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Federação das Apaes utiliza arrecadações para se manter e ainda paga dívidas de gestões anteriores

De acordo com representantes, a própria entidade solicitou no mês de maio deste ano que a Federação Nacional das Apaes fizesse uma auditoria no Piauí por conta de irregularidades

Em entrevista ao Portal GP1, a Coordenadora e Procuradora Adjunta da Federação das Apaes do Estado do Piauí prestaram esclarecimentos sobre matéria divulgada referente à apuração de denúncias contra o ex-presidente da entidade, Themistocles Gomes Pereira, no ano de 2010.

A Coordenadora Márcia Kalume explicou que alguns dos serviços que devem ser feitos na Federação estão parados por conta da necessidade de serem pagos os débitos de gestões anteriores. “A gente sobrevive de arrecadações e, atualmente, as doações estão sendo utilizadas para manter a Federação”, explicou Márcia.

Imagem: Wanessa Gommes/GP1Márcia Kalume e Gardênia Moura, da Federação das Apaes do Piauí(Imagem:Wanessa Gommes/GP1)Márcia Kalume e Gardênia Moura, da Federação das Apaes do Piauí

De acordo com as representantes, a própria entidade foi que solicitou no mês de maio deste ano que a Federação Nacional das Apaes fizesse uma auditoria no Piauí por conta de irregularidades. “O auditor fez um relatório, mandou para a Federação Nacional e de lá foi feito um parecer mandado para o Ministério Público”, disse a coordenadora.

A Procuradora Adjunta Gardênia Moura disse que, sabendo da situação, a entidade buscou ajuda da Federação Nacional, a qual deu a orientação de que a preocupação maior deveria ser com a atual gestão (2012) para frente. “Não mandamos nenhuma nota de esclarecimento ao Ministério Público porque já havia um processo tramitando junto à Federação Nacional. Como somos de nível estadual, não podíamos assumir e fazer uma denúncia, já que havia um processo, até por questão de hierarquia”, esclareceu Gardênia.

Márcia Kalume explicou que logo após as denúncias, foi realizada reunião com a Diretoria Executiva e Jurídica da entidade e foi tomada a decisão de aguardar um posicionamento da Federação Nacional, que encaminhou um parecer ao Ministério Público do Estado, o qual está tomando as devidas providências.

“Pagar as dívidas antes foi uma recomendação da própria Federação Nacional. Não temos como cobrir tudo porque a entidade trabalha por 43 Apaes no Piauí e algumas tem clínicas. Esse ano mesmo fizemos uma Olimpíada em Piripiri, levamos crianças para uma Olimíada em Maringá, com o aopoio das Apaes. Então a gente trabalha por eles”, lembrou Márcia.

Imagem: Isabel Piauilino/GP1Márcia Kalume e Gardênia Moura, da Federação das Apaes do Piauí(Imagem:Isabel Piauilino/GP1)Márcia Kalume e Gardênia Moura, da Federação das Apaes do Piauí

De acordo com a Procuradora, toda a atual gestão é transparente e faz um trabalho às claras, com contrato legal, como por exemplo, com a empresa CS3, a mesma que faz assessoria de Telemarketing do Lar de Maria. “Temos toda a documentação da entidade, com a legalidade das questões trabalhistas e ainda pagando débitos de gestões anteriores. E estamos de portas abertas para quem quiser ir até lá e ver nosso trabalho”, disse Gardênia.

As representantes finalizaram a entrevista afirmando que a Federação está lutando para pagar os débitos, que são enormes, de forma parcelada. “Nós também temos interesse de que esse problema seja resolvido, temos as portas abertas e nessa gestão, do atual presidente Emerson José Gomes, temos tudo às claras e quem quiser pode ir conferir nosso trabalho”, completou Márcia.

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