantes porque foram divulgados exatamente quando os dados da 6ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostravam que os investimentos no setor segurança caíram 17,89% no Piauí.

Durante os quase dois anos de realização da pesquisa perfil dos homicídios dolosos do Piauí, apenas uma vez o Estado registrou mais assassinatos do que no mês passado. Foi em agosto de 2011 quando foram mortas 53 pessoas.

No mês passado, conforme os dados da pesquisa que é realizada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Piauí (Sinpolpi), com base nas informações publicadas pelos meios de comunicações do Estado, Teresina registrou 36 assassinatos, ou seja, mais de três vezes o que registrou o restante do Estado com 16 homicídios no total.

A mesma proporção foi observada quando analisado o item instrumento do crime: 37 homicídios foram praticados com armas de fogo, 11 com armas brancas e seis com outros instrumentos. Houve crime que foi praticado com mais de um tipo de arma.

Para o sindicalista Cristiano Ribeiro, presidente do Sinpolpi, o aumento no número de mortes por homicídios dolosos e a queda nos investimentos em segurança por parte do Governo do Estado acende uma luz amarela que pode levar o sistema de segurança pública do Estado a um colapso.

Imagem: Wanessa Gomes/ GP1Cristiano Ribeiro, presidente do Sinpolpí(Imagem:Wanessa Gomes/ GP1)Cristiano Ribeiro, presidente do Sinpolpi

“Todos os meses quando divulgamos os dados desta pesquisa alertamos para a falta de investimentos. O Governo não contrata mais policiais através de concursos e o quadro está cada vez menor porque muitos policiais morrem ou se aposentam e estas peças não são repostas”, lembra ele.

O pequeno número de agentes nas delegacias ainda é obrigado a acumular as suas funções constitucionais com a de carcereiro porque as delegacias e DPs estão lotados de presos da Justiça e os policiais são obrigados a tomar de conta deles. “Também falta treinamento e infra estrutura”, argumenta.

NÚMEROS – Os dados da pesquisa de outubro mostram ainda que a zona Sul, já considerada a mais violenta da cidade, disparou e sozinha teve quase o total das outras três zonas juntas. Vom um total de 17 assassinatos contra nove crimes na Leste, sete na Norte e três na região Sudeste.

As brigas entre quadrilhas pela hegemonia da venda de drogas foi a responsável por 11 dos assassinatos. Em outros 16 casos, até o fechamento da pesquisa o suposto motivo ainda continuava em investigações. Cristiano explica que apesar dos crimes serem atribuídos a briga de quadrilha de traficantes, nem sempre as vítimas são vendedores de drogas. Muitos são viciados que pagam com a vida o fato de terem comprado a droga fiado e depois não teve recursos para pagar.

Com relação a ocupação das vítimas a pesquisa mostra que quase um quinto delas são pessoas ligadas ao mundo do crime. Geralmente assaltantes, traficantes e demais pessoas que já estiveram presas pelos mais diferentes motivos. Em outubro 11 dos mortos se encaixam neste perfil.

Ao contrário de pesquisas anteriores, o município de Parnaíba perdeu o posto de segundo mais violento. Desta vez o município de Picos registrou quatro assassinatos, contra um de Parnaíba que perdeu ainda para o pequeno município de Padre Marcos, na região de Picos que teve dois assassinatos no mês passado.

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