Membros da Associação de Trabalhadores na Agricultura Familiar da Santa Maria da Codipi (ASTRAF) denunciaram ao GP1 que a área verde do bairro Jacinta Andrade está sendo desmatada.
De acordo com Anísia Teixeira, moradora do bairro e integrante da ASTRAF, o terreno que tem um total de 130 hectares de terra, pertence à Prefeitura e se trata de uma área de reserva ecológica. Ela destaca que a vegetação do local é formada por diversos tipos de palmeiras sendo possível encontrar também o caneleiro, árvore símbolo de Teresina.
Segundo ela, no local também existem animais silvestres como tatus-bolas e veados. Anísia ressalta que a construção do residencial, que compreende um total de 4.300 casas, provocou um enorme impacto ambiental e que essa é a única área verde.
“Nós descobrimos que existe uma associação que cobra o valor de R$3,00 para as pessoas que quiserem explorar a área. Constantemente vem pessoas aqui fazer caçadas e desmatar para levar a madeira, além de pessoas que fazem caeiras para obter o carvão”, comentou.
Segundo Anísia um grupo de voluntários tenta fiscalizar e coibir as queimadas e as caçadas,mas diz que o número é insuficiente e considera que há uma ausência do poder público no caso.
“Nós já solicitamos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente que viabilize junto a Prefeitura o título da terra e que o prefeito faça um decreto para regulamentar a questão da proteção da área, declarando como área de reserva ecológica e estabelecendo punições para quem infringir as normas. Nossa proposta é que seja criado um centro de referência ambiental”, declarou.
Os moradores reclamam ainda que na área não existem equipamentos de lazer como quadra de esporte para a juventude.
“A região da Santa Maria atualmente está tomada pelo tráfico de drogas, essa é uma área onde poderiam ser trabalhados programas para inclusão da juventude, como por exemplo, a criação de um pelotão ambiental com premiações para os jovens. Seria uma união de educação ambiental e lazer, tiraria os jovens da ociosidade e impediria de irem para o crime e paras drogas”, declarou.
O outro lado
De acordo com Dionísio Neto, gerente executivo da Seman, o referido local trata-se de uma área institucional que não pode ser desmatada. Segundo Dionísio, a Secretaria vem desenvolvendo um trabalho de conscientização e educação ambiental com moradores da região e pessoas já chegaram a ser presas no local por estarem desmatando e fazendo queimadas.
“Preparamos um documento informando que é uma área institucional e que é proibido jogar lixo, desmatar, fazer corte de árvore sem autorização. Porque está sujeito a penalidades, como reclusão de dois a quatro anos ou multa. E é uma área importante para a drenagem das águas das chuvas e para o arrefecimento da temperatura e nós acreditamos que ali deva ser criado um parque ambiental. O prefeito quer criar um parque ali, mas também é uma área que pode ser desenvolvida outros trabalhos com a comunidade, como por exemplo, agricultura orgânica e a construção de um polo de reciclagem. Tem uma empresa interessada e a discussão já está acontecendo”, declarou.
Dionísio Neto destacou ainda que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente já está vendo as compensações ambientais com as construtoras dos empreendimentos ao redor. Segundo ele, parte da área verde será utilizada para a construção de um cemitério que terá um total de dez hectares e as valas serão impermeabilizadas para que não haja contaminação do solo.
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De acordo com Anísia Teixeira, moradora do bairro e integrante da ASTRAF, o terreno que tem um total de 130 hectares de terra, pertence à Prefeitura e se trata de uma área de reserva ecológica. Ela destaca que a vegetação do local é formada por diversos tipos de palmeiras sendo possível encontrar também o caneleiro, árvore símbolo de Teresina.
Segundo ela, no local também existem animais silvestres como tatus-bolas e veados. Anísia ressalta que a construção do residencial, que compreende um total de 4.300 casas, provocou um enorme impacto ambiental e que essa é a única área verde.
Imagem: Foto: Isabela Rêgo/GP1
Anísia Teixeira, integrante da ASTRAF.
Anísia Teixeira, integrante da ASTRAF. “Nós descobrimos que existe uma associação que cobra o valor de R$3,00 para as pessoas que quiserem explorar a área. Constantemente vem pessoas aqui fazer caçadas e desmatar para levar a madeira, além de pessoas que fazem caeiras para obter o carvão”, comentou.
Segundo Anísia um grupo de voluntários tenta fiscalizar e coibir as queimadas e as caçadas,mas diz que o número é insuficiente e considera que há uma ausência do poder público no caso.
Imagem: Foto: Isabela Rêgo/GP1
Vestígios de queimadas no local.
Vestígios de queimadas no local.“Nós já solicitamos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente que viabilize junto a Prefeitura o título da terra e que o prefeito faça um decreto para regulamentar a questão da proteção da área, declarando como área de reserva ecológica e estabelecendo punições para quem infringir as normas. Nossa proposta é que seja criado um centro de referência ambiental”, declarou.
Imagem: Foto: Isabela Rêgo/GP1
Moradora mostra uma parte da área que já foi desmatada.
Moradora mostra uma parte da área que já foi desmatada.Os moradores reclamam ainda que na área não existem equipamentos de lazer como quadra de esporte para a juventude.
“A região da Santa Maria atualmente está tomada pelo tráfico de drogas, essa é uma área onde poderiam ser trabalhados programas para inclusão da juventude, como por exemplo, a criação de um pelotão ambiental com premiações para os jovens. Seria uma união de educação ambiental e lazer, tiraria os jovens da ociosidade e impediria de irem para o crime e paras drogas”, declarou.
O outro lado
De acordo com Dionísio Neto, gerente executivo da Seman, o referido local trata-se de uma área institucional que não pode ser desmatada. Segundo Dionísio, a Secretaria vem desenvolvendo um trabalho de conscientização e educação ambiental com moradores da região e pessoas já chegaram a ser presas no local por estarem desmatando e fazendo queimadas.
Imagem: Isabela Rêgo
Dionísio Neto, secretário executivo da SEMAN
Dionísio Neto, secretário executivo da SEMAN“Preparamos um documento informando que é uma área institucional e que é proibido jogar lixo, desmatar, fazer corte de árvore sem autorização. Porque está sujeito a penalidades, como reclusão de dois a quatro anos ou multa. E é uma área importante para a drenagem das águas das chuvas e para o arrefecimento da temperatura e nós acreditamos que ali deva ser criado um parque ambiental. O prefeito quer criar um parque ali, mas também é uma área que pode ser desenvolvida outros trabalhos com a comunidade, como por exemplo, agricultura orgânica e a construção de um polo de reciclagem. Tem uma empresa interessada e a discussão já está acontecendo”, declarou.
Dionísio Neto destacou ainda que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente já está vendo as compensações ambientais com as construtoras dos empreendimentos ao redor. Segundo ele, parte da área verde será utilizada para a construção de um cemitério que terá um total de dez hectares e as valas serão impermeabilizadas para que não haja contaminação do solo.
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