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Operação Toluca: Polícia prende 15 suspeitos de tráfico em Barras

Há, ainda, uma segunda etapa da operação sendo planejada, que vai apurar quem são os fornecedores das drogas e as rotas por onde elas chegam à região

Em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (24), os delegados Humberto Mácola, titular da Delegacia Regional de Barras e o delegado geral da Polícia Civil, James Guerra, divulgaram o resultado da Operação Toluca, deflagrada no início da manhã na cidade de Barras, interior do Piauí, e que visa reprimir o tráfico de drogas na região.

Imagem: Lucas Barbosa/GP1Delegados Humberto Mácola e James Guerra falam sobre Operação Toluca(Imagem:Lucas Barbosa/GP1)Delegados Humberto Mácola e James Guerra falam sobre Operação Toluca

Segundo as informações cedidas por eles, a ação, que contou com a participação de 10 delegados e cerca de 40 policiais e que vinha sendo planejada desde março deste ano, conseguiu cumprir 13 dos 14 mandados de prisão que foram expedidos, e realizaram, ainda, duas prisões em flagrante, totalizando 15 prisões.

Além das prisões, foram apreendidas armas e drogas na residência de um dos envolvidos no esquema de tráfico de drogas em Barras, identificado como Ricardo “Cigano”, sobrinho do líder do bando, Vicente da Silva Avelino, conhecido como Pelé “Cigano” que, segundo o delegado Humberto, possui diversos imóveis de alto nível na cidade, fato que despertou ainda mais as suspeitas da polícia, visto que “Pelé” não possui um emprego fixo. Também foram encontrados cerca de 45 pássaros silvestres, que já foram encaminhados ao IBAMA.

“Atingimos a quase perfeição”, disse o delegado Mácola, avaliando a atuação dos delegados e agentes envolvidos na operação. “Muitas vezes, os policiais ficavam de plantão sem comer, investigando os suspeitos”, declarou.

Imagem: Lucas Barbosa/GP1"Atingimos a quase perfeição", declarou o delegado Humberto Mácola

Os delegados afirmaram, ainda, que havia uma hierarquia dentro da quadrilha, sendo dividida em três núcleos: o núcleo de “Pelé Cigano”, que recrutou dois suspeitos conhecidos como Dival e Niltinho, que eram responsáveis pela comercialização da droga. A atual e a ex-mulher de Pelé também participavam deste núcleo. Principalmente a ex, Sandra Maria, que armazenava a droga em casa e agia em conjunto com o filho, distribuindo a droga na região.

O núcleo do suspeito conhecido como “Dionísio Cigano” funcionava de forma similar. Porém, de acordo com o delegado Humberto, ele agia com os três filhos, identificados como Jeová, “Morcegão” e Mike. Há uma suspeita de que “Morcegão” seja menor de idade, mas a informação ainda não foi confirmada.

O último núcleo, e não menos importante, era o de Maurílio Vieira dos Santos, dono de um bar da região, e que tinha como comparsas uma garota de programa chamada Valéria e um funcionário do estabelecimento, Carlos Erivan, mais conhecido pelo apelido “Pitchuca”.

Há, ainda, uma segunda etapa da operação sendo planejada, que vai apurar quem são os fornecedores das drogas e as rotas por onde elas chegam à região de Barras e municípios adjacentes. 

A operação leva esse nome em referência à cidade mexicana de Toluca, onde o Rei Pelé foi artilheiro da Copa de 70. Coincidentemente, há um Pelé entre os presos, o que justifica a "homenagem". 

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