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Filha de servidora assassinada diz que confiou na Lei Maria da Penha e não foi protegida

Patrícia Sousa afirmou que estava revoltada porque não recebeu dos órgãos públicos a assistência que esperava quando fez a denúncia de que vinha sendo agredida há vários anos.

Filha da ex-servidora pública Iones Sousa, que teria sido assassinada pelo genro, Patrícia Sousa disse, hoje (13), na sessão da Assembleia Legislativa do Piauí, que foi agredida pelo marido durante 11 anos, que denunciou a violência à Polícia e ao Ministério Público porque confiou na Lei Maria da Penha e que não recebeu proteção do Estado. Ela assinalou que as agressões culminaram com a morte de sua mãe.

Patrícia Sousa afirmou que estava revoltada porque não recebeu dos órgãos públicos a assistência que esperava quando fez a denúncia de que vinha sendo agredida há vários anos. "Quando estive na delegacia, não fizeram caso, não tive proteção policial e o meu agressor continuou solto", acrescentou ela.

Sem citar nomes, Patrícia Sousa declarou que uma promotora chegou a lhe aconselhar a não denunciar o ex-marido por uma questão de humanidade e disse estar triste porque um juiz lhe tirou a guarda de um de seus três filhos. "Fugi de casa para não ser morta", declarou Patrícia Sousa, acentuando que recebeu apoio de sua mãe, Iones Sousa, que acabou sendo assassinada. Ela lamentou ainda que não tenham sido adotadas providências para implementação dos encaminhamentos sugeridos em audiência pública realizada na Assembleia para tratar sobre o seu caso.

A deputada Amparo Landim (PTB), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, informou que todos os encaminhamentos da audiência foram dirigidos aos órgãos responsáveis, como a Secretaria de Segurança. "A nossa comissão fez a sua parte e esperamos agora que as providências sejam tomadas", ressaltou ela.

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