Nesta sábado, 01 de fevereiro, é comemorado o Dia Municipal de Combate ao Diabetes. A data, prevista em lei de autoria do vereador José Ferreira, passou a integrar o calendário de eventos voltados à promoção da saúde em Teresina no final de 2011, com a sanção da Lei nº 4.156.
A data também é válida para lembrar compromissos firmados pelos gestores da saúde do Governo do Estado, a exemplo da dispensação de medicamentos e insumos que não contam na lista do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de março de 2014, e, ainda, a construção do Centro de Referência em Diabetes pela Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Saúde, prevista para o primeiro semestre deste ano.
“O sucesso do tratamento ou da redução das estatísticas alarmantes passa pela educação e os gestores precisam investir nisso também. Precisamos de investimentos na saúde, não só na doença. Essa é a melhor forma de combater um problema de saúde pública com elevado ônus social e econômico, cujo diagnóstico é desconhecido em metade dos portadores", lembra Jeane.
A DOENÇA
O diabetes, que mata uma pessoa a cada seis segundos no mundo, não para de crescer, com 382 milhões de portadores apenas em 2013, segundo dados da Federação Internacional do Diabetes (FID). A doença causou a morte de 5,1 milhões de pessoas no ano passado.
Eles estimam em 175 milhões (46% do total) o número de diabéticos atualmente não diagnosticados. Ao ignorar a doença, muitos evoluem em suas complicações, como cegueira, amputações ou acidentes cardiovasculares. Esse aumento é, basicamente, devido ao diabetes do tipo 2 (o mais comum), ligado ao sedentarismo, à obesidade e às mudanças nos hábitos alimentares, como ingestão em excesso de bebidas açucaradas, entre outros.
“O diabetes é uma doença democrática que não escolhe cor, idade e nem posição social. Precisamos fazer escolhas saudáveis já que no mundo são mais de 300 milhões de diabéticos. Esses números são bastante preocupantes e o poder público e sociedade precisam tomar atitudes concretas de combate e controle desse mal”, afirma a médica endocrinologista Lúcia Farias.
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Imagem: ADIP
Enzo
A data na qual é lembrada a passagem pelo Dia Municipal do Diabetes é uma homenagem ao garoto Enzo, símbolo da campanha pelos direitos dos diabéticos de Teresina. O garoto, que aniversaria nesse dia, tem nove anos de idade e é diabético desde os nove meses de vida. A mãe do garoto, a jornalista Jeane Melo, há muito tempo luta por um tratamento menos traumático para o filho, que é insulinodependente e que necessita de cuidados especiais por conta da doença.
EnzoImagem: ADIP
Associação dos Diabéticos do Piauí
Para Jeane Melo, que também é presidente da Associação dos Diabéticos do Piauí (ADIP), esse dia representa uma vitória do Enzo, dos diabéticos e da sociedade. “O Dia Municipal de Combate ao Diabetes é um dia para comemorar vitórias, como a própria constituição da ADIP, a aprovação de leis e projetos já implantados - como o Ambulatório do Pé Diabético, a união da comunidade diabética e a visibilidade da causa. É um dia importante, também, para destacar a necessidade de mais campanhas com foco na educação para que haja uma redução das complicações associadas à doença, assim como a redução do número de diabéticos tipo 2”, afirma.
Associação dos Diabéticos do PiauíA data também é válida para lembrar compromissos firmados pelos gestores da saúde do Governo do Estado, a exemplo da dispensação de medicamentos e insumos que não contam na lista do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de março de 2014, e, ainda, a construção do Centro de Referência em Diabetes pela Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Saúde, prevista para o primeiro semestre deste ano.
“O sucesso do tratamento ou da redução das estatísticas alarmantes passa pela educação e os gestores precisam investir nisso também. Precisamos de investimentos na saúde, não só na doença. Essa é a melhor forma de combater um problema de saúde pública com elevado ônus social e econômico, cujo diagnóstico é desconhecido em metade dos portadores", lembra Jeane.
A DOENÇA
O diabetes, que mata uma pessoa a cada seis segundos no mundo, não para de crescer, com 382 milhões de portadores apenas em 2013, segundo dados da Federação Internacional do Diabetes (FID). A doença causou a morte de 5,1 milhões de pessoas no ano passado.
Eles estimam em 175 milhões (46% do total) o número de diabéticos atualmente não diagnosticados. Ao ignorar a doença, muitos evoluem em suas complicações, como cegueira, amputações ou acidentes cardiovasculares. Esse aumento é, basicamente, devido ao diabetes do tipo 2 (o mais comum), ligado ao sedentarismo, à obesidade e às mudanças nos hábitos alimentares, como ingestão em excesso de bebidas açucaradas, entre outros.
“O diabetes é uma doença democrática que não escolhe cor, idade e nem posição social. Precisamos fazer escolhas saudáveis já que no mundo são mais de 300 milhões de diabéticos. Esses números são bastante preocupantes e o poder público e sociedade precisam tomar atitudes concretas de combate e controle desse mal”, afirma a médica endocrinologista Lúcia Farias.
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