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Marcondes Gadelha tomou posse na última terça-feira

Marcondes Gadelha afirmou que pretende apresentar projetos em quatro pontos, como a transposição do Rio São Francisco, segurança pública, e as crises econômicas e política

Com a licença do deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) para conclusão do mestrado, Marcondes Gadelha, presidente do PSC na Paraíba e vice-presidente nacional, do partido tomou posse nesta terça-feira (01), na Câmara dos Deputados.

Durante a posse, Marcondes Gadelha afirmou que pretende apresentar projetos em quatro pontos prioritários, segundo sua avaliação, como a transposição do Rio São Francisco, segurança pública, e as crises econômicas e política.
Imagem: Fernando ChavesMarcondes Gadelha ao lado do deputado federal Gilberto Nascimento (PSC)(Imagem:Fernando Chaves)Marcondes Gadelha ao lado do deputado federal Gilberto Nascimento (PSC)
Ele esclarece que a sua maior prioridade é cobrar agilidade para transposição do Rio São Francisco e assim amenizar os efeitos da estiagem na Paraíba e estados afetados. "A transposição do Rio São Francisco continua atrasada, e não podemos morrer na beira d"água. Agora por mais esforço que a gente faça pela transposição, ela não vai se concretizar em menos de um ano. Por isso precisarei fazer esforço também em busca de soluções imediatas. Nós estamos entrando no quinto ano de seca e todos os mananciais então secando. Então irei me empenhar para conseguir recursos para poços artesianos e outras formas de abastecimentos", declarou.

Outra proposta do parlamentar, diz respeito à segurança, ele evidencia que estará entre as propostas que serão apresentadas. Marcondes Gadelha pretende apresentar um projeto para deduzir do imposto de renda os custos que a população tem com segurança privada. "A segurança atingiu na Paraíba níveis de calamidade, e no Brasil também. Eu vou apresentar uma proposta que seja dedutível do imposto de renda toda despesa com segurança privada. As pessoas estão pagando impostos ao Estado para que tenha segurança, e como o Estado não dá essa segurança, as pessoas são obrigadas a transformar suas casas em fortalezas. Não deveria ser assim, porque a gente já paga os impostos para ter segurança. A população não se sente segura e não quer ficar exposto aos bandidos então começa a gastar com segurança privada. Isto é uma atitude desleal do Governo em relação à população. Cobrar imposto para segurança, não dá segurança e obriga a pessoa a gastar com o serviço", enfatizou.

A respeito da crise econômica que o país vem passando, Marcondes Gadelha explica que um dos fatores que têm colaborado com a crise é a taxa de juros dos cartões de créditos. "O outro ponto que vou me envolver é com a crise econômica. Eu acho que essa crise tem mil facetas, mil variáveis e aspectos. Tem um que eu vou me aplicar especialmente, que é a taxa de juros, eu acho que é onde fica a raiz de todos os males. Hoje no rotativo do cartão de credito está a 441% de juros ao ano. Existe um silêncio criminoso quanto a taxa de juros, ninguém fala sobre o assunto. E é por este ralo que está indo embora o dinheiro do Governo, do orçamento público, e o dinheiro das pessoas privadas também. Reduzindo as taxas de juros, a gente reduz os encargos que o Governo paga com o dinheiro do orçamento, ai sobra recursos para investir em outras áreas. A metade do dinheiro do orçamento vai para pagar juros e amortização de divida do Governo. Se reduz a taxa de juros reduz também o desembolso do governo com essas coisas, e sobre dinheiro para investimentos em hospital, escolas, segurança e outras áreas", argumentou.

Outro tema que o parlamentar pretende trabalhar é a reforma política. Para Marcondes, a solução para a crise moral que a política brasileira vive será a mudança do sistema político e no sistema de governo. "Irei me envolver também com a crise moral em que o Brasil se encontra. E eu acho que isso tem a ver com o sistema político e o sistema de governo. O sistema político baseado no voto proporcional leva as pessoas a se corromperem inevitavelmente. Com isso as eleições se tornam apenas uma operação mercantil, para quem pode dá mais dinheiro como cabo eleitoral. Então as pessoas são compelidas a se apropriar do dinheiro seja de forma lícita ou não lícita. Precisamos descentralizar e decompor o poder em fatores primos para diminuir a chance de corrupção. Quanto mais concentrado o poder, mais corrupto ele é", afirmou.

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