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Corregedoria da Polícia Militar decide não afastar coronel indiciado por morte de gerente

Segundo o relatório, Ademyston Rodrigues Alves, foi atingido pelos fragmentos das balas, disparadas contra a lataria do veículo, onde estava o grupo e o gerente.

Imagem: DivulgaçãoClique para ampliarGerente Ademyston Rodrigues Alves(Imagem:Divulgação)Gerente Ademyston Rodrigues Alves
A corregedoria da Polícia Militar informou na manhã desta quarta-feira (30), que não irá abrir investigação contra o coronel Souza Filho, indiciado como responsável pela morte de gerente durante assalto ao Banco do Brasil na cidade de Miguel Alves em abril do no passado.

A decisão foi tomada com propósito de aguardar o posicionamento do Ministério Público, responsável pela avaliação do documento. Segundo a Corregedoria, será seguido o que a Justiça determinar.
 
O inquérito final sobre o caso, apresentado ontem (29) pela Polícia Civil durante entrevista coletiva, revela que durante a fuga da quadrilha formada por cinco assaltantes, iniciou o tiroteio, após barreira feita pela polícia com objetivo de conter o bando. 
 
Segundo o relatório, Ademyston Rodrigues Alves, foi atingido pelos fragmentos das balas, disparadas contra a lataria do veículo, onde estava o grupo e o gerente, que segundo o relatório, apresentava várias lesões pelo corpo. Sua morte foi ocasionada pelos fragmentos que atingiram sua cabeça e o coração.
 
O tenente-coronel Erotildes Messias de Souza Filho, responsável pela operação foi indiciado por homicídio culposo - quando há intenção de matar, já que a investigação não teve como determinar de qual arma os disparos foram efetuados.
Imagem: DivulgaçãoMovimentação de curiosos em frente ao Banco do Brasil(Imagem:Divulgação)Movimentação de curiosos em frente ao Banco do Brasil
A Polícia Civil agora irá encaminhar cópias do inquérito que totaliza 965 páginas e sete volumes, para a Polícia Militar e Ministério Público, que terá 15 dias para avaliar o documento e decidir se irá ou não indiciar Souza Filho, e ainda se o crime será caracterizado como crime comum ou militar, podendo este último culminar com a exoneração e perda da farda.

Família pretende processar o Estado
 
Segundo o advogado Roger Gurgel, responsável pelo caso, a família pretende processar o Estado, pois a mesma não está conformada com o resultado.
 
De acordo com Sandra Alves, esposa do gerente, que acompanhou a coletiva ontem, a família espera que seja feita justiça e que os culpados sejam punidos. 
 
Entenda o caso
 
O gerente Ademyston Rodrigues Alves foi morto durante confronto, entre a polícia e o bando acusado de assaltar o Banco do Brasil da cidade de Miguel Alves, no dia 30 de abril de 2013.
 
Na ocasião três dos cinco assaltantes morreram na hora. O quarto identificado como Ediones Moreira Alves, foi preso pela polícia. Já o quinto identificado como José Magno Bastos foi morto pela polícia do Estado do Maranhão, em Caxias.

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