O Centro Integrado de Reabilitação (Ceir) tem como uma de suas especialidades em atendimento, a hidroterapia, tratamento voltado para a melhoria em funções motoras do corpo humano com uso da água. Segundo a hidro terapeuta do Ceir, Priscila Lisboa, a essência da fisioterapia aquática é trabalhar em conjunto com a terapia em solo.
“O objetivo da hidroterapia é melhorar a função do paciente na água para que ele a use no solo, então o tratamento é focado em cada paciente, pois cada um tem uma limitação”, esclarece. Para tanto, Lisboa explica as propriedades da água e como são usadas na terapia. “A água aquecida promove o relaxamento do músculo, na água também não existe a mesma gravidade que existe no chão, ou seja, na piscina o paciente tem mais facilidade para comandar uma função motora sem o peso da gravidade”, fala.
A terapia aquática trata pessoas amputadas e com paralisias usando de ferramentas como flutuador, espaguete, peso próprio para piscina e brinquedos. “Se a criança precisa nadar, não interessa a ela que mandemos nadar como aos adultos, portanto usamos do lúdico, de brincadeiras e brinquedos para realizar o tratamento”, explica.
A hidro terapeuta conta o caso da menor Joana D’arc de quatro anos de idade. “Se o objetivo dela é caminhar, ela precisa fazer o treino de marcha, no solo utiliza-se o andador, mas na piscina não é possível, então na água usamos o flutuador para esse treino”, conta.
O paciente Aldemício Rodrigues (48) faz natação junto com Joana e conta que há oito anos chegou a ficar apenas com o movimento do pescoço e braços. “Eu não mexia nem o caroço do olho, andava em cadeira de rodas amarrado porque não conseguia me segurar e caía”, relata. Aldemício conta que não sabe o que de fato causou sua paralisia, porém suspeita do trabalho que fazia. “Eu trabalhava com motor de carro, tinha contato com óleo e como tenho várias alergias, acho que foi isso, esse contato químico, mas não tem nada comprovado, tanto que no laudo só tem doença desconhecida”, pontua.
Após quatro anos de tratamento no Ceir, o ex-mecânico fala da evolução no seu quadro. “Eu não tinha nem força para cuspir, hoje eu ando mesmo com muletas, dirijo o carro sozinho, já participei até de competições aqui, não cheguei a ganhar nada, mas as melhorias foram muito significativas”, conta em tom de felicidade.
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“O objetivo da hidroterapia é melhorar a função do paciente na água para que ele a use no solo, então o tratamento é focado em cada paciente, pois cada um tem uma limitação”, esclarece. Para tanto, Lisboa explica as propriedades da água e como são usadas na terapia. “A água aquecida promove o relaxamento do músculo, na água também não existe a mesma gravidade que existe no chão, ou seja, na piscina o paciente tem mais facilidade para comandar uma função motora sem o peso da gravidade”, fala.
A terapia aquática trata pessoas amputadas e com paralisias usando de ferramentas como flutuador, espaguete, peso próprio para piscina e brinquedos. “Se a criança precisa nadar, não interessa a ela que mandemos nadar como aos adultos, portanto usamos do lúdico, de brincadeiras e brinquedos para realizar o tratamento”, explica.
A hidro terapeuta conta o caso da menor Joana D’arc de quatro anos de idade. “Se o objetivo dela é caminhar, ela precisa fazer o treino de marcha, no solo utiliza-se o andador, mas na piscina não é possível, então na água usamos o flutuador para esse treino”, conta.
O paciente Aldemício Rodrigues (48) faz natação junto com Joana e conta que há oito anos chegou a ficar apenas com o movimento do pescoço e braços. “Eu não mexia nem o caroço do olho, andava em cadeira de rodas amarrado porque não conseguia me segurar e caía”, relata. Aldemício conta que não sabe o que de fato causou sua paralisia, porém suspeita do trabalho que fazia. “Eu trabalhava com motor de carro, tinha contato com óleo e como tenho várias alergias, acho que foi isso, esse contato químico, mas não tem nada comprovado, tanto que no laudo só tem doença desconhecida”, pontua.
Após quatro anos de tratamento no Ceir, o ex-mecânico fala da evolução no seu quadro. “Eu não tinha nem força para cuspir, hoje eu ando mesmo com muletas, dirijo o carro sozinho, já participei até de competições aqui, não cheguei a ganhar nada, mas as melhorias foram muito significativas”, conta em tom de felicidade.
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