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Corregedoria Geral de Justiça do Estado do Piauí visitará sistema prisional mineiro

O sistema de Minas Gerais tem experiência pioneira em matéria de execução penal

Por recomendação do Juiz Dr. Marcelo Menezes Loureiro, Coordenador do Mutirão Carcerário, que o CNJ realiza no Piauí, a Corregedoria Geral de Justiça visitará o sistema prisional mineiro, que tem experiência pioneira em matéria de execução penal, o que já é aplicado em pelo menos 13 (treze) outros países, além do Brasil.

Nas unidades modelos de Minas Gerais, dentre as quais se destaca a de Itaúna, a execução penal, isto é, o cumprimento das penas pelos presos já definitivamente condenados, dá-se por meio do método APAC.

Pelo método APAC, os presos, que são chamados de recuperandos, são responsáveis pelo cumprimento das penas deles nas respectivas unidades prisionais, colaborando com a segurança e a disciplina dentro do presídio, tendo como suporte funcionários, voluntários, sem a presença de policiais e agente penitenciários.

Imagem: ReproduçãoCorregedoria Geral de Justiça do Estado do Piauí visitará sistema prisional mineiro(Imagem:Reprodução)Corregedoria Geral de Justiça do Estado do Piauí visitará sistema prisional mineiro

A metodologia da APAC, para fins de execução penal, fundamenta-se em disciplina rígida, que tem como princípios basilares respeito, ordem, trabalho e envolvimento da família do sentenciado.

Ressalte-se que, pelo método APAC, o sentenciado cumpre pena em penitenciária de pequeno porte, com 100 vagas, em média, dentro das quais os recuperandos recebem assistência espiritual, médica, psicológica e jurídica, prestadas pela comunidade.

Uma das vitórias da metodologia APAC, em matéria de execução penal, é a redução dos índices de reincidência, que, no sistema carcerário comum, é de 85% (oitenta e cinco por cento), enquanto pelo método APAC esses índices baixam para 15% (quinze por cento) dos egressos do sistema penitenciário.

O Coordenador do Mutirão Carcerário do CNJ no Piauí, juiz Marcelo Loureiro, na companhia do Corregedor Geral de Justiça do Piauí, Des. Francisco Antônio Paes Landim Filho, já visitou o Governador do Estado do Piauí, Dr. Wilson Martins, que se mostrou interessado em conhecer a aplicação do método APAC, em Minas Gerais.

De igual modo, essas autoridades visitaram o Arcebispo de Teresina, Dom Jacinto Furtado Brito Sobrinho, visando também engajar a Igreja Católica, além de outras confissões religiosas nesse projeto que se cogita implantar também no Estado do Piauí.

A APAC – Associação de Proteção e Assistência aos Condenados é uma entidade civil de direito privado, dedicada à recuperação e à reintegração social de presos que foram condenados a penas privativas de liberdade, e opera como auxiliar do Poder executivo e do Poder Judiciário em matéria de execução penal.

Vários países já adotaram essa metodologia no cumprimento das penas privativas de liberdade, como, por exemplo, Estados Unidos, Nova Zelândia e Noruega, a partir da experiência do método da APAC nos Estados de São Paulo e Minas Gerais.

A Corregedoria Geral de Justiça está convidando a Secretaria de Justiça, a OAB, o Ministério Público e a Defensoria Pública para o conhecimento dessa experiência em Minas Gerais para fins de estudo e familiarização com o método APAC.

Na mesma oportunidade, os visitantes da experiência mineira estarão conhecendo os serviços de atendimento ao infrator portador de doença ou sofrimento mental implantados também em Minas Gerais, com o objetivo de trazer os frutos dessa experiência para o sistema prisional piauiense.

Toda essa ação da Corregedoria de Justiça do Piauí, com o apoio do Juiz Coordenador do Mutirão do CNJ, Dr. Marcelo Loureiro, tem por objetivo não somente organizar o sistema penal piauiense, como também, humanizar o cumprimento da pena nos presídios locais, a fim de que a execução da pena não se limite a punir o infrator, mas recuperá-lo para a vida em sociedade.

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