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Trabalhadores da construção civil rejeitam proposta de reajuste salarial de 5,5%

Os trabalhadores reivindicam reajuste da ordem de 13%, além de plano de saúde, alimentação saudável, adicional de insalubridade e regulamentação dos 15 minutos para o lanche das 9 e 15 horas.

Os trabalhadores da construção civil, reunidos em assembléia geral na noite de quinta-feira (14), na sede do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção (SITRICOM), rejeitaram a proposta de reajuste salarial de 5,5%, apresentada pelos empresários do setor, filiados ao Sindicato da Indústria da Construção Civil de Teresina (SINDUSCON).

Imagem: DivulgaçãoTrabalhadores da construção civil(Imagem:Divulgação)Trabalhadores da construção civil


Os trabalhadores reivindicam reajuste da ordem de 13%, além de plano de saúde, alimentação saudável, adicional de insalubridade, regulamentação dos 15 minutos para o lanche das 9 e 15 horas, folga para os trabalhadores transferidos para outras localidades, regulamentação do feriado total do Dia Estadual do Trabalhador da Construção (20 de setembro), fim do trabalho aos sábados, dentre outras.

O SINDUSCOM, nas duas primeiras mesas de negociação feitas sob a mediação da Superintendência Regional do Trabalho no Piauí, apresentou uma série de contrapropostas que retrocedem nos direitos já conquistados pelos trabalhadores nas Convenções Coletivas nos últimos 15 anos.

Dentre as contrapropostas apresentadas pelo setor patronal estão eliminar o adiantamento da quinzena, implantar o Banco de Horas, voltar a trabalhar aos sábados, acabar com o feriado do Dia do Trabalhador da Construção, trabalho no feriado de carnaval, impedir a entrada dos diretores do SITRICOM nos canteiros de obras e não aceitar o Atestado Médico.

Os trabalhadores consideraram a contraproposta dos empresários da construção como uma afronta e desrespeito. A indignação tomou conta da categoria, que organiza e se mobiliza para acompanhar as próximas rodadas de negociação na próxima semana. “Os empresários não estão respeitando os trabalhadores. Essas propostas comprovam que eles querem nos escravizar, mas isso não vamos aceitar”, disse José Gomes, da diretoria do SITRICOM.

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