O livro Brasil Mali Olhares Cruzados é o resultado das trocas inter-atlânticas entre duas culturas que nos remetem a mesma paisagem, do trabalho de diversos colaboradores, do apoio de amigos, e de muita persistência. Foram cinco anos de viagens entre à aldeia Dogon de Songho, no Mali, e São Raimundo Nonato, na Serra da Capivara, Piauí, levando na bagagem imagens, desenhos, cartas e saquinhos de pano recheados de curiosidade e esperança. Brasil Mali Olhares Cruzados é o nono livro e o terceiro documentáro da série, que conta com mais dois em andamento.
Pautado pelo respeito à criança e aos seus direitos, essa janela para outras realidades vem possibilitando que essas crianças e adolescentes ampliem seus universos culturais, conhecendo e se fazendo conhecer da forma como de fato se vêem e querem ser vistas.
Imagem: André Pessoa
Alunos em Serra da Capivara
Ao longo destes oito anos de existência do projeto, foram contempladas cerca de 1500 crianças e adolescentes que vivem na periferia de centros urbanos, e em comunidades rurais, quilombolas e indígenas em dez estados brasileiros, e em nove países para além do Brasil: Angola, Moçambique, Haiti, Congo RDC, Senegal, Bolívia, Guiné Bissau, Cabo Verde e Mali.
Alunos em Serra da CapivaraImagem: André Pessoa
Projeto Pro Arte
O projeto Olhares Cruzados nasceu em 2004 com a perspectiva de ser uma ponte de aproximação entre realidades que, embora com trajetórias, geografia e história semelhantes, não tiveram a oportunidade de se conhecerem, ou manter contato que lhes permita perceber suas semelhanças e identificar suas singularidades.
Projeto Pro ArtePautado pelo respeito à criança e aos seus direitos, essa janela para outras realidades vem possibilitando que essas crianças e adolescentes ampliem seus universos culturais, conhecendo e se fazendo conhecer da forma como de fato se vêem e querem ser vistas.
Imagem: André Pessoa
Alunos em exposição
O intercâmbio feito por meio da troca de fotografias, desenhos e objetos produzidos por elas em oficinas de imagem e criação, é sempre registrado em livros e vídeo-documentários que, quando apresentados nas comunidades, permite que estas se identifiquem com as imagens captadas pelas crianças, e que os pequenos autores locais sejam valorizados pelos adultos, pois em muitos casos são os primeiros registros desses grupos culturais.
Alunos em exposição
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