Em mais uma reunião com o Secretário Estadual de Administração, Paulo Ivan, os Policiais Civis do Piauí tiveram sua proposta de aumento salarial negada pelo Governo do Estado na tarde desta quarta-feira (24).
“Na quinta-feira (18) passada aconteceu uma reunião com o secretário e mais uma comissão de policiais e outra de deputados, entre eles, Marden Menezes (PSDB), Antônio Félix (PSD) e o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Ismar Marques (PSB), da qual ficou acordado que o Paulo Ivan levaria nossa proposta de aumento em 40% com relação ao salário do delegado de polícia em 2015, hoje o secretário nos informa que o governador não aceitou a proposição”, explica o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Cristiano Ribeiro.
A proposta apresentada pelo governo foi de R$ 1800 para agentes iniciais em parcelas divididas durante quatro anos. "Essa proposição do Estado já foi recusada duas vezes por unanimidade", conta.
Os Policiais Civis recebem 25% do valor que o Estado paga a um delegado, que em 2015 terá o salário na faixa de R$ 19 mil. A categoria pleiteava inicialmente que essa porcentagem alcançasse 60%, mas baixou o valor para 40% visando o acordo com o Governo, o que não aconteceu.
Atualmente o salário de um policial civil em início de carreira é de R$ 2.600, caso o aumento de 40% fosse concedido pelo Governo, essa cifra ficaria em torno de R$ 4.800 e o policial em fim de carreira, com mais de 30 anos de serviço prestado, receberia R$ 7 mil reais, segundo cálculos do Sinpolpi, que ressalta também o imposto pago pelo delegado. “O que o delegado paga de imposto é mais do que recebe um policial civil hoje, essa diferença salarial é um abismo”, comenta.
Polícia Legal
O Sinpolpi avisa que o Movimento Polícia Legal vai continuar e mais forte agora, pois a declaração do Governo causou revolta na categoria. “Vamos mostrar as mazelas da segurança piauiense, o policial civil não tem munição para trabalhar, nem colete à prova de bala ou viaturas adequadas com carro-cela e também nenhum policial do estado possui o curso de direção especializada, por exemplo, nos plantões atuais só existem no máximo dois policiais quando o básico seriam seis, isso já existiu aqui, hoje não tem mais”, revela Cristiano.
Ainda segundo o sindicato, a Academia de Polícia do Piauí (Acadepol) não realiza cursos para os policiais há mais de cinco anos. “Hoje não há investigação, os Boletins de Ocorrência ficam só no registro porque não há condições de investigar, nosso movimento conta com o apoio do Ministério Público, da OAB-PI, foi reconhecido como um movimento legalizado pelo Tribunal de Justiça, temos apoio também da Assembleia Legislativa, inclusive do líder do Governo e só o governador tenta remar contra tudo e contra todos”, desabafa.
Cristiano Ribeiro, após transmitir o resultado da reunião com o secretário aos sindicalizados presentes na Secretaria Estadual de Administração, afirmou que irá solicitar à Alepi uma CPI para investigar os gastos na Secretaria de Segurança. “Vamos abrir a caixa preta da segurança do piauí, a secretaria de segurança se transformou em um feudo nos últimos dez anos, queremos saber como estão sendo geridos os gastos, recursos, repasses, licitações e convênios da pasta”, disse sob aplausos dos companheiros.
Ordem de missão
Outro problema pontuado pelo Sinpolpi após a reunião com Paulo Ivan foi a ordem de missão. “Não façamos nenhum tipo de serviço, nenhuma investigação sem a ordem de missão, pois já houve amigos que perderam o emprego por estarem em campo sem a assinatura da ordem de missão, o delegado responsável dizia apenas que não sabia do caso e o companheiro acabava perdendo o emprego", contou.
Outro lado
Questionado pelo resultado da reunião desta quarta-feira (24), o secretário Paulo Ivan apenas afirmou que não houve acordo. "Infelizmente não houve entendimento e ainda não há outra reunião agendada", disse.
Curta a página do GP1 no facebook: http://www.facebook.com/PortalGP1
“Na quinta-feira (18) passada aconteceu uma reunião com o secretário e mais uma comissão de policiais e outra de deputados, entre eles, Marden Menezes (PSDB), Antônio Félix (PSD) e o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Ismar Marques (PSB), da qual ficou acordado que o Paulo Ivan levaria nossa proposta de aumento em 40% com relação ao salário do delegado de polícia em 2015, hoje o secretário nos informa que o governador não aceitou a proposição”, explica o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Cristiano Ribeiro.
A proposta apresentada pelo governo foi de R$ 1800 para agentes iniciais em parcelas divididas durante quatro anos. "Essa proposição do Estado já foi recusada duas vezes por unanimidade", conta.
Imagem: Valciãn Calixto/GP1
Cristiano Ribeiro, presidente do Sinpolpi, ao centro com papel na mão
Cristiano Ribeiro, presidente do Sinpolpi, ao centro com papel na mãoOs Policiais Civis recebem 25% do valor que o Estado paga a um delegado, que em 2015 terá o salário na faixa de R$ 19 mil. A categoria pleiteava inicialmente que essa porcentagem alcançasse 60%, mas baixou o valor para 40% visando o acordo com o Governo, o que não aconteceu.
Atualmente o salário de um policial civil em início de carreira é de R$ 2.600, caso o aumento de 40% fosse concedido pelo Governo, essa cifra ficaria em torno de R$ 4.800 e o policial em fim de carreira, com mais de 30 anos de serviço prestado, receberia R$ 7 mil reais, segundo cálculos do Sinpolpi, que ressalta também o imposto pago pelo delegado. “O que o delegado paga de imposto é mais do que recebe um policial civil hoje, essa diferença salarial é um abismo”, comenta.
Polícia Legal
O Sinpolpi avisa que o Movimento Polícia Legal vai continuar e mais forte agora, pois a declaração do Governo causou revolta na categoria. “Vamos mostrar as mazelas da segurança piauiense, o policial civil não tem munição para trabalhar, nem colete à prova de bala ou viaturas adequadas com carro-cela e também nenhum policial do estado possui o curso de direção especializada, por exemplo, nos plantões atuais só existem no máximo dois policiais quando o básico seriam seis, isso já existiu aqui, hoje não tem mais”, revela Cristiano.
Imagem: Valciãn Calixto/GP1
Sinpolpi
SinpolpiAinda segundo o sindicato, a Academia de Polícia do Piauí (Acadepol) não realiza cursos para os policiais há mais de cinco anos. “Hoje não há investigação, os Boletins de Ocorrência ficam só no registro porque não há condições de investigar, nosso movimento conta com o apoio do Ministério Público, da OAB-PI, foi reconhecido como um movimento legalizado pelo Tribunal de Justiça, temos apoio também da Assembleia Legislativa, inclusive do líder do Governo e só o governador tenta remar contra tudo e contra todos”, desabafa.
Cristiano Ribeiro, após transmitir o resultado da reunião com o secretário aos sindicalizados presentes na Secretaria Estadual de Administração, afirmou que irá solicitar à Alepi uma CPI para investigar os gastos na Secretaria de Segurança. “Vamos abrir a caixa preta da segurança do piauí, a secretaria de segurança se transformou em um feudo nos últimos dez anos, queremos saber como estão sendo geridos os gastos, recursos, repasses, licitações e convênios da pasta”, disse sob aplausos dos companheiros.
Imagem: Valciãn Calixto/GP1
Policiais Civis na frente da SEAD
Policiais Civis na frente da SEADOrdem de missão
Outro problema pontuado pelo Sinpolpi após a reunião com Paulo Ivan foi a ordem de missão. “Não façamos nenhum tipo de serviço, nenhuma investigação sem a ordem de missão, pois já houve amigos que perderam o emprego por estarem em campo sem a assinatura da ordem de missão, o delegado responsável dizia apenas que não sabia do caso e o companheiro acabava perdendo o emprego", contou.
Imagem: Valciãn Calixto/GP1
Secretário de Administração, Paulo Ivan
Secretário de Administração, Paulo IvanOutro lado
Questionado pelo resultado da reunião desta quarta-feira (24), o secretário Paulo Ivan apenas afirmou que não houve acordo. "Infelizmente não houve entendimento e ainda não há outra reunião agendada", disse.
Curta a página do GP1 no facebook: http://www.facebook.com/PortalGP1
Ver todos os comentários | 0 |