As mulheres do município de Monsenhor Gil demitidas pela empresa Suzano Papel e Celulose irão receber ajuda na criação de uma entidade organizada não governamental. O deputado estadual Fernando Monteiro (PTB) entrou em contato com o Serviço de Apoio às Pequenas e Médias Empresas do Piauí (Sebrae-PI) para que a entidade colabore com as ex-funcionárias da empresa que cancelou a instalação de um fábrica no Piauí.
A informação foi repassada às trabalhadoras na quinta-feira (18), durante uma audiência pública realizada na Câmara Municipal de Vereadores da cidade. Segundo Fernando Monteiro, a criação de uma ONG é de fundamental importância para a viabilidade do projeto de implantação de uma horta comunitária que absorva a mão de obra qualificada de 300 trabalhadoras da cidade.
"A criação de uma entidade é imprescindível, por isso fiz contato o Sebrae, que poderá apoiar essas mulheres na criação dessa ONG. Dessa forma, será mais fácil viabilizar esse projeto: como pessoa jurídica, será mais fácil que elas recebam a doação de um terreno e se organizem”, disse o deputado durante seu pronunciamento.
Monteiro também informou que o Governo do Estado já se manifestou oficialmente sobre o requerimento apresentado na Assembleia Legislativa do Piauí para a criação do projeto de hortaliças em Monsenhor Gil.
“Através de um documento assinado pelo Secretário de Desenvolvimento Rural, Rubem Martins, o Governo afirmou que está ciente da necessidade do projeto, da situação emergencial do município e que aguarda apenas a disponibilidade de um imóvel no qual o plano possa ser executado”, avisou.
De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Maylson Santos, a audiência pública teve um resultado positivo, “já que foi possível perceber que existem soluções viáveis para problema de Monsenhor Gil”. “Estávamos atrás de soluções para ajudar essas mulheres desempregadas e as soluções estão aparecendo. Além de solicitar o apoio do Governo - que já se manifestou favorável à nossa situação, o deputado Fernando Monteiro apresentou um requerimento para que a Suzano faça a doação de 300 hectares de terra para a implantação da horta comunitária”, ressaltou.
A dona de casa, Arilane Santos, 24 anos, é uma das mulheres que trabalhava no viveiro de mudas de eucalipto da Suzano Papel e Celulose, e que lamenta o caos ocasionado pela demissão em massa de trabalhadores da cidade. “Estamos em situação de caos social, pois, dentro de quatro meses o nosso seguro desemprego vai acabar e como nós vamos ficar? Nós fizemos planos quando a Suzano veio para Monsenhor Gil, esperávamos estabilidade. Eu mesma, assim como várias outras trabalhadoras, contraí algumas dívidas, financiei minha casa e agora estou muito preocupada”, contou.
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A informação foi repassada às trabalhadoras na quinta-feira (18), durante uma audiência pública realizada na Câmara Municipal de Vereadores da cidade. Segundo Fernando Monteiro, a criação de uma ONG é de fundamental importância para a viabilidade do projeto de implantação de uma horta comunitária que absorva a mão de obra qualificada de 300 trabalhadoras da cidade.
"A criação de uma entidade é imprescindível, por isso fiz contato o Sebrae, que poderá apoiar essas mulheres na criação dessa ONG. Dessa forma, será mais fácil viabilizar esse projeto: como pessoa jurídica, será mais fácil que elas recebam a doação de um terreno e se organizem”, disse o deputado durante seu pronunciamento.
Imagem: Divulgação
Fernando Monteiro em audiência
Fernando Monteiro em audiênciaMonteiro também informou que o Governo do Estado já se manifestou oficialmente sobre o requerimento apresentado na Assembleia Legislativa do Piauí para a criação do projeto de hortaliças em Monsenhor Gil.
“Através de um documento assinado pelo Secretário de Desenvolvimento Rural, Rubem Martins, o Governo afirmou que está ciente da necessidade do projeto, da situação emergencial do município e que aguarda apenas a disponibilidade de um imóvel no qual o plano possa ser executado”, avisou.
De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Maylson Santos, a audiência pública teve um resultado positivo, “já que foi possível perceber que existem soluções viáveis para problema de Monsenhor Gil”. “Estávamos atrás de soluções para ajudar essas mulheres desempregadas e as soluções estão aparecendo. Além de solicitar o apoio do Governo - que já se manifestou favorável à nossa situação, o deputado Fernando Monteiro apresentou um requerimento para que a Suzano faça a doação de 300 hectares de terra para a implantação da horta comunitária”, ressaltou.
A dona de casa, Arilane Santos, 24 anos, é uma das mulheres que trabalhava no viveiro de mudas de eucalipto da Suzano Papel e Celulose, e que lamenta o caos ocasionado pela demissão em massa de trabalhadores da cidade. “Estamos em situação de caos social, pois, dentro de quatro meses o nosso seguro desemprego vai acabar e como nós vamos ficar? Nós fizemos planos quando a Suzano veio para Monsenhor Gil, esperávamos estabilidade. Eu mesma, assim como várias outras trabalhadoras, contraí algumas dívidas, financiei minha casa e agora estou muito preocupada”, contou.
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