O Ministério Público do Estado do Piauí (MP-PI) instaurou um inquérito civil público, por meio da portaria nº 16/2013, para apurar possíveis danos ambientais causados pelo desperdício de água no município de Cristino Castro.
O desperdício seria provocado pelo derramamento de água de vários poços jorrantes construídos em Cristino Castro, sem qualquer controle do poder público municipal.
A região que possui aproximadamente 10 mil habitantes, localizada no sudoeste piauiense, é conhecida por ter a maior reserva subterrânea de água do Nordeste. As fontes termais encontradas no município chegam a atingir 20 metros de altura e a vazão de um único poço é de um milhão de litros de água por hora, de onde sai naturalmente água mineral.
Algumas denúncias revelam que a água serve para abastecer piscinas de restaurantes e hotéis, mas a grande maioria está sem utilização. O que é desperdiçado seria suficiente para abastecer, por exemplo, 13 cidades do Piauí, que atualmente conta com 210 municípios em estado de emergência por conta da seca.
O promotor de Justiça, Vando da Silva Marques, determinou que a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAR) informe num prazo de 30 dias sobre as autorizações emitidas para que para a instalação de poços artesianos e exploração de mananciais no município. A SEMAR deverá realizar também uma perícia no local para verificar a ocorrência de danos ambientais.
Além disso, o Setor de Perícias do MP-PI e a Promotoria de Justiça deverão visitar “in loco” a região para elaborar um laudo técnico, no prazo de 45 dias, informando se há dano ambiental e indicando quais as soluções e alternativas para resolver o problema.
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O desperdício seria provocado pelo derramamento de água de vários poços jorrantes construídos em Cristino Castro, sem qualquer controle do poder público municipal.
A região que possui aproximadamente 10 mil habitantes, localizada no sudoeste piauiense, é conhecida por ter a maior reserva subterrânea de água do Nordeste. As fontes termais encontradas no município chegam a atingir 20 metros de altura e a vazão de um único poço é de um milhão de litros de água por hora, de onde sai naturalmente água mineral.
Algumas denúncias revelam que a água serve para abastecer piscinas de restaurantes e hotéis, mas a grande maioria está sem utilização. O que é desperdiçado seria suficiente para abastecer, por exemplo, 13 cidades do Piauí, que atualmente conta com 210 municípios em estado de emergência por conta da seca.
O promotor de Justiça, Vando da Silva Marques, determinou que a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAR) informe num prazo de 30 dias sobre as autorizações emitidas para que para a instalação de poços artesianos e exploração de mananciais no município. A SEMAR deverá realizar também uma perícia no local para verificar a ocorrência de danos ambientais.
Além disso, o Setor de Perícias do MP-PI e a Promotoria de Justiça deverão visitar “in loco” a região para elaborar um laudo técnico, no prazo de 45 dias, informando se há dano ambiental e indicando quais as soluções e alternativas para resolver o problema.
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