Um livro escrito especialmente para crianças, mas que pode ser lido por pessoas de outras idades. “Zé Corisco e seus amores” narra a história de Teresina e percorre os lugares que atrai os olhares e a admiração de quem mora ou de que já teve a oportunidade de visitar a cidade.
A escritora Elci Martins, que afirma não ser poetisa, nem repentista e sim, cordelista, decidiu publicar um livro que despertasse a curiosidade das crianças teresinenses. A partir desse desejo, a autora escreveu versos em cordel. Segundo ela, o cordel é uma linguagem peculiar do Nordeste e que, infelizmente, não é tão conhecida e apreciada pelo público infantil.
Nascida em Jerumenha, Elci reside na Capital desde os nove anos de idade. “Tenho muito carinho por Jerumenha e sou filha adotiva de Teresina, mas considero a cidade como minha terra natal, pois aqui me casei, tive filhos e netos”, conta.
Auditora fiscal, com formação em Ciências Econômicas, a cordelista afirma que aos quatro anos de idade, já escrevia cartas, prosas e cordéis. Ela lembra uma das primeiras cartas que escreveu. “Com quatro ou cinco anos, fui à cozinha e peguei uma lata de manteiga para fazer um bolo. E a manteiga acabou derramando sobre o meu vestido rosa. Eu gostava tanto daquele vestido, que pretendia usá-lo na missa do domingo. Fiquei preocupada com a situação e decidi escrever uma carta para Jesus: ‘Meu bom Jesus, de todo o meu coração eu te peço: Faz com que saia a manteiga que caiu no vestido. E que minha mamãe me deixe usar esse vestido no domingo’. E depois, fiquei surpreendida com a reação de minha mãe. Ao invés dela reclamar pelo que houve, ela preferiu guardar a carta”, relembra Elci.
A homenagem
Além do incentivo dos pais para escrever, Elci contou com o apoio de sua irmã, Eldina Martins, para a criação e produção do livro “Zé Corisco e seus amores”. “Minha irmã disse para eu escrever algo em homenagem a Teresina. E que criasse um mascote, Zé Corisco, para as crianças. Ela ainda enfatizou que o livro deveria ser escrito em versos, narrando a história da cidade, desde sua criação até os dias atuais”, confessa a autora.
Ao reconhecer o talento da irmã, Eldina incentivou ela a escrever um livro infantil homenageando a Capital. “Ano passado, tive o prazer de conhecer o trabalho de Jônatas, que é um excelente cartunista. Então, como Teresina fazia 160 anos, tive a ideia de juntar as potencialidades de Elci com o talento de Jônatas e criar esse simpático personagem, Zé Corisco, um pescador, morador da Chapada do Corisco, que viu sua terra florescer e se transformar numa grande cidade”, destaca Eldina .
Os personagens do livro possuem características distintas, mas têm em comum o amor pela cidade. Teresa e Cristina existem apenas na imaginação de Zé Corisco. Os nomes dados a elas prestam uma homenagem à imperatriz Teresa Cristina. A personagem Teresa é vaidosa, gosta de tecnologia, como ipads, computadores e redes sociais, enquanto Cristina é brejeira e conserva as tradições e a cultura nordestina. De acordo com a cordelista, Teresa representa os avanços tecnológicos nas áreas da saúde (a capital representa um dos polos mais importantes do país), da educação e da construção civil. Já quanto à brejeirice de Cristina, Teresina é reconhecida por ser uma capital acolhedora e que ainda mantém seus costumes.
Outro personagem de destaque é Né da Mocha, que representa o vaqueiro de Oeiras. Né faz uma visita ao seu amigo Zé Corisco e, durante sua estadia em Teresina, conhece a Ponte Estaiada, o Poty Velho e vários outros pontos turísticos. A intenção da cordelista, ao reunir os dois personagens, foi trazer à memória dos piauienses o relato histórico da transferência da capital. “Não podemos falar de Teresina, sem mencionar o município de Oeiras”, destaca Elci.
“Zé Corisco e seus amores” foi ilustrado pelo cartunista Jônatas Almeida, que já divulgou seus trabalhos em várias edições do Salão de Humor do Piauí e em outros eventos pelo Brasil. Em relação ao livro, Jônatas se atentou a desenhar os personagens de acordo com as características citadas pela autora.
O cartunista que nasceu em Guadalupe, no Piauí, mas que mora há mais de vinte anos em Teresina, declara seu amor por Teresina, principalmente o centro da cidade. “Este é o meu lugar, aqui me sinto acolhido e encontro mais oportunidades profissionais”, frisa Jônatas.
Cordel: linguagem simples e educativa
Desde criança, Elci lia cordéis sobre os cangaceiros e outros personagens nordestinos. A partir daí, ela começou a escrever também em cordel. Para a escritora, “o cordel influencia a nossa literatura desde o tempo do Brasil Colônia. Até porque nessa época, a taxa de analfabetismo era muito grande. Então quem lia, narrava os fatos da política, da economia e outros para quem não sabia ler”. E movida por esta paixão, ela escreveu versos que podem ser lidos e ouvidos por crianças, adultos e idosos.
Segundo a autora, “Zé Corisco e seus amores” foi divulgado em algumas escolas particulares de Teresina. Com apenas nove anos de idade, a estudante Laura Cortez, declara que seu personagem preferido é Teresa. “Gosto de Teresa, porque ela é extrovertida e gosta muito de tecnologia e de passear no shopping”, destaca a garota. Por meio desta leitura, Laura conheceu pela primeira vez o cordel e declarou que se apaixonou desde então.
Elci Martins, que completou 60 anos em janeiro, está analisando a possibilidade de publicar outro livro, mas desta vez será escrito em prosa. “Eu tenho vontade de escrever em prosa e de relatar as tiradas e as brincadeiras infantis, devido às crianças dizerem coisas engraçadas, inocentes”.
Além de homenagear Teresina no livro, Elci continou a declarar seu amor por Teresina: “Esta cidade me acolheu como filha. Aqui eu tive várias oportunidades. Estudei aqui, conheci meu marido aqui e minhas raízes sempre estarão aqui. Eu sou muito grata a esta terra”, finaliza.
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A escritora Elci Martins, que afirma não ser poetisa, nem repentista e sim, cordelista, decidiu publicar um livro que despertasse a curiosidade das crianças teresinenses. A partir desse desejo, a autora escreveu versos em cordel. Segundo ela, o cordel é uma linguagem peculiar do Nordeste e que, infelizmente, não é tão conhecida e apreciada pelo público infantil.
Nascida em Jerumenha, Elci reside na Capital desde os nove anos de idade. “Tenho muito carinho por Jerumenha e sou filha adotiva de Teresina, mas considero a cidade como minha terra natal, pois aqui me casei, tive filhos e netos”, conta.
Auditora fiscal, com formação em Ciências Econômicas, a cordelista afirma que aos quatro anos de idade, já escrevia cartas, prosas e cordéis. Ela lembra uma das primeiras cartas que escreveu. “Com quatro ou cinco anos, fui à cozinha e peguei uma lata de manteiga para fazer um bolo. E a manteiga acabou derramando sobre o meu vestido rosa. Eu gostava tanto daquele vestido, que pretendia usá-lo na missa do domingo. Fiquei preocupada com a situação e decidi escrever uma carta para Jesus: ‘Meu bom Jesus, de todo o meu coração eu te peço: Faz com que saia a manteiga que caiu no vestido. E que minha mamãe me deixe usar esse vestido no domingo’. E depois, fiquei surpreendida com a reação de minha mãe. Ao invés dela reclamar pelo que houve, ela preferiu guardar a carta”, relembra Elci.
A homenagem
Além do incentivo dos pais para escrever, Elci contou com o apoio de sua irmã, Eldina Martins, para a criação e produção do livro “Zé Corisco e seus amores”. “Minha irmã disse para eu escrever algo em homenagem a Teresina. E que criasse um mascote, Zé Corisco, para as crianças. Ela ainda enfatizou que o livro deveria ser escrito em versos, narrando a história da cidade, desde sua criação até os dias atuais”, confessa a autora.
Ao reconhecer o talento da irmã, Eldina incentivou ela a escrever um livro infantil homenageando a Capital. “Ano passado, tive o prazer de conhecer o trabalho de Jônatas, que é um excelente cartunista. Então, como Teresina fazia 160 anos, tive a ideia de juntar as potencialidades de Elci com o talento de Jônatas e criar esse simpático personagem, Zé Corisco, um pescador, morador da Chapada do Corisco, que viu sua terra florescer e se transformar numa grande cidade”, destaca Eldina .
Os personagens do livro possuem características distintas, mas têm em comum o amor pela cidade. Teresa e Cristina existem apenas na imaginação de Zé Corisco. Os nomes dados a elas prestam uma homenagem à imperatriz Teresa Cristina. A personagem Teresa é vaidosa, gosta de tecnologia, como ipads, computadores e redes sociais, enquanto Cristina é brejeira e conserva as tradições e a cultura nordestina. De acordo com a cordelista, Teresa representa os avanços tecnológicos nas áreas da saúde (a capital representa um dos polos mais importantes do país), da educação e da construção civil. Já quanto à brejeirice de Cristina, Teresina é reconhecida por ser uma capital acolhedora e que ainda mantém seus costumes.
Outro personagem de destaque é Né da Mocha, que representa o vaqueiro de Oeiras. Né faz uma visita ao seu amigo Zé Corisco e, durante sua estadia em Teresina, conhece a Ponte Estaiada, o Poty Velho e vários outros pontos turísticos. A intenção da cordelista, ao reunir os dois personagens, foi trazer à memória dos piauienses o relato histórico da transferência da capital. “Não podemos falar de Teresina, sem mencionar o município de Oeiras”, destaca Elci.
“Zé Corisco e seus amores” foi ilustrado pelo cartunista Jônatas Almeida, que já divulgou seus trabalhos em várias edições do Salão de Humor do Piauí e em outros eventos pelo Brasil. Em relação ao livro, Jônatas se atentou a desenhar os personagens de acordo com as características citadas pela autora.
O cartunista que nasceu em Guadalupe, no Piauí, mas que mora há mais de vinte anos em Teresina, declara seu amor por Teresina, principalmente o centro da cidade. “Este é o meu lugar, aqui me sinto acolhido e encontro mais oportunidades profissionais”, frisa Jônatas.
Cordel: linguagem simples e educativa
Desde criança, Elci lia cordéis sobre os cangaceiros e outros personagens nordestinos. A partir daí, ela começou a escrever também em cordel. Para a escritora, “o cordel influencia a nossa literatura desde o tempo do Brasil Colônia. Até porque nessa época, a taxa de analfabetismo era muito grande. Então quem lia, narrava os fatos da política, da economia e outros para quem não sabia ler”. E movida por esta paixão, ela escreveu versos que podem ser lidos e ouvidos por crianças, adultos e idosos.
Segundo a autora, “Zé Corisco e seus amores” foi divulgado em algumas escolas particulares de Teresina. Com apenas nove anos de idade, a estudante Laura Cortez, declara que seu personagem preferido é Teresa. “Gosto de Teresa, porque ela é extrovertida e gosta muito de tecnologia e de passear no shopping”, destaca a garota. Por meio desta leitura, Laura conheceu pela primeira vez o cordel e declarou que se apaixonou desde então.
Elci Martins, que completou 60 anos em janeiro, está analisando a possibilidade de publicar outro livro, mas desta vez será escrito em prosa. “Eu tenho vontade de escrever em prosa e de relatar as tiradas e as brincadeiras infantis, devido às crianças dizerem coisas engraçadas, inocentes”.
Além de homenagear Teresina no livro, Elci continou a declarar seu amor por Teresina: “Esta cidade me acolheu como filha. Aqui eu tive várias oportunidades. Estudei aqui, conheci meu marido aqui e minhas raízes sempre estarão aqui. Eu sou muito grata a esta terra”, finaliza.
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