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Marinalva diz que proposta de Título de Cidadão Teresinense a Marco Feliciano é descabida

"É uma pessoa que não faz jus a nenhuma honraria e Teresina fazendo isso está desrespeitando cerca de 100 mil LGBTs que aqui vivem", defendeu a representante do Grupo Matizes.

A representante do Grupo Matizes, Marinalva Santana, foi até à Câmara de Vereadores nesta terça-feira (31) para defender a não aprovação do Projeto de Decreto Legislativo nº 811/2015, que visa conceder Título Honorífico de Cidadania Teresinense ao deputado federal Marco Antônio Feliciano (PSC-SP).

Apesar de o projeto não ter entrado em pauta na sessão desta manhã, alguns vereadores se demonstraram contrários ao título de cidadania proposto pelo vereador Ricardo Bandeira (PSDC) e, juntamente com Marinalva Santana, reconhecem ainda que o projeto não será aprovado.
Imagem: Brunno Suênio/GP1Vereadores discutem projeto(Imagem:Brunno Suênio/GP1)Vereadores discutem projeto
“É um projeto descabido, pois essa matéria de concessão de título de cidadania é tratada pela Lei Orgânica do Município em seu artigo 21 e também ratificada pelo regimento interno da Câmara em seu artigo 36. Ambos ditam, de forma cabal, que o título de cidadania é concedido a quem tem, comprovadamente, relevantes serviços prestados à comunidade teresinense, e não é o caso do Pastor. Então essa é a questão que precede qualquer debate”, ressaltou Marinalva Santana.
Imagem: Brunno Suênio/GP1Marinalva Santana(Imagem:Brunno Suênio/GP1)Marinalva Santana
Ainda de acordo com Marinalva, o fato de o deputado federal Marco Antônio Feliciano ser declaradamente contrario aos movimentos de luta da população LGBT, o descarta de qualquer indicação honorífica em Teresina.

“Não bastasse isso, ainda tem o fato de ele ter se notabilizado Brasil afora por ser uma pessoa que hostiliza a população LGBT, hostiliza a população negra deste país e hostiliza a nós mulheres. Então é uma pessoa que não faz jus a nenhuma honraria e Teresina fazendo isso está desrespeitando cerca de 100 mil LGBTs que aqui vivem, desrespeitando mais da metade da sua população negra e mais da metade das mulheres”, defendeu Marinalva Santana”, finalizou.

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