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Sindicato dos Urbanitários entra com ação contra Agespisa após divulgar salários de servidores

Durante assembleia a direção da entidade fez ainda uma denúncia de que esta semana aconteceu mais de 80 contratações de terceirizados.

O Sindicato dos Urbanitários do Piauí – SINTEPI entrou com ação contra a Companhia de Água e Esgoto do Piauí – Agespisa pela divulgação, de forma irregular, da renda dos trabalhadores à imprensa.

A divulgação aconteceu através do novo portal da transparência da Agespisa. A lista mostra ainda o nome de cada servidor, a sua função, quanto cada um ganha e os devidos descontos do INSS e IRRF, além de outros descontos. O presidente Antônio Filho, por exemplo, ganha pouco mais de R$ 12 mil. Os maiores salários são dos engenheiros, onde um chega a ganhar o salário bruto de R$ 28 mil.

De acordo com o SINTEPI, a direção da empresa agiu de forma leviana, colocando inclusive a segurança dos servidores em risco, ao revelar quanto cada um ganha. “Com está atitude, o novo presidente da Agespisa mostrou que no mínimo não está preparado para assumir tal função, pois ele deveria reunir os trabalhadores, conversar, agregar e não jogar a população com a empresa e seus servidores, como ele vem tentando fazer”, afirmou Francisco Marques, presidente do sindicato.

Imagem: DivulgaçãoServidores fazem protesto(Imagem:Divulgação)Servidores fazem protesto

Os trabalhadores estão em época de Campanha Salarial e aprovaram em assembleia a pauta de reivindicação do aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho 2012/2014. Eles esperam que a direção da empresa sente com o sindicato para negociar os direitos dos trabalhadores e trate a negociação de forma imparcial, sem misturar assuntos alheios à campanha. “Esperamos que nosso direitos sejam reconhecidos e que sejamos tratados com o respeito que merecemos”, disse Marques.

Durante assembleia a direção da entidade fez ainda uma denúncia de que esta semana aconteceu mais de 80 contratações de terceirizados. “Estas contratações que vão na contramão do que a empresa divulgou na imprensa, que a empresa precisaria de 3,5 bilhões para se reerguer”, declarou Francisco Ferreira. Segundo ele, a intenção é passar para a população que a empresa é inviável, mas na verdade o que preciso é gestão, entrosamento com os trabalhadores e corte com gastos desnecessários.

Outro lado

O GP1 conversou com a Assessoria de Imprensa da Agespisa que ficou de enviar um direito de resposta, o que não aconteceu até o fechamento da matéria. 

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