O presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (TRT Piauí), Francisco Meton Marques de Lima, propôs, na manhã desta sexta (22), um acordo entre o Sindicato dos Rodoviários (Sintetro) e o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Teresina (Setut), a fim de evitar a greve marcada para começar às 00h desta sexta. A proposta consiste em um reajuste imediato de 7,5% e a mudança da data base da classe para o mês de janeiro 2014, quando haveria um novo reajuste de 100% do IPCA mais 2% de ganho real.
Segundo o presidente do TRT, esta proposta atende, em parte, os dois lados, já que os dois reajustes chegariam a mais de 10% que é pedido pelo sindicato. "O ideal é que o reajuste seja definido em acordo entre as partes envolvidas e não de forma impositiva pelo Tribunal. Queremos primeiro o caminho da conciliação e evitar que toda a população teresinense seja prejudicada por falta de um acordo", declarou o presidente.
O desembargador Meton marcou ainda uma nova reunião para as 16h desta quinta (22), no auditório pleno do TRT, para que as propostas sejam debatidas de forma oficial em uma audiência de conciliação. O procurador do Ministério Público do Trabalho, Luzardo Soares, destacou que solicitou a intervenção do TRT no caso a fim de evitar maiores transtornos para a população. "Solicitamos ao Tribunal que determinasse a circulação de, pelo menos, 50% da frota durante a greve. Contudo, o sindicato não deu garantias de cumprimento dessa decisão e sabíamos que o sistema poderia parar totalmente", explicou o procurador.
Luzardo frisou ainda que, por não ter garantias da circulação dos 50%, decidiu ajuizar pedido de dissídio coletivo, para que o Tribunal decida sobre a questão. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Francisco das Chagas, afirmou que a judicialização das negociações não são boas para os trabalhadores. "Estamos tentando negociar desde março e não chegamos a um acordo com os empresários. Se a justiça decidir, sabemos que ela só pode aplicar o índice da inflação. Não queremos isso", disse Chagas.
O presidente do Setut, Herbet Miúra, enfatizou que não há como as empresas oferecerem um aumento maior que 6% proposto antes da licitação dos transportes públicos, que está em andamento na Prefeitura de Teresina. "Já estamos há três anos com a tarifa da passagem congelada. Ao longo desse tempo o preço dos insumos do transporte aumentou. Estamos com pneu mais caro, peças, combustível e o trânsito vem piorando. Há vários fatores que impedem um aumento neste momento".
Para resolver o impasse, na reunião das 16h, o sindicato pode acatar ou negar a proposta apresentada de forma oficial. Caso a proposta seja satisfatória, os trabalhadores poderão fazer uma assembleia extraordinária no próprio Tribunal e decidir pelo fim da greve.
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Imagem: Divulgação
Reunião
ReuniãoSegundo o presidente do TRT, esta proposta atende, em parte, os dois lados, já que os dois reajustes chegariam a mais de 10% que é pedido pelo sindicato. "O ideal é que o reajuste seja definido em acordo entre as partes envolvidas e não de forma impositiva pelo Tribunal. Queremos primeiro o caminho da conciliação e evitar que toda a população teresinense seja prejudicada por falta de um acordo", declarou o presidente.
O desembargador Meton marcou ainda uma nova reunião para as 16h desta quinta (22), no auditório pleno do TRT, para que as propostas sejam debatidas de forma oficial em uma audiência de conciliação. O procurador do Ministério Público do Trabalho, Luzardo Soares, destacou que solicitou a intervenção do TRT no caso a fim de evitar maiores transtornos para a população. "Solicitamos ao Tribunal que determinasse a circulação de, pelo menos, 50% da frota durante a greve. Contudo, o sindicato não deu garantias de cumprimento dessa decisão e sabíamos que o sistema poderia parar totalmente", explicou o procurador.
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Francisco Meton Marques de Lima
Francisco Meton Marques de LimaLuzardo frisou ainda que, por não ter garantias da circulação dos 50%, decidiu ajuizar pedido de dissídio coletivo, para que o Tribunal decida sobre a questão. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Francisco das Chagas, afirmou que a judicialização das negociações não são boas para os trabalhadores. "Estamos tentando negociar desde março e não chegamos a um acordo com os empresários. Se a justiça decidir, sabemos que ela só pode aplicar o índice da inflação. Não queremos isso", disse Chagas.
O presidente do Setut, Herbet Miúra, enfatizou que não há como as empresas oferecerem um aumento maior que 6% proposto antes da licitação dos transportes públicos, que está em andamento na Prefeitura de Teresina. "Já estamos há três anos com a tarifa da passagem congelada. Ao longo desse tempo o preço dos insumos do transporte aumentou. Estamos com pneu mais caro, peças, combustível e o trânsito vem piorando. Há vários fatores que impedem um aumento neste momento".
Para resolver o impasse, na reunião das 16h, o sindicato pode acatar ou negar a proposta apresentada de forma oficial. Caso a proposta seja satisfatória, os trabalhadores poderão fazer uma assembleia extraordinária no próprio Tribunal e decidir pelo fim da greve.
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