Aconteceu na tarde desta sexta-feira (7), na sede da Delegacia Geral, uma coletiva de imprensa para tratar sobre a prisão do Chiê, acusado de ser o autor da chacina de São Miguel do Tapuio.
Clewilson Vieira Matias vai ser indiciado pelo crime de posse ilegal de armas além de homicídio qualificado. Em seu depoimento, Chiê confessou o crime e afirmou que praticou o ato porque suspeitava de uma traição da sua esposa com um vizinho, por isso matou sua mulher. Ele chegou a ir à casa do vizinho para matá-lo. “Eu ia à casa do meu vizinho e ia castrar ele e ele ia sangrar até morrer”, disse Clewilson.
Chiê voltou para a área urbana da cidade na véspera da prisão. Ele disse que voltou à cidade porque devia explicações à sua família sobre os crimes que cometeu.
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Imagem: Lucas Barbosa/GP1
Laércio Evangelista, delegado de São Miguel do Tapuio
Clewilson Vieira Matias, o Chiê, foi preso em São Miguel do Tapuio, quando se encontrava escondido numa residência. Duas pessoas, que não tiveram os nomes divulgados, estavam ajudando Clewilson durante a semana em que ele esteve foragido. Essas pessoas podem ser indiciadas por favorecimento de atividade criminosa.
Laércio Evangelista, delegado de São Miguel do TapuioImagem: Lucas Barbosa/GP1
Munição apreendida com Chiê
Com Chiê foi apreendido armamento pesado como uma submetralhadora de fabricação estrangeira, uma escopeta e uma pistola ponto 40 além de várias munições. Há suspeitas de que a escopeta encontrada com Chiê tenha sido usada em assaltos na região. A pistola .40 foi furtada de um policial de Piracuruca em abril do ano passado e será aberta uma investigação para saber como a pistola chegou às mãos do autor da chacina em São Miguel do Tapuio.
Munição apreendida com ChiêImagem: Lucas Barbosa/GP1
Delegado Geral James Guerra
“As armas que ele tinha não deixam dúvidas que ele tinha ligação com a prática de crimes. Ele possuía armamento pesado, de grosso calibre”, declarou o delegado geral James Guerra durante entrevista coletiva.
Delegado Geral James GuerraClewilson Vieira Matias vai ser indiciado pelo crime de posse ilegal de armas além de homicídio qualificado. Em seu depoimento, Chiê confessou o crime e afirmou que praticou o ato porque suspeitava de uma traição da sua esposa com um vizinho, por isso matou sua mulher. Ele chegou a ir à casa do vizinho para matá-lo. “Eu ia à casa do meu vizinho e ia castrar ele e ele ia sangrar até morrer”, disse Clewilson.
Imagem: Lucas Barbosa/GP1
Armamento apreendido com Chiê
Chiê afirmou que os outros assassinatos foram motivados por divergências políticas. Ele era um líder político da região e era oposição ao prefeito. Seu principal rival, identificado como Juvêncio, apoiava o prefeito e o embate teria começado neste ponto. Os adversários de Chiê, desconfiando da sua ligação com o tráfico de drogas, fizeram um abaixo-assinado, em uma tentativa de expulsá-lo do povoado. Chiê tomou conhecimento da situação e acabou matando cinco pessoas, que seriam mentoras desta ideia do abaixo-assinado.
Armamento apreendido com ChiêImagem: Lucas Barbosa/GP1
Armamento e munições apreendidas com Chiê
De acordo com o delegado de São Miguel do Tapuio, Laercio Evangelista, a maior dificuldade da polícia nas buscas ao acusado foi o fato de que ele era caçador e conhecia bastante a região e se escondia em algumas cavernas na mata.
Armamento e munições apreendidas com ChiêChiê voltou para a área urbana da cidade na véspera da prisão. Ele disse que voltou à cidade porque devia explicações à sua família sobre os crimes que cometeu.
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