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Piauí

Quarenta faculdades de medicina foram vítimas de fraude que teve participação de piauiense

A organização criminosa era chefiada por médicos, estudantes de medicina, empresários e por um engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Cerca de 40 instituições de ensino superior foram vítimas da atuação das quadrilhas que fraudavam vestibulares de medicina em faculdades particulares de todo o país. Até o momento, a “Operação Calouro”, da Polícia Federal, conseguiu cumprir 51 mandados de prisão, sendo um no Estado do Piauí.

Outros estão sendo cumpridos no Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Tocantins, Rio Grande do Sul, Acre, Mato Grosso e Distrito Federal. A Vara Especial de Central de Inquéritos de Vitória expediu 70 mandados de prisão e 73 de busca e apreensão, que começaram a ser cumpridos nesta quarta-feira (12), pela “Operação Calouro”.

O esquema funcionava de duas maneiras: integrantes da quadrilha falsificavam documentos e faziam as provas no lugar dos verdadeiros candidatos ou então utilizavam a cola eletrônica. Um membro da quadrilha se matriculava no vestibular e fazia a prova em poucos minutos. Depois, ele saía da sala com o gabarito e respondia as questões com a ajuda de especialistas em medicina que prestavam serviço para a organização. Em seguida, as respostas eram repassadas por meio de um ponto eletrônico para o candidato que comprou a vaga e continuava na sala de prova.

A PF informou também que cada quadrilha possuía uma forma de cobrança, mas, em geral, o recebimento era apenas após a aprovação. Entretanto, algumas chegavam a cobrar valores entre R$ 2 mil e R$ 5 mil reais adiantados. Para o candidato receber o gabarito, eles cobravam de R$ 25 mil a R$ 50 mil. Quando a fraude acontecia por meio da substituição do estudante em sala, os preços variam de R$ 45 mil a R$ 80 mil. Como em cada vestibular a quadrilha comercializava, em média, 20 vagas, o lucro total por processo seletivo podia chegar a R$ 1.600.000,00.

A organização criminosa era chefiada por médicos, estudantes de medicina, empresários e por um engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).Os nomes dos alunos beneficiados com a fraude serão encaminhados às instituições de ensino para que possam ser excluídos dos cursos. Além de formação de quadrilha, os acusados responderão por falsidade documental, falsidade ideológica, fraude em vestibulares e, em alguns casos, por lavagem de dinheiro.Com informações do O Globo.

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