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Associação dos Magistrados Piauienses apoia o movimento Polícia Legal

"Estamos irmanados com o movimento Polícia Legal porque também conhecemos na pele o que são sobrecarga de trabalho, poucos servidores e acúmulo de processos", disse o presidente

A Associação dos Magistrados Piauienses manifestou-se favoravelmente ao movimento Polícia Legal, deflagrado no último mês de abril por agentes, escrivães, peritos e demais profissionais da instituição que buscam corrigir deficiências no desempenho de funções, bem como melhorar as condições de trabalho de policiais civis no Piauí.

Após reunião com um grupo de policiais civis, o presidente da Amapi, José Airton Medeiros, enfatiza que o movimento não tem caráter grevista e que os policiais civis de todo o Estado desempenham suas funções de modo precário, muitas vezes até correndo risco de vida. “Estes servidores querem, apenas, mostrar as dificuldades enfrentadas no dia a dia das delegacias, exercendo, invariavelmente, atribuições não inerentes aos cargos que ocupam. O movimento, portanto, é mais que justo”, declara.
Imagem: ReproduçãoJosé Airton Medeiros(Imagem:Reprodução)José Airton Medeiros
Para José Airton, a busca por melhores condições de trabalho tem sido uma constante não apenas dos servidores da Polícia Civil, mas também de juízes e servidores do Poder Judiciário piauiense. “Estamos irmanados com o movimento Polícia Legal porque também conhecemos na pele o que são sobrecarga de trabalho, poucos servidores e acúmulo de processos. E esses problemas não são culpa de juízes e policiais, mas de gestão”, defende o presidente da Amapi.

No último mês de junho, o desembargador Raimundo Nonato da Costa Alencar considerou legítimo o movimento Polícia Legal. Ele declarou que o Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Piauí defende, também, os interesses dos piauienses em geral, na medida em que expôs os sérios problemas da segurança pública do Piauí.

A partir do movimento Polícia Legal, passou-se a exigir do Governo do Estado condições legais para que a categoria pudesse desempenhar suas funções constitucionais. Para o presidente da Amapi, o movimento deve contribuir para a melhoria da segurança pública no Estado.

"A possibilidade de conflitos entres agentes, escrivães e outros servidores com os delegados somente piorará a qualidade do serviço prestado à sociedade pela Polícia Civil, cuja atuação coesa e forte é imprescindível ao combate ao crime em todo o Estado do Piauí. Acreditamos que todos os integrantes da Polícia Civil são conscientes da relevante função que exercem e encontrarão meios de superar estas dificuldades", finaliza José Airton Medeiros.

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