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Abrigos de Teresina estão superlotados, revela pesquisa do Centro de Reintegração Familiar

Os dados apontam que hoje existem 186 crianças e adolescentes abrigados.

Foi realizada pelo Centro de Reintegração Familiar e Incentivo à Adoção uma pesquisa que aponta os principais dados sobre a situação de crianças e adolescentes que se encontram em acolhimento institucional no Piauí neste ano de 2012. Os dados apontam que hoje existem 186 crianças e adolescentes abrigados.

Com base em relatórios apresentados por cinco abrigos de Teresina (Casa Savina Petrilli, Lar da criança, Casa de acolhimento masculino, Casa de acolhimento feminino e Casa de Punaré) e informações cedidas pela Casa Dom Barreto, a pesquisa vem trazendo dados importantes.

É cada vez mais crescente o número de crianças e adolescentes que vivem nos abrigos de Teresina. 186 é o atual número de crianças e adolescentes que vivem nos abrigos de Teresina, somando 169 em apenas três deles, o que aponta para uma superlotação dessas casas de acolhimento.

Isso se reflete em problemas como falta de privacidade por conta dos quartos e banheiros mais cheios que o ideal, e uma maior falta de atenção e afeto individual.

Motivos de Acolhimento

Entre todas as causas, a que apresentou um maior percentual na pesquisa foi o envolvimento de pais com drogas, chegando a uma porcentagem de 29,7%. Em segundo lugar, o abandono é motivo em mais de 24% das ocorrências de acolhimento, a negligência aparece em 19% dos casos; seguidos por maus tratos, 10,8%; violência sexual e psicológica, 8,1%; entrega espontânea, insubordinação e problemas psicológicos, que aparecem com o mesmo percentual de 2,7% cada; e os dois últimos motivos são prisão e conflito familiar, com 1,3%.


Segundo a pesquisa, o Lar da Criança em Teresina chega a ter até 17 abrigados em um único dormitório, perdendo apenas para a Casa Dom Barreto que na pesquisa anterior apontou quartos com 20.

Além dos resultados dos abrigos de Teresina, o CRIA também coletou dados atuais do perfl das crianças e adolescentes que fazem parte do programa Família Acolhedora, ou seja, que vivem atualmente sob a guarda provisória de famílias, sendo estas acompanhadas pela equipe do CRIA.

O Centro de Reintegração Familiar e Incentivo à Adoção está com 24 crianças e 2 adolescentes inseridas no Família Acolhedora. Destes, 57% são do sexo feminino e 43% do sexo masculino. Quanto a faixa etária, o maior percentual é de crianças com 6 a 12 anos, correspondendo a 46% dos acolhidos. Seguido por 38% das crianças de 0 a 3 anos. Os que tem entre 3 e 6 anos são 8% e também com esse número são os acolhidos maiores de 12 anos.

Mais da metade dessas crianças e adolescentes são negros, 38% são pardos e pouco mais de 7% são brancos. Os motivos de acolhimento institucional são semelhantes aos das crianças que ainda vivem em instituições de acolhimento, destacando-se os casos em que os pais são usuários de drogas com 42%. 


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