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Presidente do PSC de Teresina relata época em que combateu a ditadura militar

Francisco Juriti relatou o episódio do envio de uma carta ao general "cérebro" da ditadura e recorda as estratégias utilizadas pelos militares para desarticular os estudantes.

O presidente do Partido Socialista Cristão – PSC – em Teresina, Francisco Juriti, relembrou o período em que participou ativamente da luta pela redemocratização do Brasil no período da ditadura. À época líder estudantil, Juriti falou sobre as estratégias utilizadas pelo governo militar para desarticular os movimentos estudantis e assim manter o regime ditatorial.

Imagem: Mírian Gomes/GP1Francisco Juriti(Imagem:Mírian Gomes/GP1)Francisco Juriti

“Não havia esperança de dias melhores para os estudantes porque muitos eram perseguidos e as matérias eram disciplinas que vinham de um tratado americano, que era a Educação Moral e Cívica, uma forma inclusive de desarticulação dentro da universidade, de alunos que não podiam fazer parte da mesma turma por muito tempo, de conteúdos que disciplinassem os que eles chamavam de ‘subversivos’ que queriam atrapalhar o país”, relembrou.

“Então todas as estratégias que eles puderam fazer pra desagregar os alunos, pra desarticular os movimentos estudantis, eles fizeram. O movimento mais forte que era o dos universitários eles já tinham inibido, e os secundaristas eles ignoravam, não davam a menor atenção e não davam condições alguma justamente pra inibir a chance de uma melhor compreensão do que estava acontecendo no país”, completou o presidente municipal do PSC.

Imagem: Mírian Gomes/GP1Juriti ao lado da histórica foto utilizada em sua homenagem(Imagem:Mírian Gomes/GP1)Juriti ao lado da histórica foto tirada no período das lutas dos movimentos estudantis contra a ditadura

Na época líder estudantil, Francisco Juriti destacou uma atitude que ele considera de coragem por parte dos estudantes piauienses daquele período da história brasileira, que era enviar uma carta aos comandantes da ditadura reclamando da situação. “O certo é que nós mandamos uma carta desaforada ao general Golberi do Couto e Silva, que era considerado o cérebro da ditadura militar, era o planejador, era o chefe de tudo, todos os militares pra chegar ao objetivo pretendido tinham que passar por ele”, rememorou. “Nós, naquele sentimento, naquela forma de jovem, que não se sente intimidado com nada, mandamos a carta dizendo que os estudantes piauienses estavam indignados porque o movimento estudantil estava totalmente amordaçado. Na carta, a gente dizia que os estudantes marginalizados não tinham um lugar pra praticar um esporte, perdiam a capacidade de pensar, de desenvolver o senso crítico, porque tudo tinha que ser daquele jeito que eles estavam dizendo”, relatou.

“Esse pensamento de liberdade de acesso a uma cultura mais independente era vetado, a educação tinha que ser de acordo com o que eles pensavam, então os pensadores maiores do Brasil foram exilados, e ficaram todos aqueles que buscavam uma forma no governo de manter e levar a ideia de que eles é que eram os bons e que os que eram contra a ditadura é que estavam errados. Isso aconteceu naquela época como aconteceu agora no governo do PT, que é dar uma de bonzinho pras pessoas e na verdade fazer outras coisas”, alfinetou Francisco Juriti ao finalizar sua explicação sobre o assunto.

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