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Conselho denuncia ausência de fisioterapeutas nas UTIs neonatais em Teresina

Alerta foi feito nesta segunda-feira, durante sessão solene na Assembleia Legislativa do Piauí.

O presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional da 14ª Região (Crefito Piauí), Marcelino Martins, denunciou nesta segunda-feira (13) que as maternidades e hospitais da rede pública e privada de Teresina estão descumprindo a Portaria 930/2012, do Ministério da Saúde, que determina a permanência de fisioterapeuta em tempo integral nas Unidades de Terapias Ocupacionais (UTIs) das maternidades.
Imagem: DivulgaçãoMarcelino Martins(Imagem:Divulgação)Marcelino Martins
Marcelino Martins informou que a maternidade Evangelina Rosa e o hospital infantil Lucídio Portela, por exemplo, operam com bem menos fisioterapeutas do que o necessário. “Na Evangelina Rosa, existem cerca de 15 profissionais, quando o necessário seriam pelo menos mais 40. No hospital infantil, trabalham apenas 12 e a necessidade é de mais 15”, afirmou o presidente.

A ausência desses profissionais pode levar a óbito os recém-nascidos prematuros, que nascem com deficiências neurológicas e musculares que dificultam a sua sobrevivência. “O que temos são fisioterapeutas nas UTIs apenas até às 22h, ficando deste horário até às 7h sem um profissional. Se ocorrer alguma intercorrência nesse intervalo, o bebê pode vir a óbito”, alertou Marcelino Martins.

O presidente do Crefito disse que, com a instalação do conselho, vai fiscalizar o cumprimento da lei nesses locais e denunciar as irregularidades ao Ministério Público Estadual.
Imagem: DivulgaçãoMarcelino Martins(Imagem:Divulgação)Marcelino Martins
O alerta foi feito durante sessão solene para comemorar o dia do fisioterapeuta e apresentar à sociedade os integrantes do Crefito Piauí, que tomaram posse na última sexta-feira, dia 10. Marcelino informou que a instalação do conselho no Piauí, que antes era vinculado ao Crefito 14, com sede no Ceará, os fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais do estado terão mais força para exigir melhores condições de trabalho das duas categorias, além de contribuir para elaboração de políticas para a saúde pública dos piauienses.

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