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Ministério Público do Trabalho investiga irregularidades na empresa Credishop

A portaria 660.2014 foi assinada pela procuradora Maria Elena Moreira Rêgo, no último dia 22 de dezembro. A empresa alegou, apenas, que a investigação não procede.

O Ministério Público do Trabalho instaurou inquérito civil para investigar a suspeita de irregularidades na jornada e condições de trabalho de funcionários que trabalham como auxiliares de cobrança da administradora de cartões de crédito Credishop empresa pertencente ao Grupo Claudino, do empresário João Claudino Fernandes.
 
De acordo com a denúncia, os funcionários tem uma carga de trabalho de 6 horas diárias e 36 semanais de segunda a sábado, com intervalo de 20 minutos e uma pausa de 10, não deduzidas da jornada, o que desrespeita a Norma Regulamentadora 17 (NR 17), que trata da adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores.
 
Para instaurar o inquérito, a procuradoria considerou “que são assegurados parâmetros mínimos para o trabalho em atividades de teleatendimento/telemarketing nas diversas modalidades desse serviço, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente, conforme anexo II, NR 17”.
 
Se confirmadas, as suspeitas “configuram ofensa às normas de proteção ao trabalho, em manifesto prejuízo aos interesses transindividuais e/ou individuais indisponíveis de trabalhador”.
 
A portaria 660.2014 foi assinada pela procuradora Maria Elena Moreira Rêgo, no último dia 22 de dezembro. 

Outro lado: 

O GP1 entrou em contato com a Administradora de Cartões Credishop que alegou, apenas, que a investigação não procede. 

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