O Ministério Público do Trabalho instaurou inquérito civil para investigar a suspeita de irregularidades na jornada e condições de trabalho de funcionários que trabalham como auxiliares de cobrança da administradora de cartões de crédito Credishop empresa pertencente ao Grupo Claudino, do empresário João Claudino Fernandes.
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De acordo com a denúncia, os funcionários tem uma carga de trabalho de 6 horas diárias e 36 semanais de segunda a sábado, com intervalo de 20 minutos e uma pausa de 10, não deduzidas da jornada, o que desrespeita a Norma Regulamentadora 17 (NR 17), que trata da adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores.
Para instaurar o inquérito, a procuradoria considerou “que são assegurados parâmetros mínimos para o trabalho em atividades de teleatendimento/telemarketing nas diversas modalidades desse serviço, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente, conforme anexo II, NR 17”.
Se confirmadas, as suspeitas “configuram ofensa às normas de proteção ao trabalho, em manifesto prejuízo aos interesses transindividuais e/ou individuais indisponíveis de trabalhador”.
A portaria 660.2014 foi assinada pela procuradora Maria Elena Moreira Rêgo, no último dia 22 de dezembro.
Outro lado:
O GP1 entrou em contato com a Administradora de Cartões Credishop que alegou, apenas, que a investigação não procede.
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