Fechar
GP1

Piauí

Secretário Warton Santos organiza convenção coletiva de trabalhadores da cera de carnaúba

Como muitos empresarios revelaram dificuldade para assinar carteiras, Paula Mazulo sugeriu que eles criem um consórcio que ficaria responsável por isto.

Organizada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico - Sedet, foi realizada na tarde desta terça-feira (02) a I Convenção Coletiva dos patrões e trabalhadores no extrativismo vegetal da cera de carnaúba, o segundo maior produto de exportação do Estado do Piauí, perdendo apenas para a soja. Infelizmente "neste setor reina o espaço da escravização e da mutilação dos trabalhadores", segundo a superintendente do MTE, Paula Mazulo.
Imagem: Divulgação Sedet organiza convenção coletiva de trabalhadores na cera de carnaúba(Imagem:Divulgação )Sedet organiza convenção coletiva de trabalhadores na cera de carnaúba
Realizada no auditório da Defensoria Publica do Estado, à audiência pública compareceram representantes de sindicatos rurais, Fetag - Federação dos Trabalhadores na Agricultura; FAET - Federação da Agricultura do Estado e dos produtores de cera de carnaúba; do Ministério do Trabalho e Emprego, a superintendente Paula Mazulo e o secretário Warton Santos, da Sedet.

Ao abrir a convenção coletiva dos trabalhadores da cera, o secretário Warton explicou que aquela era uma forma de contribuição do Governo do Estado para o início da busca de soluções para acabar com os conflitos existentes no setor e também para melhorar as condições de vida dos envolvidos na produção, colheita e venda da cera de carnaúba no Estado.

O governo, segundo Warton, tem procurado ajudar com a mecanização da produção, como é o caso dos secadores solares idealizados e produzidos pela Universidade Federal. Este equipamento vai aumentar em 30 por cento a produtividade da cera de carnaúba no Estado.

Em seguida falaram o representante dos empresários, Catarino Mendes Barbosa; o lavrador Simão, da diretoria da Fetag; o produtor Carlos Augusto Carneiro, o Cau, da Federação da Agricultura, todos revelando disposição de buscarem um consenso para acabar com os conflitos do setor. Todos defenderam o bom senso como primordial para a solução, chegando até a um consenso estranho: nenhum dos representantes das três classes - trabalhador, comerciante e proprietário de terras - reconheceu a existência de trabalho escravo no setor de extrativismo da cera do Piauí.

Contrariando a todos, a superintendente do Ministério do Trabalho, Paula Mazulo, disse sim que o trabalho na exploração da cera de carnaúba no Piauí e nos demais estados onde ele ocorre, "reina o espaço da escravização e da total servidão". Ela disse que não dá pra fazer concessões nas questões trabalhistas deste setor; não é possível um TAC - Termo de Ajuste de Conduta como propôs o representante dos empresários e explicitou que só existe uma saída: assinar a carteira de trabalho, mesmo que temporariamente. Esta é a única forma de garantir a pensão dos mutilados.

Como muitos empresarios revelaram dificuldade para assinar carteiras, Paula Mazulo sugeriu que eles criem um consórcio que ficaria responsável por isto.

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.