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Agricultura familiar é a mais afetada pela seca no estado do Piauí

Levantamento do IBGE revela que as perdas na cultura do milho passam de 87%.

Imagem: Francisco LealClique para ampliarPlantação de milho em Campinas do Piauí  (Imagem:Francisco Leal)Plantação de milho em Campinas do Piauí
As perdas na agricultura familiar do Piauí se avolumam com o agravamento do quadro de seca, hoje não mais restrito apenas aos municípios da região do Semiárido. Levantamento feito por técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e encaminhado à Secretaria do Desenvolvimento Rural (SDR) revela que a cultura mais afetada até agora foi a do milho, com perdas que chegam a 87,13%.

As perdas na primeira safra de feijão atingem 81,77% e a de arroz de sequeiro chegam a 71,58%. O levantamento do IBGE foi feito no mês de abril e faz parte do levantamento da safra de grãos divulgado mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A área plantada de milho caiu de 301,2 mil, em janeiro, para 387,4 mil hectares em abril. O rendimento médio de 1,2 mil quilos por hectare caiu para 267 quilos por hectare e a produção estimada em 387,4 mil toneladas foi reduzido a 49,8 mil.

O trabalho mostra que a produção de arroz na agricultura familiar, estimada em janeiro deste ano, deveria alcançar 125,5 mil toneladas, caiu em abril para 35,6 mil. A área plantada, por sua vez, caiu de 91,6 mil para 71,4 mil toneladas e a produtividade de 1,3 mil para 499 quilos por hectare.

No caso do feijão, a estimativa inicial era de uma colheita de 101,9 mil toneladas, caiu para 18,5 mil toneladas. A área plantada, de 219,8 mil hectares, foi reduzida a 145,4 mil hectares. A produtividade caiu de 463 quilos por hectare para 128 quilos.

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