Após mais polêmicas em torno da venda do Jockey Clube de Teresina, o presidente Nerval Júnior concedeu entrevista exclusiva ao Portal GP1 e rebateu as acusações da oposição, dizendo que todos os seus atos à frente da Presidência do Clube estão dentro da legalidade.
Nerval declarou que já está processando dois sócios por calúnia e difamação e irá entrar com novo processo contra o sócio José Wilson Fontenele, que foi a uma rede de televisão levantar dúvidas a respeito do processo de venda do Clube, assim como o possível beneficiamento do Presidente.
“Não existe benefício de presidente, quem se beneficiou foi o clube. O que esse sócio conseguiu foi arranjar processos contra ele, porque ele disse que tanto eu, presidente, como o desembargador, promotor de justiça e cartório formamos uma quadrilha. Então eu acredito que cada instituição dessa tem advogado que vai para cima dele para que ele prove o que ele disse”, esclareceu Nerval.
O presidente negou que o cartório tenha registrado a transferência do imóvel sem os documentos necessários. “Cartório nenhum faz isso, porque ele não é irresponsável. Essa é uma das mentiras que esse cidadão anda contando”, disse o presidente.
Quanto à acusação de caixa dois, Nerval disse acreditar na credibilidade das duas construtoras que compraram o Jockey Clube: Bela Vista e Elo Engenharia. “Eu acredito que nenhuma delas tenha caixa 2, pois é crime em qualquer setor. Eu pedi para que eles provem isso na justiça. Se eu for beneficiado de alguma forma, é com o dinheiro que eu vou ganhar nos processos movidos contra eles. Eu não vou deixar barato. Já estou processando dois e esse é o terceiro. Estou processando o sócio que está me caluniando: José Wilson Fontenele. Os outros dois como já está na justiça, prefiro não revelar os nomes. Os processos são por calúnia e difamação. Estamos preparando o processo hoje para dar entrada amanhã”, contou Nerval.
Processo de venda
Nerval Júnior aproveitou a oportunidade para esclarecer que o Jockey Clube não recebeu nenhum centavo, pois todo o dinheiro que foi repassado ao clube foi através de recibos. As duas construtoras pagavam os credores e apresentavam os recibos. A dívida paga foi em torno de R$ 3 milhões.
Quanto à construção da nova sede, será feita pelas construtoras que compraram o Clube. No contrato de venda, já está posto que eles vão entregar a nova sede pronta. Nerval explica que a diretoria não tem o valor total da obra, pois o projeto ainda não está concluído e o prédio vendido só será entregue quando a nova sede estiver pronta.
“Com o dinheiro da venda nós vamos construir e mobiliar a sede. Ela vai ser entregue pronta para uso. Quando a outra estiver pronta é que entregaremos essa. Não temos a data para começar a obra, pois isso depende da liberação da Prefeitura, mas o processo já está em andamento”, disse Nerval.
Os sócios que questionam a venda do Clube também levantam dúvidas quanto ao número de sócios que assinaram a ata da assembleia de venda. Eles dizem que dos 32 sócios, apenas 14 assinaram. O presidente diz que só foram 14 e nem seria necessário essa quantidade de pessoas, pois existe um voto a mais.
“O Jockey Clube tem seis diretores: presidente, vice-presidente, tesoureiro, segundo tesoureiro, primeiro secretário e segundo secretário. A diretoria toda assinou. Os sete conselhos são formados por três membros e, dos três, apenas um vota. Então foram sete votos dos conselhos. Somando os votos da diretoria com os conselhos, totaliza 13 votos. Ou seja, uma pessoa a mais assinou. Deste modo, estamos dentro da legalidade. Nós não estamos preocupados com fofocas que eles inventam, mas é claro que isso machuca, pois temos amigos e parentes. Tenho um filho que fica revoltado ao ouvir as notícias de denúncias”, desabafou Nerval.
O presidente disse também que prefere resolver o assunto na Justiça. “Sou muito educado, não vou partir para a ignorância, vou partir para resolver na justiça. Falou de mim, eu processo por danos morais, tem que me respeitar”, declarou o presidente.
O presidente chamou atenção para o fato de que ele não está vendendo a área toda do clube, mas apenas cinco hectares do total de 40, visto que a outra parte já foi vendida. Nerval Júnior lembra que quando os 35 hectares foram vendidos, muitos do que estão reclamando agora assinaram o termo de venda.
Ele diz que os opositores estão brigando, porque ele não tem “pedigree” e não é de família tradicional da cidade. “Infelizmente, Teresina é província. Sou filho de duas famílias do interior: Pedro II e Parnaíba. No interior, nós temos uma tradicional, mas aqui nós não temos, lembrou Nerval.
Chegada à presidência do Jockey Clube de Teresina
“Meu pai comprou uma ação do Jockey Clube em 1960, então desde essa data eu sou filho de sócio. Em 1986, meu pai, que era professor, comprou uma ação e me deu de presente. Em 86 me tornei sócio do Jockey Clube, independente do meu pai”, conta Nerval.
“Em 2006, entrei para disputar a presidência e ganhei com 56 votos de diferença de uma oposição que estava há 22 anos na direção. As eleições são realizadas de dois em dois anos”, explicou.
Prestação de contas
“Eles falam também que eu nunca prestei contas desde quando eu assumi. Isso não é verdade, pois para haver novas eleições é preciso fazer prestação de contas que são aprovadas no conselho fiscal, diretoria e na assembleia geral. Essas acusações são baseadas em mentiras para confundir a opinião pública”, se defendeu.
“A oposição mesmo tratou de desvalorizar o imóvel quando colocou questões jurídicas em cima da negociação. Acho que o tombamento foi precipitado, acho que nós poderíamos pelo menos ter sido notificados e não fomos, nós ficamos sabendo pelo oficial de Justiça. Outra coisa que não acho correto é o tombamento do estacionamento do Clube, o que é tombado é prédio, carro. Tudo aconteceu muito rápido, tudo feito no intuito de prejudicar a venda do Clube”, finalizou Nerval Júnior.
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Nerval declarou que já está processando dois sócios por calúnia e difamação e irá entrar com novo processo contra o sócio José Wilson Fontenele, que foi a uma rede de televisão levantar dúvidas a respeito do processo de venda do Clube, assim como o possível beneficiamento do Presidente.
“Não existe benefício de presidente, quem se beneficiou foi o clube. O que esse sócio conseguiu foi arranjar processos contra ele, porque ele disse que tanto eu, presidente, como o desembargador, promotor de justiça e cartório formamos uma quadrilha. Então eu acredito que cada instituição dessa tem advogado que vai para cima dele para que ele prove o que ele disse”, esclareceu Nerval.
O presidente negou que o cartório tenha registrado a transferência do imóvel sem os documentos necessários. “Cartório nenhum faz isso, porque ele não é irresponsável. Essa é uma das mentiras que esse cidadão anda contando”, disse o presidente.
Imagem: Mariana Viana/GP1
Nerval Júnior falou sobre venda do Jockey Clube
Nerval Júnior falou sobre venda do Jockey ClubeQuanto à acusação de caixa dois, Nerval disse acreditar na credibilidade das duas construtoras que compraram o Jockey Clube: Bela Vista e Elo Engenharia. “Eu acredito que nenhuma delas tenha caixa 2, pois é crime em qualquer setor. Eu pedi para que eles provem isso na justiça. Se eu for beneficiado de alguma forma, é com o dinheiro que eu vou ganhar nos processos movidos contra eles. Eu não vou deixar barato. Já estou processando dois e esse é o terceiro. Estou processando o sócio que está me caluniando: José Wilson Fontenele. Os outros dois como já está na justiça, prefiro não revelar os nomes. Os processos são por calúnia e difamação. Estamos preparando o processo hoje para dar entrada amanhã”, contou Nerval.
Processo de venda
Nerval Júnior aproveitou a oportunidade para esclarecer que o Jockey Clube não recebeu nenhum centavo, pois todo o dinheiro que foi repassado ao clube foi através de recibos. As duas construtoras pagavam os credores e apresentavam os recibos. A dívida paga foi em torno de R$ 3 milhões.
Quanto à construção da nova sede, será feita pelas construtoras que compraram o Clube. No contrato de venda, já está posto que eles vão entregar a nova sede pronta. Nerval explica que a diretoria não tem o valor total da obra, pois o projeto ainda não está concluído e o prédio vendido só será entregue quando a nova sede estiver pronta.
“Com o dinheiro da venda nós vamos construir e mobiliar a sede. Ela vai ser entregue pronta para uso. Quando a outra estiver pronta é que entregaremos essa. Não temos a data para começar a obra, pois isso depende da liberação da Prefeitura, mas o processo já está em andamento”, disse Nerval.
Os sócios que questionam a venda do Clube também levantam dúvidas quanto ao número de sócios que assinaram a ata da assembleia de venda. Eles dizem que dos 32 sócios, apenas 14 assinaram. O presidente diz que só foram 14 e nem seria necessário essa quantidade de pessoas, pois existe um voto a mais.
“O Jockey Clube tem seis diretores: presidente, vice-presidente, tesoureiro, segundo tesoureiro, primeiro secretário e segundo secretário. A diretoria toda assinou. Os sete conselhos são formados por três membros e, dos três, apenas um vota. Então foram sete votos dos conselhos. Somando os votos da diretoria com os conselhos, totaliza 13 votos. Ou seja, uma pessoa a mais assinou. Deste modo, estamos dentro da legalidade. Nós não estamos preocupados com fofocas que eles inventam, mas é claro que isso machuca, pois temos amigos e parentes. Tenho um filho que fica revoltado ao ouvir as notícias de denúncias”, desabafou Nerval.
Imagem: Mariana Viana/GP1
Nerval Júnior, presidente do Jockey Clube
Nerval Júnior, presidente do Jockey ClubeO presidente disse também que prefere resolver o assunto na Justiça. “Sou muito educado, não vou partir para a ignorância, vou partir para resolver na justiça. Falou de mim, eu processo por danos morais, tem que me respeitar”, declarou o presidente.
O presidente chamou atenção para o fato de que ele não está vendendo a área toda do clube, mas apenas cinco hectares do total de 40, visto que a outra parte já foi vendida. Nerval Júnior lembra que quando os 35 hectares foram vendidos, muitos do que estão reclamando agora assinaram o termo de venda.
Ele diz que os opositores estão brigando, porque ele não tem “pedigree” e não é de família tradicional da cidade. “Infelizmente, Teresina é província. Sou filho de duas famílias do interior: Pedro II e Parnaíba. No interior, nós temos uma tradicional, mas aqui nós não temos, lembrou Nerval.
Chegada à presidência do Jockey Clube de Teresina
“Meu pai comprou uma ação do Jockey Clube em 1960, então desde essa data eu sou filho de sócio. Em 1986, meu pai, que era professor, comprou uma ação e me deu de presente. Em 86 me tornei sócio do Jockey Clube, independente do meu pai”, conta Nerval.
“Em 2006, entrei para disputar a presidência e ganhei com 56 votos de diferença de uma oposição que estava há 22 anos na direção. As eleições são realizadas de dois em dois anos”, explicou.
Imagem: Mariana Viana/GP1
Sede do Jockey Clube de Teresina
Sede do Jockey Clube de TeresinaPrestação de contas
“Eles falam também que eu nunca prestei contas desde quando eu assumi. Isso não é verdade, pois para haver novas eleições é preciso fazer prestação de contas que são aprovadas no conselho fiscal, diretoria e na assembleia geral. Essas acusações são baseadas em mentiras para confundir a opinião pública”, se defendeu.
“A oposição mesmo tratou de desvalorizar o imóvel quando colocou questões jurídicas em cima da negociação. Acho que o tombamento foi precipitado, acho que nós poderíamos pelo menos ter sido notificados e não fomos, nós ficamos sabendo pelo oficial de Justiça. Outra coisa que não acho correto é o tombamento do estacionamento do Clube, o que é tombado é prédio, carro. Tudo aconteceu muito rápido, tudo feito no intuito de prejudicar a venda do Clube”, finalizou Nerval Júnior.
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