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UFPI acumula dívida de R$ 5 milhões junto a construtoras

Os valores foram apresentados pelo presidente da Associação Piauiense dos Empresários de Obras Públicas (Apeop-PI), Arthur Feitosa, ao reitor da instituição.

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) acumula dívida de R$ 5 milhões junto a cinco construtoras responsáveis por obras nos campus da capital e do interior do Estado. O atraso nos pagamentos às empresas passa de quatro meses em alguns casos. 

Segundo levantamento a inadimplência é em relação às obras simples como reformas em salas de aula e laboratórios. Os valores foram apresentados pelo presidente da Associação Piauiense dos Empresários de Obras Públicas (Apeop-PI), Arthur Feitosa, ao reitor da instituição, José Arimatéia Lopes, no mês de novembro. "É um problema inédito na UFPI. Nossos associados nunca tiveram esse tipo de atraso na instituição que tem o terceiro maior orçamento do estado," disse Feitosa. 
Imagem: Lucas Dias/GP1Arimateia Dantas(Imagem:Lucas Dias/GP1)Arimateia Lopes
O reitor afirma que os repasses, que acontecem duas vezes por mês não têm valores definidos. Além disso, o orçamento enviado ao Governo Federal sofreu corte de 50%. "Em 2015, resolvemos não licitar nenhuma obra grande devido a essa projeção feita pelo governo federal de repassar à UFPI somente metade do que foi orçado. Pior, os repasses que chegam duas vezes por mês não tem valores definidos", explicou Dr. Arimatéia Lopes.
 
De acordo com o presidente da Apeop-PI, as construtoras não paralisaram as obras, mas diminuíram o contingente de operários.  "Os construtores estão levando as obras com o mínimo de funcionários para não parar, porque eles precisam receber e pagar a segunda parcela do décimo terceiro dos operários, mas as obras maiores ficam inviáveis de se continuar", ressaltou Arthur Feitosa. 
 
Alguns fornecedores reclamam de atrasos ainda maiores. "Tem fornecedor que não recebe desde maio. O que estamos informando é que veio o dinheiro do Ministério da Educação agora no início de dezembro e a pro-reitora de administração protelou os pagamentos. Assim, o governo federal retirou os recursos de volta, deixando todos sem receber nada", finalizou Arthur Feitosa.

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