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Piauí

Wellington Rodrigues critica denúncia do Sinpoljuspi

O diretor admite a falta de estrutura do sistema penitenciário e elogia os agentes.

O diretor de presídios da Secretaria de Justiça, Wellington Rodrigues comentou ao GP1, última denúncia do Sindicato dos Agentes Penitenciário (Sinpoljuspi) sobre a falta de armas nos presídios piauienses, apenas duas estão à disposição dos agentes.

O diretor condenou a atitude do sindicato, para ele a divulgação de armamento, é um perigo, já que os próprios presos podem tomar conhecimento.
Imagem: Bárbara Rodrigues/GP1Wellington Rodrigues do Sinpoljuspi(Imagem:Bárbara Rodrigues/GP1)Wellington Rodrigues
“É proibido ter armas dentro dos presídios, o armamento fica na parte externa. É uma falta de ética essa divulgação, estão expondo as munições para os bandidos. Nós contamos com mais armamentos, temos submetralhadora, revólver, fuzil, entre outros”, comentou o diretor.
 
Em relação às últimas tentativas de fugas na Central de Flagrantes, o diretor disse que a secretaria trabalha para a prevenção, mas confessou que é impossível dizer que um dia elas vão acabar.
 
“Na medida em que vão acontecendo, nós tomamos providência para precaver novas fugas. Eu seria um mentiroso se disser que um dia não vai ter nenhuma fuga nos presídios, a gente tenta diminuir”, disse o diretor.
 
Para essas prevenções o Serviço de Inteligência dos presídios tem atuado e vistorias tem sido feitas diariamente, segundo o diretor.
 
Deficiências 

Que há falhas no sistema penitenciário como estrutura dos presídios, segurança e até a falta de agentes o diretor não nega, mas Wellington afirma que as dificuldades têm que ser superadas.
 
“Admitimos que tem poucos profissionais dentro dos presídios, alguns já não estão mais com a idade para trabalhar. Mas nós estamos tentando suprir essas deficiências. Nós nunca escondemos essas dificuldades, tentamos fazer nosso trabalho da melhor forma. Os agentes são guerreiros por trabalharem nessas condições. Apesar de tudo, o sistema penitenciário não tem corrupção”, disse Wellington.
 
Segundo ele um documento já foi encaminhado para a Secretaria de Administração do Estado (SEAD) para que 300 novos agentes sejam renomeados.

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