O promotor de Justiça Fernando Ferreira dos Santos, que atua perante os Feitos da Fazenda Pública, ajuizou ação civil pública contra a Fundação Cultural do Piauí (FUNDAC), Bid Lima.
A Lei das Licitações permite que artistas sejam contratados diretamente pela Administração Pública, sem licitação, mas estabelece algumas condições: os profissionais devem estar consagrados pela crítica especializada e pela opinião pública; é necessário ainda que firmem o contrato pessoalmente ou através de empresário exclusivo.
Segundo a ação, a FUNDAC contratou a empresa Piauí Fest Empreendimentos por R$ 150 mil, e incluiu passagens, hospedagem, camarotes e geradores - itens que não podem ser contemplados com a inexigibilidade de licitação.
"Não foi apresentada comprovação de que a empresa contratada representa a banda em caráter exclusivo: a contratação se deu através de um intermediário, o que é vedado. Também não consta a pesquisa de mercado para delimitação do preço", explica Fernando Santos. O Ministério Público indicou ainda a necessidade de abertura de um processo administrativo formal para reconhecimento da consagração dos artistas.
As irregularidades constatadas configuram ato de improbidade administrativa, com lesão ao patrimônio público. Por isso, o Ministério Público requereu ao Poder Judiciário a aplicação das penalidades determinadas por lei: ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa e proibição de contratar com o Poder Público e receber benefícios ou incentivos fiscais.
Outro lado
O Portal GP1 entrou em contado com a presidente, Bid Lima, que informou que ainda não está sabendo da ação, pois ainda não foi informada. “Eu não tenho como falar nada, pois ainda não estou sabendo, o Ministério apenas me solicitou as documentações em relação ao evento e isso já está sendo organizado”, afirmou.
Curta a página do GP1 no facebook: http://www.facebook.com/PortalGP1
Imagem: Bárbara Rodrigues/GP1
Bid Lima da Fundac
O motivo é a contratação irregular da banda Parangolé para a reinauguração do Parque Potycabana, em Teresina. De acordo com o Ministério Público, a FUNDAC violou a Lei da Cultura Limpa, Lei Estadual nº 6.291/1, que proíbe a utilização de recursos públicos para realização de eventos culturais que possam apresentar conteúdo depreciativo ou constrangedor, que incentive ou faça apologia à homofobia, drogas, prostituição de menores e qualquer forma de discriminação ou violência, principalmente contra a mulher. A Promotoria de Justiça também apontou irregularidades no procedimento utilizado para a contratação.
Bid Lima da FundacA Lei das Licitações permite que artistas sejam contratados diretamente pela Administração Pública, sem licitação, mas estabelece algumas condições: os profissionais devem estar consagrados pela crítica especializada e pela opinião pública; é necessário ainda que firmem o contrato pessoalmente ou através de empresário exclusivo.
Segundo a ação, a FUNDAC contratou a empresa Piauí Fest Empreendimentos por R$ 150 mil, e incluiu passagens, hospedagem, camarotes e geradores - itens que não podem ser contemplados com a inexigibilidade de licitação.
"Não foi apresentada comprovação de que a empresa contratada representa a banda em caráter exclusivo: a contratação se deu através de um intermediário, o que é vedado. Também não consta a pesquisa de mercado para delimitação do preço", explica Fernando Santos. O Ministério Público indicou ainda a necessidade de abertura de um processo administrativo formal para reconhecimento da consagração dos artistas.
Imagem: Divulgação
Promotor Fernando Santos
Promotor Fernando SantosAs irregularidades constatadas configuram ato de improbidade administrativa, com lesão ao patrimônio público. Por isso, o Ministério Público requereu ao Poder Judiciário a aplicação das penalidades determinadas por lei: ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa e proibição de contratar com o Poder Público e receber benefícios ou incentivos fiscais.
Outro lado
O Portal GP1 entrou em contado com a presidente, Bid Lima, que informou que ainda não está sabendo da ação, pois ainda não foi informada. “Eu não tenho como falar nada, pois ainda não estou sabendo, o Ministério apenas me solicitou as documentações em relação ao evento e isso já está sendo organizado”, afirmou.
Curta a página do GP1 no facebook: http://www.facebook.com/PortalGP1
Ver todos os comentários | 0 |