A vereadora Rosário Bezerra acompanhou, o depoimento da presidente do Conselho Regional de Serviço Social do Piauí, Maria José do Nascimento, na Delegacia de Combate às Práticas Discriminatórias, no Centro da cidade.
Maria José afirma ter sofrido crime de discriminação racial no início do mês, durante acidente de trânsito, em frente ao Mercado da Piçarra, zona Sul de Teresina. Em depoimento, ela assegurou que a agressora lhe chamou de “negra macaca” entre outras ofensas.
“Eu estava na preferencial, quando uma senhora invadiu a pista. Eu dei sinal, buzinei várias vezes, mas ela continuou. Quando os carros colidiram, eu perguntei se ela era louca. Ela desceu do carro e disse: ‘você é que é louca sua negra macaca’”, conta Maria José.
Rosário Bezerra conta que já passou por situações parecidas. “Quando os negros freqüentam restaurantes mais sofisticados, geralmente as pessoas te olham diferente, com o olhar de condenação. Isso precisa ser combatido e as pessoas merecem ser respeitadas, independente da cor”, enfatizou.
A vereadora disse ainda que, além de denunciado, o racismo precisa ter punição mais severa. “A nossa proposta é que este tipo de crime não fique impune. A justiça pede provas, mas nenhuma pessoa espera passar por uma situação dessas”, frisou a parlamentar.
O delegado de Combate às Práticas Discriminatórias, José Rodrigues Júnior, informou que as testemunhas e a acusada serão ouvidas em breve. Caso não haja acordo entre as partes envolvidas, o processo será encaminhado à justiça. Racismo é um crime inafiançável. A lei pune, com penas de até cinco anos de reclusão, além de multas.
Imagem: Divulgação/GP1
Rosário Bezerra acompanha reunião
Rosário Bezerra acompanha reuniãoMaria José afirma ter sofrido crime de discriminação racial no início do mês, durante acidente de trânsito, em frente ao Mercado da Piçarra, zona Sul de Teresina. Em depoimento, ela assegurou que a agressora lhe chamou de “negra macaca” entre outras ofensas.
“Eu estava na preferencial, quando uma senhora invadiu a pista. Eu dei sinal, buzinei várias vezes, mas ela continuou. Quando os carros colidiram, eu perguntei se ela era louca. Ela desceu do carro e disse: ‘você é que é louca sua negra macaca’”, conta Maria José.
Rosário Bezerra conta que já passou por situações parecidas. “Quando os negros freqüentam restaurantes mais sofisticados, geralmente as pessoas te olham diferente, com o olhar de condenação. Isso precisa ser combatido e as pessoas merecem ser respeitadas, independente da cor”, enfatizou.
A vereadora disse ainda que, além de denunciado, o racismo precisa ter punição mais severa. “A nossa proposta é que este tipo de crime não fique impune. A justiça pede provas, mas nenhuma pessoa espera passar por uma situação dessas”, frisou a parlamentar.
O delegado de Combate às Práticas Discriminatórias, José Rodrigues Júnior, informou que as testemunhas e a acusada serão ouvidas em breve. Caso não haja acordo entre as partes envolvidas, o processo será encaminhado à justiça. Racismo é um crime inafiançável. A lei pune, com penas de até cinco anos de reclusão, além de multas.
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