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Polícia Federal prende três pessoas acusadas de fraudar seguro DPVAT e benefícios previdenciários

Os acusados serão indiciados pelos crimes de fraude ao INSS, falsificação de documentos, formação de quadrilha, falsidade ideológica e estelionato.

A Polícia Federal do Piauí prendeu na manhã desta terça-feira (04) três pessoas acusadas de fraudar seguro DPVAT e benefícios previdenciários em cidades do estado do Piauí e Ceará. Os três foram identificados apenas como as inicias L. U. G. P., F. M. S. e M. N. M. S. e foram presos em suas residências localizadas na Zona Leste de Teresina.

Imagem: Juliana Barros/GP1Coletiva.(Imagem:Juliana Barros/GP1)Coletiva.

Segundo Informações do delegado Edilberto Vila Nova, delegado titular da operação, L. U. G. P já tinha sido preso por fraude ao DPVAT, mas fugiu após ser solto e não foi mais localizado. “Ele já havia sido preso uma vez e evadiu-se, por isso não conseguimos localizá-lo, eles já têm mandado de prisão em aberto. Desde essa época estamos tentando localizá-los, isso meados de 2011/2012, e só agora, conseguimos chegar até eles por causa de uma pessoa da família dele que está estudando em uma faculdade aqui em Teresina, quando chegamos a essa pessoa, conseguimos localizar e prender os três”.

O delegado ainda informou que o homem é bacharel em Direito e uma das mulheres é enfermeira. “São duas mulheres e um homem. O homem é bacharel em Direito e uma das mulheres é enfermeira. Eles agiam de forma muito discreta, tudo era feito de maneira muito sutil, não ostentavam uma vida de alto padrão para não levantar suspeita. Ele tinha um carro bom, mas não era um carro novo, além disso, agiu com muita inteligência, pois comprava pequenas casas e em locais afastados para não chamar atenção. Na residência dele, encontramos uma grande quantidade de bilhetes da Mega-Sena, que era assim que ele tentava tornar o dinheiro lícito”.

Imagem: Juliana Barros/GP1Delegado Edilberto Vila Nova.(Imagem:Juliana Barros/GP1)Delegado Edilberto Vila Nova.

Na casa do acusado ainda foram encontrados vários carimbos, atas de empresas, cópias de documentos, cartões magnéticos, cédulas de identidade em branco. “No local apreendemos sacos e sacos de papel, três sacolas de carimbos (entre eles carimbos de paróquias, de empresas falsas, entre outros), atas de empresas e muitas outras coisas. Encontramos recibo de benefício no valor de 32 mil reais, outro no valor de 16 mil reais, são muitos documentos que precisamos analisar com calma. No material apreendido ainda encontramos um papel com a história que a vítima deveria contar no INSS, no papel tinha também algumas perguntas que o instituto poderia fazer as vítimas durante entrevista”.

De acordo com o delegado, a quadrilha agia de várias formas, um delas era “renascendo pessoas mortas” e forjando casamentos com um dos parentes próximos. “Eles pegavam documentos de, muitas vezes, pessoas já mortas, faziam renascer, criavam vínculo empregatício com empresas, também falsas, e casavam essas pessoas com parentes próximos, logo em seguida, forjavam um acidente para que a pessoa pudesse dá entrada no benefício”.

Imagem: Juliana Barros/GP1Delegado fala sobre operação.(Imagem:Juliana Barros/GP1)Delegado fala sobre operação.

A polícia acredita que, diante do material encontrado, a quadrilha agia sozinha, mas afirmou que ainda vai investigar se tinha a participação de mais alguém. Apesar de não ter uma quantidade exata, a polícia informou que foram encontrados mais de 100 benefícios fraudados. O delegado informou que os presos são naturais da cidade de Parnaíba, mas agiam nas cidades de Chaval (Ceará), Parnaíba, Teresina e Buriti dos Lopes.

Os acusados serão indiciados pelos crimes de fraude ao INSS, falsificação de documentos, formação de quadrilha, falsidade ideológica e estelionato. Os presos serão encaminhados ainda nesta terça-feira (04) para a cidade de Parnaíba e ficarão detidos na Penitenciária Mista de Parnaíba.

As informações foram repassadas pela Polícia Federal do Piauí, no final da tarde desta terça-feira (04), em entrevista coletiva.


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