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Piauí é o Estado com menor taxa de homicídios contra negros no Brasil

A violência contra jovens negros foi tema de discussão durante audiência pública na última quinta-feira (10).

O menor índice de homicídios contra negros no Brasil está no Piauí. A violência contra jovens negros foi tema de discussão durante audiência pública na última quinta-feira (10) na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), através de proposição do senador Wellington Dias (PT-PI) e da senadora Ana Rita (PT-ES).

O Brasil registrou, em 2010, um total de 49.932 pessoas vítimas de homicídio, uma taxa de 26,2 para cada 100 mil habitantes. Desses, 70,6% das vítimas eram negras. Do total, 26.854 eram jovens entre 15 e 29 anos, uma concentração de 53,5% de homicídios. E, nesse percentual de jovens, 74,6% eram jovens negros e do sexo masculino, concentrados em 132 municípios brasileiros. Os dados são do Ministério da Saúde.

Os estados com maiores taxas de homicídios contra jovens negros são Alagoas, Espírito Santo, Paraíba, Pará e Pernambuco. O menor índice encontra-se no estado do Piauí, seguido por Santa Catarina, Acre e São Paulo, o que foi exaltado pelo senador Wellington Dias. “O meu Estado desmontou um mito. Durante muito tempo se trabalhou uma ideia de que a violência era vinculada à pobreza. Alcançávamos, no começo deste século, o pior indicador de renda do Brasil; hoje, já ultrapassamos dois Estados – espero que eles cresçam também – e temos o mais baixo índice de homicídio do Brasil”, observou.

Imagem: DivulgaçãoClique para ampliarSenador Wellington Dias(Imagem:Divulgação)Senador Wellington Dias
Wellington destacou a importância de se ter uma área específica para cuidar do tema e de se trabalhar a cultura de paz. “Há lugares no Brasil em que as pessoas resolvem as coisas na bala, como se diz no velho oeste. Se não houver um trabalho muito focado na família, na escola, nas entidades, como o grupo de jovens, o clube, a associação de todos os níveis, não venceremos essa parada”, afirmou.

Outro avanço, segundo ele, deu-se com o endurecimento da legislação, com a aprovação da lei que definiu o homicídio qualificado, da lei que o tornou crime hediondo, e da lei que qualificou os crimes de organização de quadrilhas. “Neste momento, o Congresso trata da reforma do Código Penal, visando atualizar a legislação brasileira, por exemplo, nos crimes de internet e outros que vão ter legislação específica”, concluiu.

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