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Piauí

Teresina se mobiliza para a realização da primeira Marcha das Vadias no Piauí

A Marcha debate temas como estupro e violência contra a mulher, além de outros temas.

Após o sucesso da Marcha das Vadias nas principais cidades brasileiras como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, realizadas no último dia (26), já começam as articulações para a realização do evento em Teresina. A página no Facebook criada para divulgar a marcha na capital piauiense já conta com mais de 970 membros.
Imagem: Reprodução Divulgação da Marcha em Teresina(Imagem:Reprodução )Divulgação da Marcha em Teresina
A Marcha propõe um debate a respeito da opressão e violência contra a mulher, da luta feminina por liberdade de expressão, dentre outros temas. Nas capitais onde a marcha já foi realizada, centenas de homens e mulheres, que com cartazes, faixas e frases de ordem pintadas em seus corpos, se manifestaram acerca da violência sexual contra a mulher e, especialmente, contra o direcionamento da culpa à vítima da violência, e não ao agressor, sendo esse o principal ponto de partida do movimento.
Imagem: ReproduçãoMarcha das Vadias em Teresina(Imagem:Reprodução)Marcha das Vadias em Teresina
A primeira reunião do movimento em Teresina será realizada na próxima sexta-feira (1), às 18 horas, na Praça de Filosofia do Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL) da Universidade Federal do Piauí (UFPI).
Imagem: ReproduçãoManifesto Marcha das Vadias no Rio de Janeiro(Imagem:Reprodução)Manifesto Marcha das Vadias no Rio de Janeiro
O objetivo dessa primeira reunião, é reunir o maior número possível de pessoas ligadas à causa e definir novas datas de encontros, até o dia da I Marcha das Vadias de Teresina, ainda sem data definida.

Origem

A "Marcha das Vadias", do inglês SlutWalk, teve origem no Canadá, em abril de 2011, quando o policial Constable Michael Sanguinetti, em orientação a alunas de uma faculdade local onde o estupro estava alcançando altos índices, afirmou que as mulheres poderiam evitar esse tipo de violência "se não se vestissem como vadias (sluts)". As mulheres da cidade decidiram realizar um protesto contra o posicionamento do agente policial e, a partir de então, o movimento contra a culpabilização da vítima em caso de estupro tem reunido milhares de pessoas ao redor do mundo.

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