Cerca de 60 moradores de bairros e vilas do Grande Promorar participaram de audiência pública realizada pela Câmara de Vereadores na escola Domício Magalhãesna tarde desta quinta-feira (17). Entre tantas reclamações, uma era constante: mais segurança. Clamaram por apoio do poder público representantes dos bairros Promorar, Santo Antônio, Bela Vista, Planalto Bela Vista, das vilas Santa Cruz, Irmã Dulce, São José, Santa Rita, Paraíso e dos Parques São Jorge, Promorar, Palmeirais e Bom Jesus.
Segundo Marcolino de Alencar, presidente da Associação de Moradores do Bairro Promorar, a violência existe porque o poder público está ausente sem políticas que envolvam os jovens. "Se fala muito em violência, mas é porque não existe nenhum apoio. Precisamos de projetos de cultura, espaços de lazer, melhor educação e incentivo aos alunos. Nós somos presos domiciliares porque estamos em constante risco. A situação não é fácil", reclamou.
O representante do Conselho Municipal da Juventude, Gil Kairós, lamentou que não exista os programas Projovem Adolescente, Urbano e Trabalhador na região. Segundo ele, é difícil tirar os adolescentes do risco das drogas sem nenhum apoio. "Falta assistência no Promorar. Movimentos sociais como o MP3 não recebem apoio do poder público. Tudo isso é a causa da violência, essa falta de políticas públicas", reclamou.
Os vereadores Teresa Britto (PV) e Antonio José Lira (DEM) participaram da audiência. Entre os encaminhamentos feitos aos órgãos públicos, Teresa Britto solicitou maior policiamento dentro dos bairros, vilas e parques e instalação de câmeras de monitoramento. "Também solicitamos, de acordo com o interesse dos líderes comunitários, instalação de polos da Uespi e Ifpi, escola de tempo integral, cursos profissionalizantes de conserto de moto e de celulares, mais linhas de ônibus e espaços de lazer, sobretudo quadras poliesportivas", afirmou, ressaltando que as obras têm o objetivo de diminuir a participação dos jovens na criminalidade.
O líder comunitário Ronaldo Chaves disse que luta pela construção de quadras poliesportivas desde 2010 e não obteve resposta positiva até o momento. O secretário executivo da SDU Sul, Paulo Roberto Rocha, disse que está sendo terminado a urbanização da avenida principal do bairro, um convênio de R$ 2 milhões entre a Prefeitura de Teresina e a Codevasf. "A determinação é que faça o asfaltamento de todo o bairro Promorar, começando no próximo mês de toda a avenida Ulisses Guimarães. Também está previsto para o próximo ano a reforma do campo de futebol, que está no orçamento popular e foi solicitado pela comunidade", afirmou.
O tenente coronel, Edson Silva, defendeu maior integração entre as associações de bairros e a Polícia Militar. Segundo ele, as associações que procuram o Ronda Cidadão para traçar uma estratégia saem na frente em relação ao policiamento da região. "O alto índice de violência deve ser trabalhado principalmente pelo Governo e a Prefeitura com políticas públicas. Só assim irá se controlar a violência dessa forma. Mas estamos presentes nessa região e acreditamos que essa integração vai melhor nossa atuação", explicou.
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Imagem: Divulgação
Audiência no Promorar
Audiência no PromorarSegundo Marcolino de Alencar, presidente da Associação de Moradores do Bairro Promorar, a violência existe porque o poder público está ausente sem políticas que envolvam os jovens. "Se fala muito em violência, mas é porque não existe nenhum apoio. Precisamos de projetos de cultura, espaços de lazer, melhor educação e incentivo aos alunos. Nós somos presos domiciliares porque estamos em constante risco. A situação não é fácil", reclamou.
O representante do Conselho Municipal da Juventude, Gil Kairós, lamentou que não exista os programas Projovem Adolescente, Urbano e Trabalhador na região. Segundo ele, é difícil tirar os adolescentes do risco das drogas sem nenhum apoio. "Falta assistência no Promorar. Movimentos sociais como o MP3 não recebem apoio do poder público. Tudo isso é a causa da violência, essa falta de políticas públicas", reclamou.
Imagem: Divulgação
Moradores
MoradoresOs vereadores Teresa Britto (PV) e Antonio José Lira (DEM) participaram da audiência. Entre os encaminhamentos feitos aos órgãos públicos, Teresa Britto solicitou maior policiamento dentro dos bairros, vilas e parques e instalação de câmeras de monitoramento. "Também solicitamos, de acordo com o interesse dos líderes comunitários, instalação de polos da Uespi e Ifpi, escola de tempo integral, cursos profissionalizantes de conserto de moto e de celulares, mais linhas de ônibus e espaços de lazer, sobretudo quadras poliesportivas", afirmou, ressaltando que as obras têm o objetivo de diminuir a participação dos jovens na criminalidade.
O líder comunitário Ronaldo Chaves disse que luta pela construção de quadras poliesportivas desde 2010 e não obteve resposta positiva até o momento. O secretário executivo da SDU Sul, Paulo Roberto Rocha, disse que está sendo terminado a urbanização da avenida principal do bairro, um convênio de R$ 2 milhões entre a Prefeitura de Teresina e a Codevasf. "A determinação é que faça o asfaltamento de todo o bairro Promorar, começando no próximo mês de toda a avenida Ulisses Guimarães. Também está previsto para o próximo ano a reforma do campo de futebol, que está no orçamento popular e foi solicitado pela comunidade", afirmou.
O tenente coronel, Edson Silva, defendeu maior integração entre as associações de bairros e a Polícia Militar. Segundo ele, as associações que procuram o Ronda Cidadão para traçar uma estratégia saem na frente em relação ao policiamento da região. "O alto índice de violência deve ser trabalhado principalmente pelo Governo e a Prefeitura com políticas públicas. Só assim irá se controlar a violência dessa forma. Mas estamos presentes nessa região e acreditamos que essa integração vai melhor nossa atuação", explicou.
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