Após várias notícias divulgadas na mídia sobre o processo de venda do Jockey Clube, o presidente Nerval Júnior concedeu entrevista exclusiva ao Portal GP1 esclarecendo a real situação do Clube desde quando assumiu a presidência até a realização de uma Assembleia para definir o rumo mais viável para o patrimônio.
“Quando assumimos em 2007, o Jockey Clube estava afundado em dívidas trabalhistas, contava-se quatro meses de energia atrasada, encontramos uma disparidade nos salários dos funcionários e a inadimplência dos associados era muito grande. Ou seja, o Clube apresentava muita despesa e pouca receita”, conta o presidente Nerval.
O presidente disse ainda que o Piauí Pop ia acontecer nesse mesmo ano (2007) e todo o dinheiro já tinha sido recebido pela gestão anterior. “Somente no ano seguinte o dinheiro do evento passou a ser recebido pela nossa gestão. Foi como conseguimos colocar em dia o salário dos funcionários, com a arrecadação”.
“Colocamos em dia o salário dos funcionários e, nos dois primeiros anos, congelamos esse aumento absurdo que havia nos salários para dar uma enxugada na folha. O presidente anterior empregou a família quase toda lá dentro; o Jockey Clube só servia para empregar a família, não havia trabalho. Começamos a estudar a máquina assim, denunciando alguns e fomos negociar a dívida com a Cepisa”, completou.
Além do atraso nas contas de energia, Nerval Júnior disse que o valor da taxa mínima junto à Cepisa era de R$ 8 mil e com o consumo chegava a R$ 11 mil. “Isso comprometia 50% da arrecadação do Clube, então precisávamos congelar o salário dos funcionários nos primeiros anos”, explicou.
Em 2009, a promotora Carmem Almeida proibiu a realização de todo evento de grande porte, devido à Lei do Silêncio, pedindo o imediato fechamento do Jockey. “Com a decisão, o Clube ficou inviável para funcionar, porque a arrecadação não dava nem para manter a piscina e pagar os funcionários. A inadimplência dos associados e a questão na Justiça foram afunilando a ponto de botarem o estacionamento do Clube a leilão, o que aumentou nossa preocupação para resolver toda a situação”, acrescentou.
Para ilustrar a situação do local, o presidente Nerval Júnior disse que um garçom recebeu recentemente uma indenização trabalhista de R$ 213 mil, de uma ação de 1999, o que evitou o leilão do estacionamento.
Gestões anteriores
Sobre dívidas com o INSS que a oposição insiste em dizer que foi gerada em sua gestão, o presidente apresentou documentos que provam que surgiram nas gestões anteriores. Em um dos documentos apresentados por Nerval, há o valor pago de R$ 315 mil de dívidas trabalhistas da gestão de 2000 a 2004.
“Hoje não conseguimos tirar o alvará de funcionamento do Jockey Clube junto à Prefeitura porque o Corpo de Bombeiros faz exigências as quais o Clube não tem recursos para cumprir, como a instalação de hidrante e pára-raios. A estrutura do Clube foi construída no final da década de 70 para 80 e vem se deteriorado ao longo do tempo por falta de manutenção de gestores anteriores”, diz o presidente, acrescentando que o orçamento para conseguir o alvará é de R$ 800 mil.
A estrutura do local está deteriorada a ponto de haver problemas nos filtros e na bomba de encher a piscina. “Não era feita manutenção do Clube e a oposição diz que a dívida de R$ 3 milhões foi conseguida na minha gestão. Não tem empresa no mundo que em 5 anos consiga gerar uma divida nesse porte, ainda mais uma empresa de pequeno porte como é o Jockey Clube”, justifica.
Assembleia sobre venda
O presidente Nerval Júnior explica que todo o procedimento da Assembleia para decisão da venda do terreno do Jockey aconteceu de forma legal. A instalação da Assembleia se dá mediante o comparecimento dos sócios através de uma primeira chamada; caso o quórum não seja atingido, aguarda-se uma hora e depois acontece com qualquer número de presentes.
Nerval explica que a relação nominal que foi colocada na entrada para que todos assinassem (os que estão rigorosamente em dia com suas mensalidades) já é um procedimento de toda Assembleia realizada no Clube. Na ocasião, o presidente do Jockey sugeriu aos associados presentes que indicassem um nome dentre os associados para presidir a Assembleia, porque ele não poderia.
Prosseguindo com a reunião, os associados indicaram por aclamação o sócio Edimilson Carvalho da Costa para presidir a Assembleia, que, para tal, convocou o 1º e 2º secretários para compor a mesa e dar início aos trabalhos propriamente ditos, para os quais havia sido feita a convocação através de edital publicado nos Jornais Diário do Povo e Meio Norte.
Após longos debates, o presidente da Assembleia (Edimilson Carvalho) submeteu a proposta de venda para apreciação e em voz alta disse que quem fosse favorável pela venda, levantasse o braço e ficasse de pé. Ninguém discordou e todos se levantaram, dando-se por aprovada por unanimidade a venda e, assim foi constada em ata, sendo elaborada sem sugestão após 24 horas.
“Tudo foi cumprido de acordo com dispositivos estatutários do Jockey Clube, assim como mostra o Art. 34, parágrafo I do Estatuto. Uma ata é fraudulenta quando se assina nomes de pessoas, ou quando se coloca pessoas lá dentro que não são sócias. Em conformidade com o parágrafo único do Art. 70 do Estatuto, que fala do patrimônio, tivemos a unanimidade da diretoria e da Assembleia Geral sobre a decisão da venda”, explicou Nerval.
Venda de terreno e nova sede
A inviabilidade de procedimento no Jockey foi o que levou a diretoria e os sócios a decidirem pela revitalização. “Que fique bem claro que não é vender, é transferir, porque vai ser construída uma nova sede em outro local. Devido a todos os problemas que falei e a responsabilidade que temos para que o Clube não venha a se acabar, a sumir da história de Teresina, nós propomos a venda do terreno para construir uma nova sede com os padrões modernos e atendendo uma decisão judicial que impede o funcionamento do Clube”, disse Nerval.
O presidente do Jockey afirmou ainda que a decisão faz valer o Estatuto, o qual diz que a função do Clube é promover o melhoramento da raça cavalar, coisa que não pode acontecer lá, mas sim em uma área rural.
“O Jockey Clube não foi e nunca será vendido e isso eu disse em todas as entrevistas que já dei. Não é intenção da diretoria vender o Jockey; ele está passando por uma transformação de revitalização. Vender é acabar, extinguir. Transferir quer dizer que apenas uma parte do patrimônio está sendo vendida e isso é para pagar dívidas anteriores. Além de que a determinação judicial impediu o funcionamento e inviabilizou a manutenção do local. A negociação que está sendo feita vai aumentar o patrimônio e não diminuir”, completou.
A nova sede funcionará na Santa Rita, a 14 km do Centro, próximo ao Clube do Médico. “Teresina vai ter um Clube moderno, funcionando num terreno de 40 hectares, apropriados para desenvolver atividades para as quais o Jockey Clube foi criado. E ainda vai ficar o terreno atual da Nossa Senhora de Fátima com várias salas comerciais para garantir a manutenção do Clube”, explicou.
O presidente disse que será utilizada toda a área necessária para atender os fins dos associados e que “mais uma vez o Jockey Clube vai se dar ao luxo de fazer desenvolver uma outra região”.
Serão construídos chalés para os sócios, parque de vaquejada, piscina olímpica com parque aquático, salão de dança, campo de futebol oficial com arquibancadas, quadra poliesportiva, lagos para pesque e pague e área para acampamento.
“A sede está sendo negociada com duas empresas locais. Diferente de outros clubes, a diretoria teve a preocupação de que a venda fosse feita com empresários locais, que têm compromisso com investimentos para o desenvolvimento de Teresina, o que vai gerar renda, riqueza e impostos”, explicou o presidente.
Tombamento
No último dia 23, o prefeito de Teresina, Elmano Férrer, assinou decreto para tombamento do Jockey, o que impede a modificação na estrutura física do Clube sem comunicado prévio à Prefeitura. O presidente Nerval Júnior disse que o tombamento causou estranheza à diretoria e aos associados pela rapidez como tramitou o processo.
“Não há desvantagem para o Jockey ou para a venda, pois o tombamento garante o direito de propriedade, sendo que será preservada a sede propriamente dita, sem mexer na fachada. O estranho é que o mesmo não acontece com casarões coloniais e históricos no Centro da capital, que estão sendo demolidos para estacionamento”, disse.
Propostas de venda e divergências entre sócios
O presidente Nerval afirmou que nunca chegou proposta de R$ 80 milhões pela venda à diretoria. “Nós recebemos três propostas, foram três cartas abertas, da Construtora Fortes, a Humanas e o Consórcio da Construtora Boa Vista e Elo Engenharia, que ofereceu a maior oferta de R$ 25 milhões.
“Nunca tivemos conhecimento desse valor e, aliás, digo que o sócio que recebeu essa proposta de R$ 80 milhões e não repassou para a diretoria é irresponsável. O problema que temos no Jockey é que as pessoas querem trabalhar de uma forma quanto pior melhor”, desabafou.
Questionado sobre o motivo das divergências entre os sócios, Nerval Júnior esclarece que há uma forte questão política e que existe um grupo de oposição que foi derrotado três vezes consecutivas pelos sócios do Jockey nas ultimas eleições. “Os únicos que defendem a não venda são os que estão inadimplentes, são aqueles que deixam de pagar suas contribuições e, por isso, o Clube não poderia se manter”, explica.
Presidência no Jockey Clube
O presidente Nerval Júnior disse que uma de suas satisfações foi ter conseguido o respeito e o carinho de todos os funcionários e da maioria dos sócios. “É uma satisfação muito grande, desde já eu agradeço a confiança em mim”, falou.
A partir de agora, o presidente informou que a venda do terreno (da Avenida Nossa Senhora de Fátima) do Jockey está fechada contratualmente, só falta resolver questão de documentação e regularizar a situação de registro de patrimônio do Clube.
“Tão logo seja resolvida essa pendência, se dará inicio a construção da nova sede. O contrato está vinculado à venda, ou seja, só há venda desse patrimônio do Jockey Clube se a construtora entregar em tempo hábil a nova sede, a parte que foi vendida da Nossa Senhora de Fátima”, explicou.
O presidente ainda lembrou que nas gestões anteriores, do total de 40 hectares do local, foram vendidos 35. “E nem por isso o Jockey se acabou. Na época, o Clube foi revitalizado, como será agora, estamos fazendo o mesmo procedimento. Todas as dívidas foram pagas a fim de evitar leilões que estavam previamente marcados”, disse.
Nerval finalizou dizendo que a diretoria não recebeu nenhum valor da Construtora, pois a negociação está sendo feita diretamente com os credores e o Consórcio apresenta à diretoria do Jockey apenas os recibos comprovando o pagamento.
“Quando assumimos em 2007, o Jockey Clube estava afundado em dívidas trabalhistas, contava-se quatro meses de energia atrasada, encontramos uma disparidade nos salários dos funcionários e a inadimplência dos associados era muito grande. Ou seja, o Clube apresentava muita despesa e pouca receita”, conta o presidente Nerval.
O presidente disse ainda que o Piauí Pop ia acontecer nesse mesmo ano (2007) e todo o dinheiro já tinha sido recebido pela gestão anterior. “Somente no ano seguinte o dinheiro do evento passou a ser recebido pela nossa gestão. Foi como conseguimos colocar em dia o salário dos funcionários, com a arrecadação”.
Imagem: Bárbara Rodrigues/GP1
Presidente do Jockey Clube, Nerval Júnior
Presidente do Jockey Clube, Nerval Júnior“Colocamos em dia o salário dos funcionários e, nos dois primeiros anos, congelamos esse aumento absurdo que havia nos salários para dar uma enxugada na folha. O presidente anterior empregou a família quase toda lá dentro; o Jockey Clube só servia para empregar a família, não havia trabalho. Começamos a estudar a máquina assim, denunciando alguns e fomos negociar a dívida com a Cepisa”, completou.
Além do atraso nas contas de energia, Nerval Júnior disse que o valor da taxa mínima junto à Cepisa era de R$ 8 mil e com o consumo chegava a R$ 11 mil. “Isso comprometia 50% da arrecadação do Clube, então precisávamos congelar o salário dos funcionários nos primeiros anos”, explicou.
Em 2009, a promotora Carmem Almeida proibiu a realização de todo evento de grande porte, devido à Lei do Silêncio, pedindo o imediato fechamento do Jockey. “Com a decisão, o Clube ficou inviável para funcionar, porque a arrecadação não dava nem para manter a piscina e pagar os funcionários. A inadimplência dos associados e a questão na Justiça foram afunilando a ponto de botarem o estacionamento do Clube a leilão, o que aumentou nossa preocupação para resolver toda a situação”, acrescentou.
Para ilustrar a situação do local, o presidente Nerval Júnior disse que um garçom recebeu recentemente uma indenização trabalhista de R$ 213 mil, de uma ação de 1999, o que evitou o leilão do estacionamento.
Gestões anteriores
Sobre dívidas com o INSS que a oposição insiste em dizer que foi gerada em sua gestão, o presidente apresentou documentos que provam que surgiram nas gestões anteriores. Em um dos documentos apresentados por Nerval, há o valor pago de R$ 315 mil de dívidas trabalhistas da gestão de 2000 a 2004.
Imagem: Reprodução
Dívida trabalhista de gestão anterior que foi paga recentemente
Dívida trabalhista de gestão anterior que foi paga recentemente“Hoje não conseguimos tirar o alvará de funcionamento do Jockey Clube junto à Prefeitura porque o Corpo de Bombeiros faz exigências as quais o Clube não tem recursos para cumprir, como a instalação de hidrante e pára-raios. A estrutura do Clube foi construída no final da década de 70 para 80 e vem se deteriorado ao longo do tempo por falta de manutenção de gestores anteriores”, diz o presidente, acrescentando que o orçamento para conseguir o alvará é de R$ 800 mil.
A estrutura do local está deteriorada a ponto de haver problemas nos filtros e na bomba de encher a piscina. “Não era feita manutenção do Clube e a oposição diz que a dívida de R$ 3 milhões foi conseguida na minha gestão. Não tem empresa no mundo que em 5 anos consiga gerar uma divida nesse porte, ainda mais uma empresa de pequeno porte como é o Jockey Clube”, justifica.
Imagem: Reprodução
Dívida trabalhista de 1999
Dívida trabalhista de 1999Imagem: Reprodução
Dívida trabalhista de 2005
Dívida trabalhista de 2005Assembleia sobre venda
O presidente Nerval Júnior explica que todo o procedimento da Assembleia para decisão da venda do terreno do Jockey aconteceu de forma legal. A instalação da Assembleia se dá mediante o comparecimento dos sócios através de uma primeira chamada; caso o quórum não seja atingido, aguarda-se uma hora e depois acontece com qualquer número de presentes.
Nerval explica que a relação nominal que foi colocada na entrada para que todos assinassem (os que estão rigorosamente em dia com suas mensalidades) já é um procedimento de toda Assembleia realizada no Clube. Na ocasião, o presidente do Jockey sugeriu aos associados presentes que indicassem um nome dentre os associados para presidir a Assembleia, porque ele não poderia.
Prosseguindo com a reunião, os associados indicaram por aclamação o sócio Edimilson Carvalho da Costa para presidir a Assembleia, que, para tal, convocou o 1º e 2º secretários para compor a mesa e dar início aos trabalhos propriamente ditos, para os quais havia sido feita a convocação através de edital publicado nos Jornais Diário do Povo e Meio Norte.
Após longos debates, o presidente da Assembleia (Edimilson Carvalho) submeteu a proposta de venda para apreciação e em voz alta disse que quem fosse favorável pela venda, levantasse o braço e ficasse de pé. Ninguém discordou e todos se levantaram, dando-se por aprovada por unanimidade a venda e, assim foi constada em ata, sendo elaborada sem sugestão após 24 horas.
Imagem: Bárbara Rodrigues/GP1
Nerval disse que a inadimplência dos sócios contribuiu para a situação do Jockey
Nerval disse que a inadimplência dos sócios contribuiu para a situação do Jockey“Tudo foi cumprido de acordo com dispositivos estatutários do Jockey Clube, assim como mostra o Art. 34, parágrafo I do Estatuto. Uma ata é fraudulenta quando se assina nomes de pessoas, ou quando se coloca pessoas lá dentro que não são sócias. Em conformidade com o parágrafo único do Art. 70 do Estatuto, que fala do patrimônio, tivemos a unanimidade da diretoria e da Assembleia Geral sobre a decisão da venda”, explicou Nerval.
Venda de terreno e nova sede
A inviabilidade de procedimento no Jockey foi o que levou a diretoria e os sócios a decidirem pela revitalização. “Que fique bem claro que não é vender, é transferir, porque vai ser construída uma nova sede em outro local. Devido a todos os problemas que falei e a responsabilidade que temos para que o Clube não venha a se acabar, a sumir da história de Teresina, nós propomos a venda do terreno para construir uma nova sede com os padrões modernos e atendendo uma decisão judicial que impede o funcionamento do Clube”, disse Nerval.
O presidente do Jockey afirmou ainda que a decisão faz valer o Estatuto, o qual diz que a função do Clube é promover o melhoramento da raça cavalar, coisa que não pode acontecer lá, mas sim em uma área rural.
“O Jockey Clube não foi e nunca será vendido e isso eu disse em todas as entrevistas que já dei. Não é intenção da diretoria vender o Jockey; ele está passando por uma transformação de revitalização. Vender é acabar, extinguir. Transferir quer dizer que apenas uma parte do patrimônio está sendo vendida e isso é para pagar dívidas anteriores. Além de que a determinação judicial impediu o funcionamento e inviabilizou a manutenção do local. A negociação que está sendo feita vai aumentar o patrimônio e não diminuir”, completou.
A nova sede funcionará na Santa Rita, a 14 km do Centro, próximo ao Clube do Médico. “Teresina vai ter um Clube moderno, funcionando num terreno de 40 hectares, apropriados para desenvolver atividades para as quais o Jockey Clube foi criado. E ainda vai ficar o terreno atual da Nossa Senhora de Fátima com várias salas comerciais para garantir a manutenção do Clube”, explicou.
O presidente disse que será utilizada toda a área necessária para atender os fins dos associados e que “mais uma vez o Jockey Clube vai se dar ao luxo de fazer desenvolver uma outra região”.
Serão construídos chalés para os sócios, parque de vaquejada, piscina olímpica com parque aquático, salão de dança, campo de futebol oficial com arquibancadas, quadra poliesportiva, lagos para pesque e pague e área para acampamento.
“A sede está sendo negociada com duas empresas locais. Diferente de outros clubes, a diretoria teve a preocupação de que a venda fosse feita com empresários locais, que têm compromisso com investimentos para o desenvolvimento de Teresina, o que vai gerar renda, riqueza e impostos”, explicou o presidente.
Tombamento
No último dia 23, o prefeito de Teresina, Elmano Férrer, assinou decreto para tombamento do Jockey, o que impede a modificação na estrutura física do Clube sem comunicado prévio à Prefeitura. O presidente Nerval Júnior disse que o tombamento causou estranheza à diretoria e aos associados pela rapidez como tramitou o processo.
“Não há desvantagem para o Jockey ou para a venda, pois o tombamento garante o direito de propriedade, sendo que será preservada a sede propriamente dita, sem mexer na fachada. O estranho é que o mesmo não acontece com casarões coloniais e históricos no Centro da capital, que estão sendo demolidos para estacionamento”, disse.
Propostas de venda e divergências entre sócios
O presidente Nerval afirmou que nunca chegou proposta de R$ 80 milhões pela venda à diretoria. “Nós recebemos três propostas, foram três cartas abertas, da Construtora Fortes, a Humanas e o Consórcio da Construtora Boa Vista e Elo Engenharia, que ofereceu a maior oferta de R$ 25 milhões.
“Nunca tivemos conhecimento desse valor e, aliás, digo que o sócio que recebeu essa proposta de R$ 80 milhões e não repassou para a diretoria é irresponsável. O problema que temos no Jockey é que as pessoas querem trabalhar de uma forma quanto pior melhor”, desabafou.
Questionado sobre o motivo das divergências entre os sócios, Nerval Júnior esclarece que há uma forte questão política e que existe um grupo de oposição que foi derrotado três vezes consecutivas pelos sócios do Jockey nas ultimas eleições. “Os únicos que defendem a não venda são os que estão inadimplentes, são aqueles que deixam de pagar suas contribuições e, por isso, o Clube não poderia se manter”, explica.
Imagem: Isabel Piauilino/GP1
Presidente disse que sua satisfação foi ter conseguido o respeito e o carinho de todos os funcionários
Presidente disse que sua satisfação foi ter conseguido o respeito e o carinho de todos os funcionáriosPresidência no Jockey Clube
O presidente Nerval Júnior disse que uma de suas satisfações foi ter conseguido o respeito e o carinho de todos os funcionários e da maioria dos sócios. “É uma satisfação muito grande, desde já eu agradeço a confiança em mim”, falou.
A partir de agora, o presidente informou que a venda do terreno (da Avenida Nossa Senhora de Fátima) do Jockey está fechada contratualmente, só falta resolver questão de documentação e regularizar a situação de registro de patrimônio do Clube.
“Tão logo seja resolvida essa pendência, se dará inicio a construção da nova sede. O contrato está vinculado à venda, ou seja, só há venda desse patrimônio do Jockey Clube se a construtora entregar em tempo hábil a nova sede, a parte que foi vendida da Nossa Senhora de Fátima”, explicou.
O presidente ainda lembrou que nas gestões anteriores, do total de 40 hectares do local, foram vendidos 35. “E nem por isso o Jockey se acabou. Na época, o Clube foi revitalizado, como será agora, estamos fazendo o mesmo procedimento. Todas as dívidas foram pagas a fim de evitar leilões que estavam previamente marcados”, disse.
Nerval finalizou dizendo que a diretoria não recebeu nenhum valor da Construtora, pois a negociação está sendo feita diretamente com os credores e o Consórcio apresenta à diretoria do Jockey apenas os recibos comprovando o pagamento.
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