Na tarde deste domingo (24), a reportagem do GP1 recebeu a denúncia de que um médico negou atendimento a uma paciente vítima de AVC no Hospital de Urgências de Teresina (HUT) devido à falta de um aparelho.
A garçonete de 35 anos Maria Ionete estava em casa quando se levantou para ir até a cozinha e caiu desmaiada por volta das 14h. "Quando ouvimos a porta batendo chamamos: -Ione, Ione!, e ela não respondia, fomos até a cozinha e ela estava desmaiada no chão", relatou Alessandra Silva, 23 anos, cunhada da Maria Ionete.
Os familiares levaram a garçonete para o Hospital do Buenos Aires, bairro onde moram na zona Norte da capital. "Lá o atendimento foi ótimo, conseguiram reanimar ela e encaminharam para o HUT, porque o caso dela é UTI", relata.
Chegando ao Hospital de Urgências de Teresina, a família de Maria encontrou uma dificuldade. "Chegando aqui, o médico de plantão, Dr. Ivo, disse que não poderia atender porque estava faltando um aparelho, o tubo de ventilação, como é que um hospital é desse tamanho e falta aparelho?", questionou.
Incentivada por um servidor do SAMU, que fez o transporte da paciente, Alessandra contou que decidiu registrar um Boletim de Ocorrência na polícia e alertar a imprensa local. "Esse rapaz do SAMU tentou falar com a diretora do hospital, discutiu com o médico porque viu a situação que a Maria estava, toda entubada e o médico não quis atender, ela foi reanimada no Buenos Aires e chegando aqui esse trabalho ia ser jogado por água abaixo?", interrogou exaltada.
Ao chegar ao hospital, a reportagem do GP1 apurou que a garçonete havia sido levada para uma sala do HUT após mais de uma hora de espera. A família não soube informar, porém, se a mesma havia sido consultada. Os parentes estavam todos do lado de fora do hospital. "Quando dissemos que íamos chamar a imprensa foi que eles levaram ela pra sala", disse.
A reportagem conversou com o vigia e pediu para que ele chamasse alguém da direção do HUT, alguma pessoa responsável no momento ou o próprio médico para falar sobre o caso, mas o vigia se negou a chamar alguém e também negou a entrada da nossa equipe.
Por volta das 18 horas, a reportagem entrou em contato novamente com Alessandra que informou que o aparelho havia "aparecido" e que Maria Ionete já estava sendo atendida. "O aparelho que estava sumido, apareceu", disse Alessandra.
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A garçonete de 35 anos Maria Ionete estava em casa quando se levantou para ir até a cozinha e caiu desmaiada por volta das 14h. "Quando ouvimos a porta batendo chamamos: -Ione, Ione!, e ela não respondia, fomos até a cozinha e ela estava desmaiada no chão", relatou Alessandra Silva, 23 anos, cunhada da Maria Ionete.
Os familiares levaram a garçonete para o Hospital do Buenos Aires, bairro onde moram na zona Norte da capital. "Lá o atendimento foi ótimo, conseguiram reanimar ela e encaminharam para o HUT, porque o caso dela é UTI", relata.
Imagem: Valciãn Calixto/GP1
Familiares da paciente
Familiares da pacienteChegando ao Hospital de Urgências de Teresina, a família de Maria encontrou uma dificuldade. "Chegando aqui, o médico de plantão, Dr. Ivo, disse que não poderia atender porque estava faltando um aparelho, o tubo de ventilação, como é que um hospital é desse tamanho e falta aparelho?", questionou.
Incentivada por um servidor do SAMU, que fez o transporte da paciente, Alessandra contou que decidiu registrar um Boletim de Ocorrência na polícia e alertar a imprensa local. "Esse rapaz do SAMU tentou falar com a diretora do hospital, discutiu com o médico porque viu a situação que a Maria estava, toda entubada e o médico não quis atender, ela foi reanimada no Buenos Aires e chegando aqui esse trabalho ia ser jogado por água abaixo?", interrogou exaltada.
Ao chegar ao hospital, a reportagem do GP1 apurou que a garçonete havia sido levada para uma sala do HUT após mais de uma hora de espera. A família não soube informar, porém, se a mesma havia sido consultada. Os parentes estavam todos do lado de fora do hospital. "Quando dissemos que íamos chamar a imprensa foi que eles levaram ela pra sala", disse.
A reportagem conversou com o vigia e pediu para que ele chamasse alguém da direção do HUT, alguma pessoa responsável no momento ou o próprio médico para falar sobre o caso, mas o vigia se negou a chamar alguém e também negou a entrada da nossa equipe.
Por volta das 18 horas, a reportagem entrou em contato novamente com Alessandra que informou que o aparelho havia "aparecido" e que Maria Ionete já estava sendo atendida. "O aparelho que estava sumido, apareceu", disse Alessandra.
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