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Coleta seletiva de lixo garante renda para várias famílias em Associação em Teresina

Para os integrantes da Associação é primordial a colaboração da população no processo seletivo do lixo

Em pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), constatou-se que o número de cidades brasileiras com coleta seletiva de lixo mais que dobrou nos últimos 10 anos. Mas, apesar do avanço, segundo os dados, mais de 60% das cidades brasileiras não possuem qualquer atividade de coleta seletiva de lixo. O estudo revela ainda que no Piauí, apenas duas cidades têm coleta seletiva, e Teresina é a única que tem coleta em todo o território e tem o material reciclado.
Imagem: DivulgaçãoColeta de lixo(Imagem:Divulgação)Coleta de lixo

Preocupada com a evolução das políticas públicas de saneamento ambiental e com a melhoria do serviço, a Sustentare Engenharia Ambiental, empresa que presta serviço para a Prefeitura de Teresina, responsável pela limpeza pública, está reestruturando o sistema de coleta seletiva de lixo em pontos estratégicos da cidade. Para Fernando Góis, gerente da Sustentare, os maiores beneficiados por esse sistema são o meio ambiente e a saúde da população.

“O tratamento e a destinação adequados do lixo coletado são condições essenciais para a preservação da qualidade ambiental e da saúde da população, facilitando o controle e a redução de vetores e, por conseguinte, das doenças causadas por eles. A coleta seletiva, em especial, é importante pelo fato de separar os materiais recicláveis, de forma que os mesmos possam ser corretamente processados e transformados em novos produtos. O sistema também gera emprego e renda para a população que depende da comercialização do material selecionado para a reciclagem. Atualmente estamos encaminhando esse material para a Associação Trapeiros de Emaús, para que possa ser reaproveitado”, explica Góis.

O gerente afirma ainda que uma sociedade consciente e bem educada não gera lixo e sim materiais para reciclar. “A coleta seletiva contribui para a melhoria do meio ambiente na medida em que diminui a exploração de recursos naturais; reduz o consumo de energia; prolonga a vida útil dos aterros sanitários; diminui o desperdício; diminui os gastos com limpeza pública e possibilita a reciclagem de materiais que iriam para o lixo. Portanto, a coleta seletiva de lixo aparece não como a solução final, mas como uma das possibilidades de redução do problema com o lixo”, destaca o gerente da Sustentare.

Preocupados com a destinação final do material reciclável e com o tratamento, o lixo reciclável de Teresina está sendo tratado pela Associação Emaús, que trata o lixo reciclável. “Nós da Emaús, desde que conhecemos a coleta da Prefeitura de Teresina, buscamos a parceria. Eles vieram até nosso local de reciclagem e nos passaram quais as condições para mandarem para cá o material reciclável. Após organizamos, foi feita a parceria. E agora estamos recebendo mais material, e que apesar de ser muito baixo o nosso custo para vender, já ajuda nosso orçamento, e nós colaboramos com o meio ambiente”, afirmou Antônio Francisco, que trabalha desde 2004 na entidade.

Para os integrantes da Associação é primordial a colaboração da população neste processo seletivo do lixo. Por isso, os trabalhadores fazem um pedido a população. “Pedimos que as pessoas separem o lixo reciclável, papel, vidro, plástico, metal, do lixo orgânico. Não coloquem o lixo orgânico nos locais de depósito de lixo reciclável. Porque eles são coletados em carros diferentes e tem destinos diferentes. No local do lixo reciclável, tem mostrando quais os materiais que devem ser colocados lá”, solicita Antônio Francisco em nome dos coletores de material reciclável.

Além de manter a cidade limpa, a Sustentare também dispõe de uma equipe de educação ambiental, que desenvolve contínuos trabalhos de conscientização e sensibilização da população em torno da importância socioambiental que a coleta seletiva representa para a cidade.

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