A cárie é o principal vilão da saúde bucal e foi por muito tempo um fato pela qual não se podia fazer muita coisa. Porém, após a descoberta dos benefícios do flúor para a manutenção de uma boca saudável, essa realidade foi mudando ao longo do século passado até os dias atuais.
Graduada pela Universidade Federal do Piauí – UFPI – e mestre e doutora pela Unesp, de São Paulo, a odontóloga Marcele Moura, que também é professora na disciplina de saúde coletiva da UFPI, falou ao Portal GP1 sobre os avanços no combate às cáries no Brasil. “Nós estamos vivendo um período de redução na ocorrência de cárie dentária. Principalmente em crianças e adolescentes que se beneficiaram de medidas amplas de saúde pública”, disse a doutora.“As principais medidas de promoção da saúde bucal são: fluoretação da água consumida pelo brasileiro e a fluoretação dos cremes dentais”, informou.
“A fluoretação da água teve início no Brasil em 1950, faz bastante tempo, mas foi na década de 80 que ela teve um ‘boom’, onde aumentou a quantidade de cidades que fluoretavam a água”, contou. “A gente pode dizer que no Brasil aproximadamente 40 a 45% da população brasileira é beneficiada com a água fluoretada. Infelizmente essa medida é maior nas regiões sul e sudeste”, informou Marcele Moura.
A segunda grande medida pública apontada pela doutora foi a fluoretação dos cremes dentais. “A partir de 1989 passou a ser exigido através de uma portaria de que todos os cremes dentais nacionais fossem fluoretados. Então eu posso garantir a você que as crianças brasileiras que nasceram a partir desse ano consomem creme dental fluoretado e por isso estão apresentando uma situação de saúde bucal bem melhor”, explicou a professora universitária.
“Antigamente quando eu era criança o normal era uma criança ir ao consultório e a mãe perguntar ‘doutor quantas cáries meu filho tem’, porque o esperado já era que tivesse cárie. Hoje em dia é o contrário, uma criança vai no consultório e o esperado é que ela não tenha cárie”, finalizou a odontóloga Marcele Moura.
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Graduada pela Universidade Federal do Piauí – UFPI – e mestre e doutora pela Unesp, de São Paulo, a odontóloga Marcele Moura, que também é professora na disciplina de saúde coletiva da UFPI, falou ao Portal GP1 sobre os avanços no combate às cáries no Brasil. “Nós estamos vivendo um período de redução na ocorrência de cárie dentária. Principalmente em crianças e adolescentes que se beneficiaram de medidas amplas de saúde pública”, disse a doutora.“As principais medidas de promoção da saúde bucal são: fluoretação da água consumida pelo brasileiro e a fluoretação dos cremes dentais”, informou.
Imagem: Mírian Gomes/GP1
Odontóloga Doutora Marcele Moura, professora de saúde coletiva.
Odontóloga Doutora Marcele Moura, professora de saúde coletiva.“A fluoretação da água teve início no Brasil em 1950, faz bastante tempo, mas foi na década de 80 que ela teve um ‘boom’, onde aumentou a quantidade de cidades que fluoretavam a água”, contou. “A gente pode dizer que no Brasil aproximadamente 40 a 45% da população brasileira é beneficiada com a água fluoretada. Infelizmente essa medida é maior nas regiões sul e sudeste”, informou Marcele Moura.
Imagem: Reprodução
Fluoretação da água foi uma das medidas públicas que auxiliou na redução da incidência de cáries
Fluoretação da água foi uma das medidas públicas que auxiliou na redução da incidência de cáriesA segunda grande medida pública apontada pela doutora foi a fluoretação dos cremes dentais. “A partir de 1989 passou a ser exigido através de uma portaria de que todos os cremes dentais nacionais fossem fluoretados. Então eu posso garantir a você que as crianças brasileiras que nasceram a partir desse ano consomem creme dental fluoretado e por isso estão apresentando uma situação de saúde bucal bem melhor”, explicou a professora universitária.
Imagem: Reprodução
Fluoretação do creme dental também contribuiu para a redução da cárie
Fluoretação do creme dental também contribuiu para a redução da cárie“Antigamente quando eu era criança o normal era uma criança ir ao consultório e a mãe perguntar ‘doutor quantas cáries meu filho tem’, porque o esperado já era que tivesse cárie. Hoje em dia é o contrário, uma criança vai no consultório e o esperado é que ela não tenha cárie”, finalizou a odontóloga Marcele Moura.
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