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Piauí

Presidente do Conselho Regional de Farmácia Osvaldo Bonfim faz denúncias contra conselheiros

O conselheiro Ulisses Nogueira Aguiar disse que sua cassação foi uma represália e que o Conselho Feral de Farmácia ? CFF decidiu por unanimidade reconduzi-lo ao cargo.

O atual presidente do Conselho Regional de Farmácia do Piauí, Osvaldo Bonfim de Carvalho, registrou boletim de ocorrência contra o conselheiro Ulisses Nogueira Aguiar por furto de um cheque nominal no valor de R$ 120,00.
Imagem: Divulgação Osvaldo Bonfim de Carvalho(Imagem:Divulgação) Osvaldo Bonfim de Carvalho

De acordo com a denúncia, o furto teria acontecido durante a reunião plenária ocorrida no dia 09 de agosto de 2013, quando a tesoureira do CRF-PI passou os cheques de pagamento de todos os conselheiros e suplentes convocados, pagos sempre após a verificação de freqüência e os ausentes, como de costume, tiveram seus cheques nominais cancelados.
Imagem: ReproduçãoBoletim de ocorrência(Imagem:Reprodução)Boletim de ocorrência

Na ocasião, verificou-se que o cheque nominal destinado a Gloubérg Nóbrega dos Santos tinha desaparecido. A tesoureira questionou a todos os presentes se os mesmos tinham recebido mais de um cheque. Como todos afirmaram não ter recebido cheques em duplicidade, foi feito o informe a Caixa Econômica Federal e o cheque desaparecido foi sustado. E o presidente do CRF-PI resolveu registrar boletim de ocorrência no 12º DP, informando sobre o furto.

Na reunião plenária posterior, realizada no dia 06 de setembro de 2013 Ulisses devolveu o cheque, alegando que pegou o cheque por engano e que não tinha prestado atenção ao questionamento da tesoureira. O Conselho Federal de Farmácia foi informado do ocorrido para tomar as providências cabíveis.

Ulisses foi candidato a presidência do CRF-PI pela chapa 100 na última eleição para conselheiros ocorrida no início deste mês de novembro. Segundo denúncia do presidente do CRF-PI, outros candidatos da mesma chapa de Ulisses também respondem a processos administrativos motivados por irregularidades na gestão. De acordo com Osvaldo Bonfim de Carvalho, os então candidatos a vice-presidente, Exton João Porfírio de Sá Lima e a tesoureiro, Alessandro Monteiro Carvalho, integraram a equipe acusada de superfaturamento, em processo administrativo de prestação de contas do ano de 2009. Ainda segundo a denúncia, recentemente Ulisses teve seu mandato de conselheiro do CRF-PI cassado, devido a uma série de faltas não justificadas durante as sessões plenárias da instituição.

O outro lado

O conselheiro Ulisses Nogueira Aguiar se defendeu das acusações. Ele disse que sua cassação foi uma represália e que o Conselho Feral de Farmácia – CFF decidiu por unanimidade reconduzi-lo ao cargo. Para ele, a situação do cheque foi armada com intuito de prejudicá-lo de modo que ele não pudesse se candidatar nas eleições do Conselho.
Imagem: ReproduçãoUlisses Nogueira(Imagem:Reprodução)Ulisses Nogueira

“Quando recebi o cheque ele estava dobrado e não tive o cuidado de conferir. Após depositá-lo, o banco me ligou informando que o cheque não estava em meu nome, só nesse momento percebi o erro. Então liguei para a secretária do Conselho informando do equívoco e disse a ela que devolveria o cheque na plenária seguinte para que tudo fosse esclarecido. E assim eu fiz, e tenho inclusive ata que comprova que recebi o cheque, mas que na ocasião eu o devolvi. No entanto, mesmo sabendo que eu já tinha informado que estava com o cheque e que iria devolvê-lo, o presidente Oswaldo resolveu registrar o boletim de ocorrência, nesse intervalo de tempo. Ele fez isso para me prejudicar na tentativa de impedir que eu me candidatasse à presidência, me tornando inelegível”, declarou.

O candidato a vice-presidente na última eleição, Exton João Porfírio de Sá Lima, também se defendeu das acusações. Ele disse que em 2009 já não fazia mais parte da gestão e que, portanto não pode ter seu nome citado no referido processo.
Imagem: Isabela Rêgo/GP1Exton João Porfírio de Sá Lima(Imagem:Isabela Rêgo/GP1)Exton João Porfírio de Sá Lima
“Estou sendo vítima de calúnia. Eu não respondo a nenhum processo. Fiz parte da gestão do CRF-PI como vice-presidente nos anos de 2006 e 2007. No ano de 2009 já não estava mais na diretoria”, alegou.

Exton João Porfírio de Sá Lima declarou ainda que sua gestão foi responsável por organizar e equilibrar as finanças do Conselho. “Quando assumimos, o CRF-PI estava todo desestruturado. Então nós fizemos um recadastramento dos contribuintes e elaboramos um plano de ação. Dentre nossas ações conseguimos adquirir por meio de solicitação feita ao Conselho Federal de Farmácia um carro novo para reativar o trabalho de fiscalização no estado. Viabilizamos cursos de especialização e elaboramos um termo de ajuste de conduta para combater a ilegalidade. Sempre trabalhei com honestidade e estou agora tendo minha imagem maculada com essas falsas acusações”, lamentou.

O conselheiro Alessandro Monteiro Carvalho, na gestão de 2009 era o tesoureiro. Ele também se defendeu das acusações sobre superfaturamento, referente a aquisição do imóvel para sede do Conselho.
Imagem: ReproduçãoAlessandro Monteiro de Carvalho(Imagem:Reprodução)Alessandro Monteiro de Carvalho

“A sede foi construída no ano de 2009, e foi entregue em dezembro no final da nossa gestão. Nosso erro foi que não contratamos um engenheiro para fazer uma avaliação e verificação do imóvel antes da entrega da obra. Nós inauguramos a sede, mas não passamos um dia se quer dentro dela, porque logo veio o recesso e em janeiro a outra diretoria assumiu. Posteriormente a nova diretoria solicitou uma auditoria, que encontrou falhas. Eles divulgaram que houve superfaturamento, mas na verdade o que foi detectado foi uma diferença no valor de R$ 12 mil em materiais. O que aconteceu é que a construtora não cumpriu com o combinado e não entregou a obra conforme o que tinha siso contratado faltando alguns itens. Combinamos que a gestão que nos sucedeu para que cobrasse da construtora o ressarcimento, conforme a clausula do contrato, e assim completassem o que ficou faltando. No entanto, o que presidente Osvaldo tem feito é utilizar essa situação com maldade para nos atacar”, declarou.

Alessandro Monteiro Carvalho disse ainda que antes das eleições acontecerem foi chamado pelo candidato da outra chapa para compor chapa única na qual Alessandro ficaria como presidente. “O que eu entendi é que eles fizeram essa proposta, no sentido de não levar adiante essas acusações. Mas como não aceitamos, então o presidente está nos acusando falsamente para denegrir a nossa imagem. Mas eu pretendo processá-lo por isso”, finalizou.

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