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Palestra ajuda alunos a não errarem na escolha da carreira

O intuito é evitar que os alunos percam tempo fazendo escolhas equivocadas por desconhecimento da rotina e da demanda das carreiras pretendidas.

Escolher uma profissão não é fácil. A criança já cresce sendo questionada sobre o que será quando crescer. Ao chegar no Ensino Médio, a pressão aumenta, afinal, a preparação para o vestibular se torna mais intensa e, aí sim, é preciso decidir qual carreira seguir. Além da dúvida, que é natural, há outras questões que influenciam esse processo, como interferência familiar, mercado de trabalho, salários, prestígio, dom etc.

Pensando nisso, a Unidade Escolar Estado de São Paulo realizou no último sábado (6) o II Ciclo de Palestras, que teve o objetivo de orientar os estudantes do Ensino Médio sobre a escolha profissional. Cerca de 300 alunos participaram do evento.

De acordo o diretor da unidade, Francisco Mario Santos, o intuito é evitar que os alunos percam tempo fazendo escolhas equivocadas por desconhecimento da rotina e da demanda das carreiras pretendidas. “Aqui estamos apresentando a eles o maior número de profissões possível, detalhando o campo de atuação, competências exigidas, faixa salarial e a realidade do mercado de trabalho. Além disso, estamos apresentando aos jovens o que irão encarar desde a faculdade, momento em que ocorrem, geralmente, as decepções e as desistências”, declara.

O diretor conta que tem notado um aumento no número de evasão depois que os estudantes entram na faculdade, justamente porque começam o curso sem conhecê-lo suficientemente bem. “Hoje, a escolha está embasada em questões que antes não existiam, como dinheiro fácil, prestígio, pressão da família e não na vocação”, argumenta.

Segundo a coordenadora Pedagógica, Karla Prado, é importante que a escolha profissional seja uma pesquisa desde o primeiro ano do Ensino Médio. “Primeiro, porque é preciso conhecer o maior número possível de profissões; segundo, porque não podemos nos basear apenas nas questões salariais ou de prestígio. Você tem que se imaginar oito horas no mínimo no local de trabalho, porque esse tempo preciso ser encarado como prazer, não como obrigação”, diz.

O II ciclo de palestras abordou sete profissões: administrador, enfermeiro, assistente social, fisioterapeuta, psicólogo, contador, pedagogo. Os professores também estão à disposição para tirar dúvidas e ajudar da melhor forma possível os alunos que necessitarem de mais orientações a respeito da escolha profissional.


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