Na manhã desta sexta-feira (12), profissionais da SDU Sudeste fizeram uma reintegração de posse de uma residência no bairro Alto da Ressurreição, na região do Grande Dirceu. O terreno onde aconteceu a reintegração é de posse da REFESA, empresa responsável pela linha férrea que passa na região.
O churrasqueiro Antônio Vieira, morador da residência que estava sendo desocupada pela SDU, afirmou que a região trata-se de uma área de invasão e disse não entender porque somente a sua casa estava sendo desocupada. “Aqui tudo é área de invasão e ninguém mexeu nas outras casas”, declarou.
Antônio vivia de aluguel com a esposa Cleonice Soares da Silva e a filha de 14 anos. A mulher declarou que, depois que ficou impossibilitada de trabalhar por motivos de saúde, a família ficou com dificuldades financeiras e se mudou para a residência da área de invasão no mês passado e construíram o teto do local com a ajuda de vizinhos. Eles afirmaram que encontraram a casa fechada, depois que outra pessoa que havia invadido há poucos meses atrás foi notificada pela Prefeitura Municipal e deixou a casa.
“Nós procuramos a Prefeitura, a SDU e nada foi feito. Falaram para a gente se virar”, declarou Cleonice, que disse, ainda, que está desesperada porque a família não tem para onde ir. “Eles alegaram que a gente não precisa de casa, que meu marido tem até moto”, finalizou.
O gerente afirmou, ainda, que muitas pessoas que estão em áreas de invasão possuem casas em programas habitacionais, mas vendem ou alugam essas casas para outras pessoas. “É um comércio. Muitas pessoas agem de má fé”, disse ele.
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Imagem: Lucas Barbosa/GP1
Reintegração de posse no bairro Alto da Ressurreição, zona sudeste de Teresina
Reintegração de posse no bairro Alto da Ressurreição, zona sudeste de TeresinaO churrasqueiro Antônio Vieira, morador da residência que estava sendo desocupada pela SDU, afirmou que a região trata-se de uma área de invasão e disse não entender porque somente a sua casa estava sendo desocupada. “Aqui tudo é área de invasão e ninguém mexeu nas outras casas”, declarou.
Imagem: Lucas Barbosa/GP1
Antônio observa enquanto profissionais da SDU Sudeste retiram o telhado da casa
Antônio observa enquanto profissionais da SDU Sudeste retiram o telhado da casaAntônio vivia de aluguel com a esposa Cleonice Soares da Silva e a filha de 14 anos. A mulher declarou que, depois que ficou impossibilitada de trabalhar por motivos de saúde, a família ficou com dificuldades financeiras e se mudou para a residência da área de invasão no mês passado e construíram o teto do local com a ajuda de vizinhos. Eles afirmaram que encontraram a casa fechada, depois que outra pessoa que havia invadido há poucos meses atrás foi notificada pela Prefeitura Municipal e deixou a casa.
Imagem: Lucas Barbosa/GP1
"Nós não temos para onde ir", declarou Antônio
"Nós não temos para onde ir", declarou Antônio“Nós procuramos a Prefeitura, a SDU e nada foi feito. Falaram para a gente se virar”, declarou Cleonice, que disse, ainda, que está desesperada porque a família não tem para onde ir. “Eles alegaram que a gente não precisa de casa, que meu marido tem até moto”, finalizou.
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Cleonice estava indignada com a situação
Cleonice estava indignada com a situaçãoImagem: Lucas Barbosa/GP1
"Vocês vão ter que arrumar outro lugar", disse o policial aos moradores
Odacir Soares, gerente de fiscalização da SDU Sudeste, afirmou que a ação foi solicitada pela própria Refesa, que alegou que a região se trata de uma área de risco, devido à passagem do trem cargueiro próximo às residências. “Essas pessoas que estão em área de invasão têm que se dirigir à Prefeitura Municipal e se cadastrarem nos programas habitacionais que são oferecidos”, declarou.
"Vocês vão ter que arrumar outro lugar", disse o policial aos moradoresImagem: Lucas Barbosa/GP1
Odacir Soares, gerente de fiscalização da SDU Sudeste
Odacir Soares, gerente de fiscalização da SDU SudesteO gerente afirmou, ainda, que muitas pessoas que estão em áreas de invasão possuem casas em programas habitacionais, mas vendem ou alugam essas casas para outras pessoas. “É um comércio. Muitas pessoas agem de má fé”, disse ele.
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