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Empreendedorismo e oportunidades marcaram o período de carnaval na cidade de Água Branca

Em Água Branca, muitas pessoas trocaram a festa pela oportunidade de geração de renda.

A folia de Momo passou, mas muita gente só vai começar a aproveitar agora. Isso porque muitas pessoas preferiram trocar a festa pelo trabalho no período do carnaval. No município de Água Branca, localizado na microrregião do Médio Parnaíba, enquanto uma multidão estava preocupada em correr atrás do trio elétrico, a dona de casa Elizangela Silva viu a oportunidade de aumentar sua renda aproveitando o aumento de fluxo de pessoas na cidade.

Imagem: ReproduçãoEmpreendedorismo marcou o período de carnaval no Piauí(Imagem:Reprodução)Empreendedorismo marcou o período de carnaval no Piauí

Com uma visão empreendedora, Elizangela montou uma barraca, onde comercializou lanches e o famoso “arrumadinho” próximo ao local que concentrava a maior quantidade de pessoas. Decorada com as cores da bandeira do Brasil, a barraca chamou atenção e atraiu clientes. “Eu já estou acostumada a trocar a farra pelo trabalho. Sempre faço isso e não me arrependo, pois vale a pena. Uma renda extra no início do ano é sempre bem-vinda”, afirma.

Assim como Elizangela, no ramo de alimentos, outros setores também se destacaram durante os quatro dias de folia. Água Branca tem um dos maiores carnavais do Piauí e costuma reunir um público de aproximadamente 18 mil pessoas. De acordo com Nezin Nunes, presidente do bloco carnavalesco, para a realização da festa, foram contratados 120 cordeiros e quase a mesma quantidade de seguranças, todos cidadãos aguabranquenses.

“O carnaval faz crescer setores como o de costura, embelezamento, o comércio e também existe a geração de empregos temporários, como os seguranças e cordeiros, que são pessoas aqui da cidade que são contratadas para garantir a realização da festa com toda a segurança e o suporte necessário”, destaca o presidente.

Hotéis, pousadas, serviços e o comércio em geral também comemoram o aumento da renda no período carnavalesco. Essa realidade mostra que o piauiense está cada vez mais atento à atividade empreendedora como fonte de geração de emprego e renda. Só em um ateliê da cidade foram reformados cerca de 100 abadás nos dois primeiros dias de carnaval. De acordo com a costureira Raimunda Alves, o dinheiro a mais vai servir para ajudar a pagar contas.

“A gente começa o ano com algumas dívidas por conta do natal, réveillon e material escolar. No carnaval eu aproveito para tentar amenizar a situação e quitar algumas dívidas. Todos os anos a procura pela customização do abadá é grande e procuro me preparar para trabalhar muito nessa época”, pontua Raimunda.

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