A Associação dos Militares do Piauí denunciou ao GP1 que uma Portaria expedida pelo Comandante do Policiamento do Interior determina uma mudança na jornada de trabalho e teria mostrado um posicionamento “ofensivo” à categoria.
“Policiais que durante a folga abandonam as cidades para as quais foram lotados, ficando estas à mercê da ação de criminosos. Isto, sem sombra de dúvidas é um quadro lamentável, que reflete descompromisso, irresponsabilidade e ultraje aos sentimentos éticos que devem pautar a vida do policial em função da atividade que escolheu”, diz trecho da Portaria.
Representantes da Associação caracterizaram a Portaria expedida pelo Coronel Lindomar Castilho de Melo como “posicionamento indecoroso e ofensivo para a classe”. A justificativa apresentada é de que o interior do Estado, principalmente, tem sido alvo da ação de criminosos que frequentemente praticam assaltos a bancos e agência dos correios e a fóruns de Justiça.
A portaria ainda estipula que o policial deve trabalhar 12 horas e folgar 36 ou ainda trabalhar 8h e folgar 24 horas. De acordo com representantes da Associação, em agosto de 2012, durante a paralisação da PM no movimento Polícia Legal, em acordo feito com o Governo, a jornada de trabalho dos policiais militares seria em escalas nos moldes de 24x 72h ou 12x36h, o acordo foi intermediado pelo então presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Edvaldo Moura e agora está sendo descumprido pela portaria citada.
“Trabalho no interior do estado e moro na capital. Com essa determinação, como poderei acompanhar a educação dos meus filhos e amparar minha família? Querem interferir até no que iremos fazer nos nossos dias de folga? E o lazer?”, citou o soldado A. J.S, que tem 26 anos de serviço e não se identificou temendo represálias.
Como iremos prestar um serviço de qualidade para o cidadão comum se os nossos direitos e garantias não são respeitados? Querem voltar à ditadura em pleno século XXI”, afirmou a soldado M.S.L.V.
"Lastimável é a postura do coronel que ofende toda uma classe formada por homens e mulheres honrados, dignos, que não medem esforços para proporcionar segurança para a população piauiense e são chamados por ele de irresponsáveis e descompromissados. Essas palavras ferem a nossa dignidade e não vamos tolerar atitudes como estas, já acionamos nossas assessorias jurídicas a fim de que as medidas judiciais cabíveis sejam tomadas", reiterou um representante dos militares no interior.
O Portal GP1 tentou contato com o Coronel Lindomar Castilho de Melo, mas o comandante não foi localizado para comentar a denúncia da Associação.
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“Policiais que durante a folga abandonam as cidades para as quais foram lotados, ficando estas à mercê da ação de criminosos. Isto, sem sombra de dúvidas é um quadro lamentável, que reflete descompromisso, irresponsabilidade e ultraje aos sentimentos éticos que devem pautar a vida do policial em função da atividade que escolheu”, diz trecho da Portaria.
Representantes da Associação caracterizaram a Portaria expedida pelo Coronel Lindomar Castilho de Melo como “posicionamento indecoroso e ofensivo para a classe”. A justificativa apresentada é de que o interior do Estado, principalmente, tem sido alvo da ação de criminosos que frequentemente praticam assaltos a bancos e agência dos correios e a fóruns de Justiça.
A portaria ainda estipula que o policial deve trabalhar 12 horas e folgar 36 ou ainda trabalhar 8h e folgar 24 horas. De acordo com representantes da Associação, em agosto de 2012, durante a paralisação da PM no movimento Polícia Legal, em acordo feito com o Governo, a jornada de trabalho dos policiais militares seria em escalas nos moldes de 24x 72h ou 12x36h, o acordo foi intermediado pelo então presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Edvaldo Moura e agora está sendo descumprido pela portaria citada.
“Trabalho no interior do estado e moro na capital. Com essa determinação, como poderei acompanhar a educação dos meus filhos e amparar minha família? Querem interferir até no que iremos fazer nos nossos dias de folga? E o lazer?”, citou o soldado A. J.S, que tem 26 anos de serviço e não se identificou temendo represálias.
Como iremos prestar um serviço de qualidade para o cidadão comum se os nossos direitos e garantias não são respeitados? Querem voltar à ditadura em pleno século XXI”, afirmou a soldado M.S.L.V.
"Lastimável é a postura do coronel que ofende toda uma classe formada por homens e mulheres honrados, dignos, que não medem esforços para proporcionar segurança para a população piauiense e são chamados por ele de irresponsáveis e descompromissados. Essas palavras ferem a nossa dignidade e não vamos tolerar atitudes como estas, já acionamos nossas assessorias jurídicas a fim de que as medidas judiciais cabíveis sejam tomadas", reiterou um representante dos militares no interior.
O Portal GP1 tentou contato com o Coronel Lindomar Castilho de Melo, mas o comandante não foi localizado para comentar a denúncia da Associação.
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