Mais uma operação de fiscalização da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMAR resultou na apreensão de equipamentos e madeira, lacre de um matadouro, destruição de fornos e embargo de loteamentos. A operação denominada “Aroeira Dois” aconteceu na região Sul do Estado, após registro de denúncias feitas junto a SEMAR. Uma equipe formada por fiscais do órgão e policiais militares percorreu a região do município Morro Cabeça no Tempo, onde ficou constatada a exploração ilegal de aroeira, espécie que está protegida por lei.
No total foram apreendidas 240 estacas de aroeiras e 40 toras já beneficiadas e prontas para o transporte. Toda a madeira estava sendo colocada em depósitos no meio da mata. “Quando chegamos aos acampamentos, os madeireiros fugiram utilizando-se de armas de fogos. Nos acampamentos encontramos moto-serra, motocicletas, uma grande quantidade de alimentos e água, redes para dormir e todo o material que garantiria a manutenção no meio da mata, por pelo menos uma semana”, ressalta o fiscal ambiental Francisco Mascarenha.
Os fiscais percorreram toda a região em busca de mais acampamentos e encontraram depósitos de madeira. Também foram notificados dois loteamentos irregulares. Estes foram embargados por falta de documentação de licenciamento e/ou execução de serviços em desacordo com licença expedida.
A região do município Morro Cabeça no Tempo vem sendo constantemente, explorada pelos madeireiros, com o desmate ilegal da espécie aroeira. O fiscal Renato Nogueira explica que alguns madeireiros passam dias, semanas acampados na mata realizando o corte das árvores que é de grande valor comercial, utilizada, principalmente, na construção de imóveis.
A aroeira é uma árvore que pode atingir mais de 20 metros de altura e é uma espécie ameaçada de extinção, protegida por lei federal. Quem realiza corte desta espécie de maneira ilegal, poderá ser responsabilizado criminalmente. Além disso, o indivíduo que infringir a lei estará sujeito à multa.
O tráfico da madeira é destinado para a região dos estados da Bahia, Minas Gerais e São Paulo. “Realizamos a operação acompanhados da Polícia Ambiental, mas não conseguimos efetuar prisões. A multa para este tipo de crime ambiental, considerando uma área superior a 100 hectares, é de R$ 90 mil”, disse Mascarenhas.
A área fiscalizada pela equipe da SEMAR é de difícil acesso, no meio da mata. Um trabalho minucioso que requer estratégia e apoio da população. Muitos dos crimes ambientais são registrados pela população, junto a SEMAR, através de denuncias que podem ser feitas, através do telefone (86) 9937-4153.
Além da madeira apreendida, os fiscais da SEMAR lacraram um matadouro particular na região de Uruçuí. O mesmo já havia sido embargado e descumpria uma determinação da SEMAR, com a continuidade dos serviços. A multa aplicada é no R$ 50 mil.
Toda a madeira apreendida deverá ser doada para instituições sem fins lucrativos. Já os equipamentos como: moto-serra, motocicletas, dentre outros, estão no Parque Zoobotânico. Os proprietários poderão resgatá-lo mediante sua apresentação junto à SEMAR.
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Imagem: Ascom
Madeira apreendida
Madeira apreendidaNo total foram apreendidas 240 estacas de aroeiras e 40 toras já beneficiadas e prontas para o transporte. Toda a madeira estava sendo colocada em depósitos no meio da mata. “Quando chegamos aos acampamentos, os madeireiros fugiram utilizando-se de armas de fogos. Nos acampamentos encontramos moto-serra, motocicletas, uma grande quantidade de alimentos e água, redes para dormir e todo o material que garantiria a manutenção no meio da mata, por pelo menos uma semana”, ressalta o fiscal ambiental Francisco Mascarenha.
Os fiscais percorreram toda a região em busca de mais acampamentos e encontraram depósitos de madeira. Também foram notificados dois loteamentos irregulares. Estes foram embargados por falta de documentação de licenciamento e/ou execução de serviços em desacordo com licença expedida.
Imagem: Ascom
Madeira ilegal
Madeira ilegalA região do município Morro Cabeça no Tempo vem sendo constantemente, explorada pelos madeireiros, com o desmate ilegal da espécie aroeira. O fiscal Renato Nogueira explica que alguns madeireiros passam dias, semanas acampados na mata realizando o corte das árvores que é de grande valor comercial, utilizada, principalmente, na construção de imóveis.
A aroeira é uma árvore que pode atingir mais de 20 metros de altura e é uma espécie ameaçada de extinção, protegida por lei federal. Quem realiza corte desta espécie de maneira ilegal, poderá ser responsabilizado criminalmente. Além disso, o indivíduo que infringir a lei estará sujeito à multa.
Imagem: Ascom
Madeira ilegal
Madeira ilegalO tráfico da madeira é destinado para a região dos estados da Bahia, Minas Gerais e São Paulo. “Realizamos a operação acompanhados da Polícia Ambiental, mas não conseguimos efetuar prisões. A multa para este tipo de crime ambiental, considerando uma área superior a 100 hectares, é de R$ 90 mil”, disse Mascarenhas.
A área fiscalizada pela equipe da SEMAR é de difícil acesso, no meio da mata. Um trabalho minucioso que requer estratégia e apoio da população. Muitos dos crimes ambientais são registrados pela população, junto a SEMAR, através de denuncias que podem ser feitas, através do telefone (86) 9937-4153.
Além da madeira apreendida, os fiscais da SEMAR lacraram um matadouro particular na região de Uruçuí. O mesmo já havia sido embargado e descumpria uma determinação da SEMAR, com a continuidade dos serviços. A multa aplicada é no R$ 50 mil.
Toda a madeira apreendida deverá ser doada para instituições sem fins lucrativos. Já os equipamentos como: moto-serra, motocicletas, dentre outros, estão no Parque Zoobotânico. Os proprietários poderão resgatá-lo mediante sua apresentação junto à SEMAR.
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