Professores e alunos da Escola Municipal Ofélio Leitão, localizada no bairro Porto Alegre, zona sul de Teresina, realizaram uma manifestação ontem (25) para reivindicar melhorias. A professora de matemática, Adriana Ribeiro, conta que faltam carteiras, ventiladores e bebedouros para atender humanamente 1100 alunos nos três turnos de funcionamento da escola. “Temos um ofício datado de 29 de janeiro solicitando 150 carteiras, além de ventiladores e ar-condicionados para a escola que nunca foi respondido pela prefeitura”, disse.
A estudante de 13 anos, Natália Borges, fala sobre as condições de estudo no colégio. “O ruim aqui é o calor, os ventiladores estão esculhambados e as janelas não abrem ou abrem só pela metade”, explica. De acordo com a professora Adriana, as janelas são chumbadas e as salas forradas com PVC, o que aumenta o calor e dificulta o aprendizado.
Natália menciona ainda outros constrangimentos. “As carteiras são para crianças, causam dor na coluna e a gente tem medo de o teto cair também”, fala. A estudante cursa o nono ano, sua turma tem de 30 a 32 alunos e muitos deles assistem aula sentados nas mesas devido à falta de cadeiras.
Francisca Maria (43), mãe da aluna do oitavo ano, Eilane Silva, diz ter consciência da situação adversa pela qual a filha passa no colégio. “Minha filha diz que além de ser quente, a sala dela ainda fica do lado do sol, ela fala também que tem de chegar cedo para conseguir uma carteira, se não é obrigada a assistir aula nas mesas”, revela. A professora Adriana endossa. “Quando os portões se abrem, os meninos entram correndo no desespero pelas cadeiras”, diz.
Não bastasse o calor, a falta de ventiladores, janelas que não abrem, a Escola Ofélio Leitão dispõe de três bebedouros, porém um apenas funciona. “E ainda assim mesmo a água não gela”, lembra a professora. Os banheiros da escola só não estão interditados porque não há outro local para as necessidades. Tanto o feminino quanto o masculino estão sem portas nas cabines individuais e o vazamento é visível, a água dos canos internos toma conta de todo o piso.
A quadra onde alunos praticam educação física também apresenta seu detalhe, não possui cobertura, de modo que os alunos fazem a prática da aula com o sol sob suas costas. “Tem prática que começa 13h50 da tarde, os alunos reclamam de dor de cabeça, bolhas nos pés. Tem aluno que não se sente bem em participar e eu não obrigo, mas é complicado ministrar aula nessas condições”, diz a educadora física do turno da tarde.
A manifestação de iniciativa dos professores pretende sensibilizar o prefeito e a Secretaria Municipal de Educação para que medidas emergenciais sejam tomadas e o ensino na escola possa ser ministrado e apre(e)ndido com dignidade. Embora seja este um caso isolado, os professores da rede municipal de Teresina estão em greve por melhores condições de trabalho e salário. A greve foi decretada ilegal pelo Tribunal de Justiça nesta segunda.
Em nota, a Secretaria de Educação informou que o ofício enviado está em processo de licitação e que a escola pode fazer pequenos reparos com o Fundo Rotativo, encaminhado mensalmente para cada instituição de ensino.
Confira a nota na íntegra:
A Secretaria Municipal de Educação (Semec) esclarece que os equipamentos solicitados pela Escola Municipal Ofélio Leitão estão passando por processos licitatórios. A aquisição de carteiras, ventiladores, splits, bebedouros, armários e até adequações na rede elétrica devem passar por licitações, mas a própria escola pode fazer pequenos reparos com o Fundo Rotativo, encaminhado mensalmente para cada unidade de ensino. A Semec afirma que não deixará de atender nenhuma solicitação para garantir a qualidade da educação pública, agilizando, inclusive, todos os processos.
Curta a página do GP1 no facebook: http://www.facebook.com/PortalGP1
Imagem: Valciãn Calixto/GP1
Professores e alunos pedem melhorias para escola na zona sul de Teresina
Professores e alunos pedem melhorias para escola na zona sul de TeresinaA estudante de 13 anos, Natália Borges, fala sobre as condições de estudo no colégio. “O ruim aqui é o calor, os ventiladores estão esculhambados e as janelas não abrem ou abrem só pela metade”, explica. De acordo com a professora Adriana, as janelas são chumbadas e as salas forradas com PVC, o que aumenta o calor e dificulta o aprendizado.
Imagem: Valciãn Calixto/GP1
Na falta de cadeiras, os alunos assistem aula sentando nas mesas
Na falta de cadeiras, os alunos assistem aula sentando nas mesasNatália menciona ainda outros constrangimentos. “As carteiras são para crianças, causam dor na coluna e a gente tem medo de o teto cair também”, fala. A estudante cursa o nono ano, sua turma tem de 30 a 32 alunos e muitos deles assistem aula sentados nas mesas devido à falta de cadeiras.
Imagem: Valciãn Calixto/GP1
Janelas chumbadas, forro com problema, ventiladores parados
Janelas chumbadas, forro com problema, ventiladores paradosFrancisca Maria (43), mãe da aluna do oitavo ano, Eilane Silva, diz ter consciência da situação adversa pela qual a filha passa no colégio. “Minha filha diz que além de ser quente, a sala dela ainda fica do lado do sol, ela fala também que tem de chegar cedo para conseguir uma carteira, se não é obrigada a assistir aula nas mesas”, revela. A professora Adriana endossa. “Quando os portões se abrem, os meninos entram correndo no desespero pelas cadeiras”, diz.
Imagem: Valciãn Calixto/GP1
Bebedouros da escola, só o segundo está funcionando
Bebedouros da escola, só o segundo está funcionandoNão bastasse o calor, a falta de ventiladores, janelas que não abrem, a Escola Ofélio Leitão dispõe de três bebedouros, porém um apenas funciona. “E ainda assim mesmo a água não gela”, lembra a professora. Os banheiros da escola só não estão interditados porque não há outro local para as necessidades. Tanto o feminino quanto o masculino estão sem portas nas cabines individuais e o vazamento é visível, a água dos canos internos toma conta de todo o piso.
Imagem: Valciãn Calixto/GP1
Banheiro feminino; no destaque o piso tomado por água devido a vazamento nos canos
Banheiro feminino; no destaque o piso tomado por água devido a vazamento nos canosImagem: Valciãn Calixto/GP1
Situação do banheiro masculino
Situação do banheiro masculinoA quadra onde alunos praticam educação física também apresenta seu detalhe, não possui cobertura, de modo que os alunos fazem a prática da aula com o sol sob suas costas. “Tem prática que começa 13h50 da tarde, os alunos reclamam de dor de cabeça, bolhas nos pés. Tem aluno que não se sente bem em participar e eu não obrigo, mas é complicado ministrar aula nessas condições”, diz a educadora física do turno da tarde.
Imagem: Valciãn Calixto/GP1
Quadra da escola sem cobertura, alunos em prática no sol; no detalhe nossa equipe flagrou um aluno com o dedo do pé machucado
Quadra da escola sem cobertura, alunos em prática no sol; no detalhe nossa equipe flagrou um aluno com o dedo do pé machucadoA manifestação de iniciativa dos professores pretende sensibilizar o prefeito e a Secretaria Municipal de Educação para que medidas emergenciais sejam tomadas e o ensino na escola possa ser ministrado e apre(e)ndido com dignidade. Embora seja este um caso isolado, os professores da rede municipal de Teresina estão em greve por melhores condições de trabalho e salário. A greve foi decretada ilegal pelo Tribunal de Justiça nesta segunda.
Em nota, a Secretaria de Educação informou que o ofício enviado está em processo de licitação e que a escola pode fazer pequenos reparos com o Fundo Rotativo, encaminhado mensalmente para cada instituição de ensino.
Confira a nota na íntegra:
A Secretaria Municipal de Educação (Semec) esclarece que os equipamentos solicitados pela Escola Municipal Ofélio Leitão estão passando por processos licitatórios. A aquisição de carteiras, ventiladores, splits, bebedouros, armários e até adequações na rede elétrica devem passar por licitações, mas a própria escola pode fazer pequenos reparos com o Fundo Rotativo, encaminhado mensalmente para cada unidade de ensino. A Semec afirma que não deixará de atender nenhuma solicitação para garantir a qualidade da educação pública, agilizando, inclusive, todos os processos.
Curta a página do GP1 no facebook: http://www.facebook.com/PortalGP1
Ver todos os comentários | 0 |