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Defensoria faz mutirão em Cocal para andamentos de processos de servidores com salários atrasados

Alguns desses servidores estão com salários atrasados deste dezembro do ano passado, e como não estavam com perspectiva de receber os proventos decidiram entrar na Justiça contra a

Um total de 86 servidores públicos do município de Cocal, distante 250 km ao Norte de Teresina, que estão com os salários atrasados há vários meses, tiveram suas audiências de instrução executadas na semana passada, graças à ação da Defensoria Pública do Estado. Através de um verdadeiro mutirão, provocado pela Defensoria Itinerante, todos os processos foram apreciados pela Justiça daquela cidade entre os dias 16 e 18 de abril.

Alguns desses servidores estão com salários atrasados deste dezembro do ano passado, e como não estavam com perspectiva de receber os proventos decidiram entrar na Justiça contra a Prefeitura de Cocal. “O Mutirão aconteceu de forma rápida e todos os processos tiveram sua audiência de instrução realizada, aguardando agora, somente, a sentença do magistrado”, informou a Defensora Paula Batista, da Defensoria Itinerante e que atuou nas ações.

Desde agosto do ano passado, que a Defensoria Pública do Estado vem dando assistência jurídica a quase 150 servidores públicos do município de Cocal, que reclamam de atrasos de salários e os estavam cobrando o pagamento na Justiça. “Porém, essa foi a primeira vez, que um mutirão para julgamentos das ações aconteceu in loco”, destacou o Defensor Público Afonso Lima Júnior, diretor da Defensoria Itinerante .

A Prefeitura de Cocal está com os vencimentos atrasados há quatro meses para muitos dos servidores. Alguns deles, inclusive, foram atingidos pelo rompimento da Barragem Algodões I, ocorrido há dois anos, e perderam tudo há época. Todos os processos estão sendo atualizados e recebendo encaminhamentos pelas equipes da Defensoria Pública do Estado do Piauí.

Outra preocupação da Defensoria Pública do Estado é que alguns desses servidores venham a sofrer com retaliações do Poder Público, tendo em vista as ações na Justiça. “Estamos, também, tomando medidas judiciais para que isso não aconteça, manifestando nos processos, inclusive, cópias ao Ministério Público para que tomem as providências cabíveis”, acrescentou a Defensora Paula Batista.

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